PSA pode ter fraudado testes de emissões de carros a diesel

Grupo dono de Peugeot e Citroën é suspeito de usar software para fraudar testes de emissões e está sendo investigado por governo francês

Crédito: Phillippe Huguen/AFP/Getty Images

O grupo PSA, dono das marcas Peugeot e Citroën, está sendo investigado pelo governo da França sob a suspeita de ter usado um software para fraudar os testes de emissões de poluentes em quase 2 milhões de carros movidos a diesel. As informações foram reveladas ontem pelo diário francês Le Monde.

Investigadores da DGCCRF, a agência responsável pela homologação ambiental de veículos na França, descobriram documentos internos da PSA contendo ordens expressas para que o dispositivo fraudulento fosse tornado “menos evidente e visível”.

A Volkswagen foi o primeiro conglomerado automotivo a ser flagrado em fraudes de testes de emissões de poluentes, em escândalo que ficou conhecido como Dieselgate.

Foi descoberto que seus carros recebiam um software que mascarava a emissão de óxidos tóxicos de nitrogênio apenas durante os testes de aferição das emissões – nas ruas, os carros poluíam acima do permitido.

Como consequência, o Grupo VW foi obrigado a pagar multas bilionárias, promover recalls de mais de 8 milhões de carros apenas na Europa e recomprar milhares de veículos de consumidores que se sentiram prejudicados.

Na França, a PSA é o quarto grupo alvo de investigações por suspeita de fraudes, atrás da própria Volkswagen, da Renault e da FCA (Fiat-Chrysler). Se condenada, ela poderá sofrer multas de até 5 bilhões de euros (R$ 18,5 bilhões).

Em resposta à denúncia, o grupo PSA emitiu uma nota declarando que não houve nenhuma fraude ou ilegalidade nas calibrações dos motores de seus carros. A empresa se diz indignada com a atitude do governo francês, que teria repassado as informações que apurou a terceiros sem dar à empresa a chance de ler o laudo das investigações e se pronunciar antecipadamente.

O chefe de engenharia da PSA reconheceu que a filtragem das emissões dos motores a diesel da empresa era propositalmente reduzida, mas apenas em percursos rodoviários, nos quais a liberação de óxido nítrico é tida como menos problemática que na cidade, e alegou que essa prática melhoraria a eficiência energética dos veículos.

O anúncio da investigação derrubou as ações da PSA nas bolsas europeias, que tiveram baixa de 4,4% durante o dia de ontem.

Neste ano, a PSA comprou a Opel, antiga subsidiária europeia da General Motors, e com isso passou a ser o segundo maior grupo automotivo em vendas no Velho Continente, perdendo apenas para a Volkswagen.

 

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