Honda faz recall do Fit para melhorar no IIHS

Convocação envolve 12 mil modelos vendidos nos Estados Unidos


Modelos envolvidos na convocação receberão para-choques frontais mais resistentes

Os primeiros 12 mil compradores norte-americanos de modelos Honda Fit 2015 serão convidados a reequipar seus veículos para conseguir as melhores notas do Instituto de Seguros para Segurança em Estradas (IIHS, na sigla em inglês), disseram a Honda e a IIHS nesta quinta-feira (21).

A medida, que não é um recall de segurança alinhado com reguladores de segurança dos Estados Unidos, tem como objetivo permitir que todos os carros Fit com ano-modelo 2015 recebam mesmos e mais fortes para-choques frontais presentes nos carros fabricados após o dia 9 de junho, quando a Honda alterou o modo como eram fabricados, disse Chuck Thomas, engenheiro chefe para segurança veicular da Honda nos EUA.

A Honda disse que informará os 12 mil proprietários de carros Fit no final de setembro para que levem os carros para concessionárias para a troca e modernização.

O lançamento da versão 2015 do Fit foi postergado e o carro não encontrou uma recepção firme com consumidores norte-americanos. Até julho, as vendas de Fit acumulavam queda de 12 por cento ante o ano anterior.

Há sete meses, a IIHS disse que o modelo de 2013 do Honda Fit teve um dos piores desempenhos entre 11 carros da categoria subcompactos testados para simular o que acontece quando o canto frontal de um veículo atinge outro carro, um poste ou uma árvore. Dos 11, apenas o Chevrolet Spark da GM recebeu uma boa nota.

Para ser chamada de uma “Principal Escolha em Segurança” da IIHS – uma honraria que as montadoras utilizam no marketing — um veículo precisa receber ao menos uma classificação “aceitável” em testes de “sobreposição frontal pequena” e “boa” em quatro outros testes. As classificações são “boa”, “aceitável”, “marginal” e “ruim”.

A Honda pediu uma segunda chance no teste de “proteção sobreposta pequena” uma vez que seu Honda Fit versão 2015 fosse lançado, e em janeiro havia previsto que o carro conseguiria uma classificação “boa”.

No entanto, em um teste da IIHS em março, o subcompacto melhorou apenas para uma classificação “marginal”, ante “ruim” em janeiro, o impedindo de receber a maior condecoração de segurança da IIHS.

Após alterar o processo de fabricação dos carros no México, ao acrescentar soldas mais robustas a uma barra de aço atrás da frente do para-choque frontal, a companhia solicitou outro teste à IIHS.

A Honda então avançou para uma classificação “aceitável” – o bastante para receber a maior condecoração de segurança da IIHS.


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