Fiat Cronos x Volkswagen Virtus em disputa com câmbio manual

Sedãs compactos novatos, Fiat Cronos e VW Virtus fazem disputa de versões de entrada

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Volkswagen Virtus 1.6 MSI x Fiat Cronos 1.3 Drive FOTO: JF DIORIO / ESTADÃO

Depois da disputa de versões de topo, na qual Fiat Cronos e Volkswagen Virtus encararam o renovado Honda City, é a vez das versões de entrada dos dois sedãs compactos novatos travarem uma nova batalha.

O Cronos 1.3 Drive parte de R$ 55.990, enquanto o Virtus 1.6 MSI começa em R$ 59.990. As duas versões são equipadas com câmbio manual e deixam muito a desejar nos quesitos conveniência e conforto. Além disso, são muito próximas em preço de manutenção, consumo e porta-malas, parâmetros em que empataram. A vitória do comparativo ficou com o Virtus, que é um pouco mais generoso na lista de equipamentos. Além disso, o sedã da Volkswagen oferece espaço interno superior.

De série, os dois sedãs trazem direção elétrica, computador de bordo, ar-condicionado, ajuste de altura do banco do motorista e central multimídia. A mais, o Virtus oferece quatro air bags (o Cronos só tem dois) e conjunto elétrico completo. No Fiat, só os vidros dianteiros são elétricos e o alarme é acessório. Por outro lado, o Cronos tem ajuste de altura do volante e monitor de pressão dos pneus, itens que não estão nem entre os opcionais do Virtus 1.6.

No acabamento e no visual, o Cronos vai o melhor. O interior tem detalhes que dão a sensação de requinte e mais porta-objetos. Seu desenho tem pitada mais esportiva. O Virtus, além de muito sisudo por fora, oferece revestimento interno com aparência mais pobre que a do rival. O Volks leva um quinto ocupante com conforto, pois tem entre-eixos maior. No Cronos, só quatro viajam bem.

No quesito usabilidade, os dois carros se destacam. O Virtus traz uma central mais fácil de usar, com alguns botões físicos. Já o sedã da Fiat, por ter comandos de luz na chave de seta, oferece praticidade na hora de acionar a função.

Cronos tem mais fôlego nas arrancadas

Em movimento, os dois modelos têm alguns prós e contras. O Cronos, apesar de menos potente (até 109 cv), vai melhor em arrancadas e retomadas graças às oito válvulas de seu motor. O Virtus, cujo propulsor 1.6 gera até 117 cv e tem 16 válvulas, demora mais para embalar que o rival.

O lado ruim do Cronos é o excesso de vibração e o ruído que toma o interior do carro. A 120 km/h, o conta-giros aponta altos 4 mil rpm. Isso porque, para auxiliar na agilidade, o câmbio tem relações curtas.

No Virtus, se as retomadas e acelerações são menos vigorosas, exigindo mais trocas na busca pelo desempenho ideal, ao menos a 120 km/h o silêncio é maior e o conta-giros fica abaixo dos 4.000 rpm. Além disso, o carro da Volkswagen tem engates mais curtos e firmes. Ambos oferecem transmissão de cinco velocidades.

A favor do sedã da Volkswagen pesa também a calibragem bem feita da direção elétrica, que proporciona a resposta ideal em qualquer velocidade. Já a do Fiat poderia ser mais pesada em velocidades altas, para melhorar a sensação de segurança do motorista.

Também auxiliam na melhor estabilidade oferecida pelo Virtus suas suspensões, que têm ajustes mais firmes que as do Cronos. A carroceria do Volkswagen balança menos; o carro da Fiat tem pior desempenho em curvas.

No entanto, em pisos ruins, o Fiat se sai melhor: ele sabe lidar bem com buracos e até leves estradas de terra. Quanto à posição de guiar, apesar do ajuste de altura em volante e banco, o Cronos mantém o motorista muito elevado.

O Virtus, apenas com ajuste no banco, vai bem para quem tem mais de 1,8 metro de altura. Os condutores mais baixinhos sofrem para encontrar a posição ideal de dirigir.

Opinião: Falta alguma coisa

Para carros com preços iniciais acima de R$ 55 mil, Fiat Cronos e Volkswagen Virtus deveriam oferecer uma lista de equipamentos bem mais interessante. Fazem falta no pacote dos dois carros sensores de obstáculos e espelhos retrovisores sem ajuste elétrico, por exemplo.

No caso do Cronos, não trazer alarme como um equipamento de série (custa R$ 650 na concessionária) beira a mesquinharia em um conjunto que acerta em tantos pontos. Além disso, um câmbio de seis marchas deixaria o carro esperto e ainda conseguiria reduzir as altas faixas de rotação na estrada.

Quanto ao Volkswagen eu ainda tento entender qual é a vantagem de fazer as versões de entrada sem ajuste de altura e profundidade no volante. No quesito visual, o acabamento está longe do ideal para a categoria, mas como bom “alemão”, o Virtus é um show de racionalidade que ganha o motorista no uso, não à primeira vista.


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