Polo x Argo: o campeão do comparativo do ano

Polo x Argo fazem duelo em versões com motores mais potentes para mostrar qual é o melhor hatch compacto do Brasil

Polo x Argo
Polo x Argo Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Em novembro, quando o Polo chegar às concessionárias, o mercado terá um forte candidato a melhor hatch compacto do Brasil. No quesito qualidade, seu principal rival na mais importante categoria do País é o Argo, lançado no primeiro semestre. Neste tira-teima, o Volkswagen comparece na versão de topo, Highline com motor 1.0 turbo, a R$ 69.190.

Já o Argo participa da disputa na versão Precision com motor 1.8, por R$ 67.800. Mesmo largando na frente no quesito preço, o Fiat não conseguiu combater a força do Polo. O VW é mais bem equipado de série e traz opcionais inéditos no segmento, que o rival não tem.

Além disso, mesmo com motor menor e menos potente, consegue se equipar ao Fiat em desempenho e oferece dirigibilidade um pouco melhor. Também leva pequena vantagem nos preços de seguro e manutenção (veja quadros na próxima página), e consome menos combustível.

O motor 1.0 turbo do Polo é bem mais moderno. Tem três cilindros e injeção direta de combustível e gera 128 cv com etanol. O bom e velho 1.8 aspirado, de quatro cilindros, do Argo, rende até 139 cv, mas tem menos torque. O Volks é quase 100 quilos mais leve.

Com isso, o VW leva vantagem em acelerações e retomadas, sendo mais ágil no trânsito urbano. Os números divulgados pelas fabricantes comprovam esse panorama: o Polo acelera de 0 a 100 km/h em 9,6 segundos e o Argo, em 10,4 segundos (com etanol).

A grande falha no desempenho do Polo ocorre antes de 2 mil rpm, rotação em que o torque máximo é entregue. Até então, por milésimos de segundos, ele mostra certo marasmo ao se aplicar pressão total no pedal do acelerador. A partir daí, embala com uma agilidade impressionante.

O modelo da Fiat, também bastante rápido, tem motor com comportamento mais linear. Se o 1.8 deixa a desejar na Toro, no hatch ele capricha na agilidade. O propulsor não entrega seu torque pleno de maneira tão imediata quanto no Polo, mas há bom porcentual de força desde baixas rotações. Assim, o carro está sempre pronto a ganhar velocidade com eficiência.

Mais potente, o Argo chega a velocidades finais próximas às do Polo. A máxima, com etanol, é de 191 km/h no Fiat e 192 km/h no Volkswagen, conforme as respectivas fabricantes.

Ambos oferecem repostas diretas de suas direções elétricas, que ganham peso a medida que a velocidade aumenta. O Argo é o carro com melhor dirigibilidade da história da Fiat, mas o Polo se sai melhor. Os dois têm assistentes eletrônicos de estabilidade e tração, mas o Polo, graças à sua plataforma, a MQB, usada na maioria dos modelos mundiais do Grupo Volkswagen, pôde adotar o bloqueio do diferencial.

Esse sistema ajuda a deixar seu comportamento em curvas um pouco mais preciso que o do Argo. Além disso, o Polo tem uma posição de dirigir melhor, por ser mais baixa. O Fiat contra-ataca com ajuste do encosto do banco por roldana, mais prático que o do Volkswagen, por alavanca.

O Argo traz ainda retrovisores externos maiores (os dos dois são rebatíveis eletricamente), algo que deixa sua visibilidade traseira melhor que a do Polo. Porém, a câmera traseira do VW projeta imagens mais nítidas e precisas que a do Fiat.

Polo tem tecnologias de carros mais caros

Polo Highline e Argo Precision saem de fábrica com itens como controlador de velocidade de cruzeiro e borboletas para trocas de marcha atrás do volante multifuncional. A mais que o Fiat, o Volkswagen traz partida e abertura das portas sem chave, rodas de 16” e ar-condicionado digital – opcionais no Argo.

 

 

A central multimídia que o Argo traz de série é mais avançada e tem tela maior. O sistema equivalente do VW, que inclui espelhamento com smartphones da Apple (a de fábrica é só compatível com telefones de sistema operacional Android), é opcional.

Esse sistema, porém, sobressai ante o do Fiat. Sua operação é um pouco mais rápida e intuitiva. Além disso, a tela integrada ao painel causa impressão melhor que a do Argo, que é flutuante. Os monitores são sensíveis ao toque, mas têm dois botões laterais para comandos de algumas funções.

São exclusividades do Polo são o sistema de monitoramento da pressão dos pneus e o sensor de fadiga, ambos opcionais. Ele traz ainda freios a disco atrás (a tambor no Argo) e tecnologia que, após a primeira batida, é capaz de evitar uma segunda colisão.

O extra de destaque, no entanto, é o painel de instrumentos virtual configurável. O Argo também traz uma tela personalizável, mas ela é digital e oferece menos possibilidades.

Ambos oferecem, opcionalmente, sensores de obstáculos, câmera de ré e bancos revestidos de couro sintético. Completo, o Polo vai a R$ 74.490, menos que os R$ 77.400 do Fiat.

Uma vantagem do Argo ante o Polo é o acabamento interno. O VW pode parecer até mais bonito e moderno. Porém, os revestimentos abusam dos plásticos duros. O Fiat investe em materiais mais emborrachados e agradáveis ao toque.


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