Avaliamos o novo Chevrolet Spin Activ

Em nova versão pseudoaventureira, monovolume mantém boa dirigibilidade.; configuração parte de R$ 62.060


Com capacidade para cinco ocupantes, Spin Activ tem tabela partindo de R$ 62.060

Os modelos de visual aventureiro que caíram no gosto do consumidor brasileiro são pouco afeitos a trilhas radicais: gostam mesmo é de aventuras no asfalto. Com o Spin Activ, versão do monovolume da Chevrolet que chega às lojas no fim deste mês, não é diferente. As mudanças cosméticas não disfarçam que a vocação do modelo é conquistar famílias comportadas.

Com capacidade para cinco ocupantes, o modelo tem tabela de R$ 62.060 para a opção com câmbio manual e R$ 65.860 com transmissão automática. O motor é o mesmo 1.8 flexível das versões LT e LTZ, que desenvolve até 108 cv com etanol. Ar-condicionado, direção hidráulica, travamento das portas por controle remoto e rack de teto estão entre os itens de série.

Por fora, há vários detalhes que diferenciam a nova versão: vincos nos para-choques, molduras de plástico preto fosco nos para-lamas, faixas laterais nas portas, faróis com moldura negra e lanternas escurecidas. O estepe foi deslocado para o centro da tampa traseira, uma modificação em relação ao Spin Activ asiático feita para agradar ao público brasileiro, e as rodas de 16 polegadas são calçadas por pneus de uso misto.

Na cabine, os bancos receberam novo grafismo, com faixas cinzas e brancas, mas são moles demais. Considerando a faixa de preço que o modelo ocupa, o acabamento poderia ser mais caprichado e algumas economias não se justificam. O para-sol do passageiro não tem iluminação, a câmera de ré é vendida apenas como acessório e a falta de GPS é imperdoável para uma minivan familiar.

Já o espaço interno, sobretudo para a cabeça e as pernas dos passageiros, continua sendo um trunfo – ainda que o quinto ocupante viaje com menos conforto, por causa da saliência no centro do encosto traseiro.

Morno. Se a maquiagem off-road deixou o carro com jeitão mais encorpado, em movimento há pouca diferença para o consumidor comum. Apesar dos pneus de uso misto e da distância ligeiramente maior do solo, o comportamento dinâmico do Spin Activ é muito parecido com o das demais versões.

O acerto da suspensão, voltado ao conforto, ameniza as imperfeições do terreno sem prejudicar a estabilidade, ainda que com alguma rolagem da carroceria, típica dos monovolumes altos.

Se a nova posição do estepe ajudou a deixar a traseira mais harmoniosa, também obstruiu parte da já diminuta área envidraçada, prejudicando a visibilidade. Além disso, o suporte da peça tem um ângulo de abertura que exige um espaço livre considerável, o que pode ser um problema na hora de guardar as compras do supermercado, se o veículo estiver estacionado de ré.

O desempenho não chega a emocionar, principalmente no caso da versão com câmbio automático. Justamente quando o pedal da direita é mais exigido, a transmissão faz trocas lentas, esticando as marchas até 6.000 rpm, o que acaba estrangulando as respostas do motor – que já parece pequeno para o peso do carro. Se as acelerações são penosas, sobretudo com o veículo carregado, o nível de ruído é baixo em velocidade de cruzeiro – a 120 km/h, o giro mal chega a 2.500 rpm.

No fim das contas, os novos adereços podem ter deixado o visual do Spin mais invocado, mas toda essa agressividade se dissipa em movimento, revelando um carro menos jovem e mais familiar. É como aquele tiozão separado que rouba uma camisa estilosa do sobrinho, mas não deixa de ser um tiozão. Nada que afugente os potenciais consumidores – a GM espera que a opção Activ passe a responder por 25% das vendas do monovolume.

Prós: espaço interno
Passageiros viajam com folga para as pernas e cabeça. Com 710 litros, porta-malas lidera o segmento e atende bem às necessidades de uma família.

Contra: conjunto mecânico
Motor de 108 cv é pequeno para o peso do monovolume. Câmbio automático demora para fazer as trocas, deixando o Spin “amarrado”


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