Andamos no primeiro Civic feito no Brasil

Unidade de 1997 foi primeiro modelo a sair da fábrica da Honda em Sumaré (SP)

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Primeiro Civic feito no Brasil em 1997 Foto: Honda

Este ano está sendo muito importante para o Civic. Quase ao mesmo tempo, o Honda completou 45 anos de existência e 20 anos de produção nacional. A primeira unidade feita no Brasil – da sexta geração do sedã – saiu da linha de montagem da fábrica de Sumaré (SP) em outubro de 1997.

Nesta semana, demos uma volta rápida na primeira unidade do Civic nacional, que é praticamente uma cápsula do tempo. Guardado a sete chaves na fábrica da Honda em Itirapina (SP), que ainda não entrou em operação, o Civic de chassi 001 rodou pouco mais de 400 quilômetros em duas décadas.

O carro é da versão LX com câmbio automático de quatro marchas. Em 1997, a gama começava na opção LX-B, que nem ar-condicionado tinha, passava pela LX (também com câmbio manual) e chegava à de topo, EX, que também tinha as duas opções de câmbio.

O motor é um 1.6 de quatro cilindros e 106 cv de potência. Na época, a transmissão automática ainda era raridade no Brasil, restrita a modelos mais caros e não raro apenas nas versões de topo. Rivais do Honda como o Volkswagen Santana e o Fiat Tempra sequer ofereciam o opcional.

Mesmo considerando que se trata de um carro feito há 20 anos, a versão intermediária do Civic é relativamente simples. O acabamento é correto e a montagem, benfeita.

O Civic LX 2017 não tem a pompa de um Vectra ou Tempra, mas é um carro extremamente funcional. Há itens de conveniência como ar-condicionado, trio elétrico e direção hidráulica, todos de série. Mas faltam air bags e freios ABS, opcionais na época ­– vinham de séria apenas na versão EX.

Rodando.

A despeito dos anos e do tempo parado, o quatro-cilindros do Civic 2017 pega rapidamente no primeiro toque da chave. O zunido metálico do motor de partida, típico dos Honda antigos, é marcante e o 1.6 roda liso, mesmo ainda frio.

Com o câmbio na posição “Drive”, é hora de andar. Como as quatro marchas são bem longas, o desempenho não é o forte desse Civic. A até 50 km/h, praticamente apenas a primeira e a segunda marchas são utilizadas, enquanto o sedã deslancha sem pressa.

O comportamento do câmbio é típico de modelos mais antigos. As trocas de marchas ocorrem de forma lenta e basta o motorista tirar um pouco o pé do acelerador para a rotação cair para cerca de 1.500 rpm enquanto o Civic roda livre.

Todos os comandos funcionam perfeitamente, como se espera de um carro com apenas 400 quilômetros no hodômetro. Não há barulhos de acabamento e o ruído de motor e vento são contidos pelo bom revestimento acústico.

No evento para a imprensa com o modelo histórico, a Honda levou uma unidade da geração atual, a décima. Moderno e tecnológico, mostra o quanto o Civic (e o mundo) evoluiu. Mas não há como ficar indiferente ao carisma do “velhinho” pioneiro


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