Andamos no Fiat Argo Drive com motor 1.0

Versão de entrada parte de R$ 46.800 tem desempenho honesto e boa oferta de equipamentos

Argo 1.0 CRÉDITO: FIAT

A versão de entrada do Fiat Argo, a Drive 1.0, tem uma dura missão: brigar de frente com as versões de entrada de Chevrolet Onix e Hyundai HB20, “apenas” os dois modelos mais vendidos do País. E, a julgar pelo bom comportamento do modelo, deve conseguir abocanhar sua fatia nesse mercado. A R$ 46.800, o preço também o coloca bem no centro da dupla campeã de vendas, sendo mais barato que o Onix LT 1.0 e ligeiramente mais caro que o HB20 de entrada.

Único da linha Argo com motor de três cilindros que rende até 77 cv com etanol no tanque, o mesmo que equipa o Uno e a versão de topo do Mobi, o Argo Drive 1.0 mostra boa desenvoltura no trânsito urbano, graças ao torque de 10,4 mkgf, dos quais 80% estão disponíveis já a 2.500 rotações. Isso faz com que o hatch arranque fácil, sem demandar muito esforço para sair do lugar.

O câmbio, bem escalonado, ajuda bastante, ainda que os engates pudessem ser mais precisos e a alavanca menos “boba”, característica encontrada em praticamente todos os Fiat, como Mobi e Uno.

Não espere, no entanto, acelerações fortes ou muita emoção ao volante, já que a palavra de ordem no Argo de entrada é economia. O desempenho até pode não fazer com que o modelinho passe vergonha nas saídas de sinal, mas está longe de ser emocionante. Retomadas em velocidades mais altas ainda pedem paciência e o modelo não nega que tem um pequeno tricilíndrico sob o capô.

Ao menos, quem vai na cabine percebe pouco o trabalho do motor, que está bem isolado. Vibrações e ruídos são pouco perceptíveis na cabine, mesmo quando o propulsor passa a barreira dos 4 mil giros.

O interior, aliás, é igual ao das versões mais equipadas, salvo pela ausência de itens como ar-condicionado automático ou bancos de couro. No entanto, o painel é elegante e bem montado, mesmo com uso predominante de plásticos rígidos.

A central multimídia, de série nos demais Argo, é um opcional de R$ 1.990 nesta versão de entrada, um extra que vale a pena pedir, já que o sistema é simples de usar e a tela de sete polegadas responde bem ao toque, além de dar um visual mais moderno ao painel, ficando ligeiramente destacada da peça principal, como nos Mercedes-Benz. O comprador ainda pode equipar o Argo 1.0 com câmera de ré e retrovisores elétricos por mais R$ 1.200.

A Fiat aposta alto no modelo mais barato da gama, que deverá responder por cerca de 35% das vendas do carro. Por enquanto, apenas o câmbio manual será oferecido, a despeito do Mobi, que pode combinar o mesmo motor com a transmissão automatizada GSR. Por enquanto, Argo sem pedal de embreagem, apenas com motor 1.3 (automatizado) ou 1.8 (automático).

Ficha técnica
Motor
1.0, 3 cil., 6v, flexível
Potência (cv)
72 (G)/ 77 (E) a 6.250 rpm
Torque (mkgf)
10,4 (G)/ 10,9 (E) a 3.250 rpm
Câmbio
Manual, cinco marchas
Comprimento
3,99 metros
Entre-eixos
2,52 metros
Porta-malas
300 litros
Tanque
48 litros


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