Civic e C4 fazem duelo de sedãs com câmbio manual

Versões de entrada dos sedãs médios Honda e Citroën são para clientes que querem economizar, mas também para fãs de esportividade


Embora próximos pelos preços, sedãs têm projetos e comportamento bastante diversos

Com a proliferação e melhoria na qualidade dos câmbios automáticos, os sistemas manuais praticamente deixaram de ser oferecidos no segmento de sedãs médios. Agora, estão restritos às versões de entrada de alguns modelos, para cativar o cliente que quer economizar ou que associa esse tipo de transmissão à direção esportiva. Entre os sedãs com opção manual estão o Honda Civic e o Citroën C4 Lounge, que protagonizam este comparativo.

O Civic Sport tem preço sugerido de R$ 87.900 e o C4 Lounge Origine, de R$ 75.590. Apesar do preço mais alto, o Honda levou a melhor por ser superior em todos os demais quesitos, com exceção do motor.

De série, ambos trazem controles de tração e estabilidade, auxílio de partida em rampa, volante com ajuste de altura e profundidade e controlador de velocidade de cruzeiro. A mais, o Civic vem com ar-condicionado digital, central multimídia, freio de estacionamento elétrico e câmera na traseira, itens que só são oferecidos nas versões mais caras do C4. Além disso, o Honda tem seis air bags – no Citroën há dois.

No visual, as linhas modernas e alongadas do Civic chamam muito mais a atenção que os traços conservadores do rival. O C4 Lounge é bonito, mas não tem ousadia na estética.

O mesmo ocorre na cabine. O Honda traz volante revestido de couro, modernidade no desenho de painel de instrumentos, mais porta-objetos e iluminação branca. No C4, faltam áreas para acomodar objetos e o acabamento deixa a desejar. A luz laranja de iluminação dos botões – inclusive os do rádio – lembra itens dos anos 90.

O espaço a bordo é semelhante nos dois carros, cujas cabines acomodam bem quatro adultos, com boa amplitude para cabeça e pernas. Em ambos, falta conforto ao quinto ocupante.
A posição de guiar é outra vantagem do Civic. O ajuste de altura é capaz de elevar ou rebaixar o assento por completo. No Citroën, o motorista consegue apenas inclinar a parte traseira do assento, o que resulta em uma posição incômoda.

Como no Honda o encosto é mais envolvente, o banco segura melhor os corpos dos ocupantes da frente em curvas, por exemplo – ao contrário do C4, no qual o encosto é plano. Além disso, o volante do Honda oferece melhor empunhadura que o do Citroën.

Rodando. O Civic tem motor 2.0 de até 155 cv e 19,5 mkgf. O Citroën traz o 1.6 turbo de até 173 cv e 24,4 mkgf – ambos são flexíveis. Nesse quesito, está a única grande vantagem do C4 Lounge, que tem uma pitada esportiva no rodar – algo que até destoa do visual conservador.

As acelerações do Citroën são mais vigorosas, já que a força máxima surge às 1.400 rpm, ante as 4.800 rpm do rival. É preciso dosar o acelerador para não exagerar na velocidade. Para extrair o melhor do Honda, o pé deve ser “pesado” sempre.

O câmbio de seis velocidades do Citroën é o mesmo do DS3, de engates precisos, mas que poderiam ser mais curtos. O do Honda, com o mesmo número de marchas, é curto, preciso e tem engates “macios”.

A direção elétrica do Civic é mais precisa que a hidráulica do C4 Lounge. Nas curvas e em velocidades altas, ela tem o “peso” ideal, enquanto a do Citroën gera uma força contrária ao sentido, que incomoda.

A suspensão do Civic é do tipo independente nas quatro rodas, enquanto o Citroën traz eixo de torção na traseira. O resultado é que o Honda sofre menos em pisos ruins e vai melhor em curvas. O C4 não consegue lidar muito bem com buracos, gerando solavancos que incomodam os ocupantes.


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