Ranger XLT flexível alia conforto e preço

Versão intermediária, de R$ 109.500, trata bem os ocupantes, mas fica devendo maior vigor em retomadas


Com um bem-vindo facelift na dianteira e um pacote de equipamentos atraente, o objetivo da Ford Ranger 2017 é abrir fogo principalmente contra a Toyota Hilux. Para essa missão, a picape aposta em uma gama de versões que cobre um amplo espectro de preço, dos R$ 99.500 da versão XLS 2.5 flexível até os R$ 179.900 pedidos pela opção de topo, a Limited 3.2 a diesel.

O Jornal do Carro experimentou a versão XLT (intermediária) com motor 2.5 flexível e câmbio manual de cinco marchas (tabelada a R$ 109.500) em trechos rodoviários na região de Puerto Iguazú, na Argentina.

O motorista encontra com facilidade uma boa posição de dirigir e tem à mão os principais comandos, alguns deles dispostos em teclas no volante. A cabine tem espaço correto para cinco ocupantes, bancos de couro confortáveis e acabamento bem cuidado. A picape conseguiu mostrar que robustez e uma certa dose de luxo não precisam ser excludentes.

Aliás, a opção XLT é muito parecida com a Limited (topo de linha, com motor 3.2 a diesel), por dentro e por fora. Em termos de conteúdo, o que diferencia a Limited é principalmente o pacote de tecnologias de assistência ao motorista, como o controle de velocidade de cruzeiro adaptativo (que adequa a velocidade do carro à dos demais que transitam na mesma faixa), o farol alto automático (que reduz o facho para não ofuscar outros condutores na mesma pista ou em sentido contrário) e o sistema de permanência em faixa de rodagem (que, em caso de desvio, alerta o motorista por meio de vibração ao volante, e chega a corrigir a trajetória do veículo). O consumidor que ainda não valoriza esses recursos já será bem atendido pela versão intermediária.

Para quem vai usar a Ranger principalmente na cidade, a opção flexível cumpre bem o papel. O motor 2.5 de 173 cv com etanol (168 cv com gasolina) tem saídas bastante satisfatórias e faz bom par com o câmbio manual, de engates precisos.

De acordo com o gerente geral de marketing Oswaldo Ramos, porém, o maior consumidor da Ranger não está nos grandes centros urbanos, mas nas cidades pequenas e médias do interior do Brasil, que estão crescendo e virando novos pólos regionais. É gente com bom poder aquisitivo que precisa vencer longas distâncias diariamente, visitando sítios e fazendas.

Esse público estradeiro por necessidade não encontra na Ranger flexível uma boa aliada. Em rodovias, o propulsor torna-se barulhento a partir de 80 km/h, mesmo não trabalhando em regime de giro tão elevado (pouco mais de 3 mil rpm a 120 km/h). Além disso, as retomadas são opacas, principalmente com o carro cheio e o ar-condicionado ligado – é preciso saber a hora certa para fazer uma ultrapassagem com a devida segurança.

Se os deslocamentos rodoviários forem eventuais, isso não chega a incomodar. Mas caso a ideia seja escolher uma companheira de viagem, a escolha pela opção a diesel será mais acertada e prazerosa.

Em terrenos mais acidentados, o pula-pula da suspensão é inevitável, mas não foge do que se espera de um modelo desse tipo.

Os preços da Ranger 2017 são os seguintes:

Versões flexíveis (4×2)

XLS 2.5 (manual) – R$ 99.500

XLT 2.5 (manual) – R$ 109.500

Versões a diesel (4×4)

XLS 2.2 (manual) – R$ 129.900

XLS 2.2 (automática) – R$ 142.900

XLT 3.2 (automática) – R$ 166.900

Limited 3.2 (automática) – R$ 179.900

As fotos da galeria abaixo são da versão topo de linha Limited


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