Equinox é o SUV que não sabe ser lento

Utilitário agrada pelas respostas imediatas do motor 2.0 turbo de 262 cv e pelo silêncio a bordo

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Chevrolet Equinox Foto: Chevrolet

Ao fixar a tabela do utilitário-esportivo mexicano Equinox em R$ 149.900, a Chevrolet posicionou o novo modelo na  faixa entre R$ 140 mil e R$ 160 mil, na qual estão, além de algumas versões do Compass, o CR-V, o Q3, o 3008, Tucson, Sportage, entre outros. Mas enquanto esses modelos têm potências entre 150 cv e 177 cv, o novato conta com os 262 cv entregues pelo motor 2.0 turbo a gasolina com injeção direta de combustível.

Esse propulsor, associado a um câmbio automático  de nove marcha, é o maior trunfo do Equinox. O conjunto proporciona muito prazer ao volante. Dos 37 mkgf de torque, 90% estão disponíveis entre 2 mil e 5.600 rpm. Com isso, o carro oferece respostas consistentes em diversas situações, entre acelerações e retomadas. Para quem é fã de uma tocada mais esportiva, o SUV  é uma delícia de guiar. Basta cravar o pé no acelerador que o utilitário ganha velocidade com ímpeto, enquanto a transmissão troca as marchas de forma quase imperceptível.

Ao mesmo tempo, o Equinox não chega a ser um carro bruto ou arisco. A tocada no dia a dia é suave e agradável, graças ao acerto macio da suspensão e ao sistema de cancelamento de ruídos, com o  qual quase não se ouve o trabalho do motor – seja em trânsito urbano, seja a 120 km/h, quando o ponteiro do conta-giros estabiliza abaixo das 2 mil rotações.

Vários assistentes eletrônicos  ajudam a garantir uma condução mais segura. Quando o Chevrolet se aproxima demais do carro à frente sem que o motorista esboce reação, por exemplo, o banco do condutor vibra e uma luz vermelha é projetada no para-brisa. A nota destoante fica para o assistente de permanência em faixa, que demora para entrar em ação é só corrige a trajetória quando o veículo já saiu da faixa de rolamento.

Embora o porte algo parrudo do Equinox sugira um espaço interno mais generoso do que o que se verifica na realidade, a cabine leva cinco adultos com  conforto. O assoalho plano facilita a vida de quem viaja atrás. O console central se projeta em direção ao banco traseiro, com saídas de ar-condicionado e duas portas USB para os passageiros de trás, mas tem um recuo na parte inferior, para não prejudicar o espaço para as pernas do carona do meio.

O porta-malas, de 468 litros, pode ser ampliado com o rebatimento do banco traseiro, que é feito por duas alavancas embutidas na parede direita do compartimento de carga, uma solução bastante prática.

A percepção de luxo do Equinox, contudo, se dá mais pelo silêncio a bordo do que pela qualidade dos materiais da cabine. O acabamento não chega a depor contra o modelo, mas é inferior ao de outros SUVs dessa faixa de preço, como Compass e 3008. Há uma grande extensão de plástico rígido pelas portas e painel, apenas atenuada por faixas de couro cinza claro.

O Equinox será vendido em configuração única, Premier, sem opcionais. A tecnologia  OnStar, que oferece serviços de assistência, monitoramento e concierge, é gratuito apenas pelos seis primeiros meses –  depois, esse sistema tem custo mensal de R$ 80.

Prós e contras
Prós: Desempenho. Motor 2.0 turbo de 262 CV entrega respostas imediatas em diversas situações, agradando em cheio a quem curte uma tocada mais esportiva.

Contras: Acabamento. Embora não deponha contra o modelo, está aquém de rivais na mesma faixa de preço. Faixas de couro cinza disfarçam amplas áreas de plástico rígido nas portas e painel.

Ficha técnica

Motor: 2.0, 4 cil., 16V, turbo, gasolina
Potência: 262 cv a 5.500 rpm
Torque: 37 mkgf a 4.500 rpm
Câmbio: Automático, 9 marchas
Comprimento4,65 metros
Entre-eixos: 2,72 metros
Porta-malas: 468 litros
Peso: 1.693 kg


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