Jaguar XJ Coupé de 1977 recebe ‘banho de loja’

Projeto do estúdio polonês Carlex Design atualizou a cabine sem desvirtuar o espírito da linha XJ

Foto: Carlex Design

Alguns modelos clássicos são tão icônicos que a simples ideia de modernizá-los já causa calafrios. É muito fácil uma oficina restauradora escorregar para o mau gosto e desvirtuar a essência de carros atemporais. Um bom exemplo é o XJ Coupé, versão de duas portas que teve vida curta, de 1975 a 1978, e se transformou em um dos modelos da Jaguar mais raros do mercado. E a última coisa que os fãs da marca britânica gostariam de ver é um desses exemplares com transformações radicais.

Felizmente, o estúdio polonês Carlex Design não pesou a mão no projeto criado para um XJ Coupé de 1977. Por fora, o “Jag” parece ter acabado de sair da linha de montagem. Mas é ao abrir a porta que se tem dimensão do trabalho primoroso de restauração feito no cupê.

A cabine foi atualizada, sem agredir o espírito original do XJ. Os bancos receberam couro negro de alta qualidade, com o logotipo da Carlex bordado. Painel, console central e revestimento de portas foram revigorados com um novo acabamento. E o volante ganhou um aplique dourado que casa perfeitamente com o aro do relógio analógico instalado no centro do painel.

História. O Jaguar XJ Coupé foi apresentado durante o London Motor Show, em outubro de 1973, mas a crise econômica mundial e uma falha no projeto dos vidros laterais retardaram o início da produção em série. O carro só começou a chegar às lojas dois anos depois.

História. O Jaguar XJ Coupé foi apresentado durante o London Motor Show, em outubro de 1973, mas a crise econômica mundial e uma falha no projeto dos vidros laterais retardaram o início da produção em série. O carro só começou a chegar às lojas dois anos depois.

O XJ Coupé é baseado na versão sedã com etre-eixos curto oferecida à época. As portas, também feitas a partir do mesmo carro, receberam enxertos – inclusive, é possível ver as soldas sob os painéis do acabamento. Havia versões com motores de seis e doze cilindros.

O teto de vinil era item de série e, como não havia coluna “B”, a grande vibração da carroceria fazia surgir rachaduras na pintura das primeiras séries. Além disso, a demora entre a apresentação e o início da produção, o trabalho intensivo exigido nas modificações e o preço superior ao da versão sedã contribuíram para que o carro tivesse vida curta. A chegada do XJ-S também ajudou a decretar o fim do Coupé.

 


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