Conheça ‘Eva’, um Mercedes-Benz 1967 apaixonante

Exemplar do cupê 250SE é parte do acervo de oito modelos antigos, todos batizados com nomes femininos, do contador Carlos Sousa


'Eva', a Mercedes-Benz 280 SE de 1967

O contador Carlos Sousa nunca escondeu de ninguém sua paixão por Eva. Nem mesmo da esposa, que até marca presença em alguns dos momentos de prazer que Eva lhe proporciona. “Eva” é um 250SE de 1967 que faz parte do acervo de oito modelos antigos da Mercedes-Benz mantidos por Souza – todos têm nomes femininos.

A identificação com a marca alemã surgiu quando o contador comprou seu primeiro antigo, um SL. A participação em fóruns virtuais e o contato com outros fãs da Mercedes o incentivou a aumentar a coleção e frequentar clubes. Atualmente, seu carro de uso diário é um sedã C180 de 2013.

Já a vontade de ter um 250SE surgiu após um amigo adquirir um exemplar, há dez anos. O contador diz que pesquisou por cerca de dois meses até fechar negócio com um colecionador de Minas Gerais, que havia comprado o cupê do jornalista e colecionador Boris Feldman.

“A pintura original era toda branca. Mas, ao restaurar o carro, Feldman mandou pintar o teto de cinza, criando um efeito saia e blusa, que achei muito bonito e mantive”, diz Sousa. “O ar-condicionado é original, assim como o teto solar, um acessório de época muito raro.”

Seis anos depois, o contador refez a pintura do carro, para eliminar as diferenças de tonalidade em algumas partes. O revestimento de madeira do painel estava rachado após anos de incidência da luz do sol e foi restaurado por um artesão brasileiro.

“Pensei em encomendar o serviço a uma empresa especializada dos Estados Unidos, mas teria de enviar o painel para lá e ainda apresentar às autoridades um certificado de origem da madeira”, conta.

Vale tudo para preservar a beleza de Eva. O carro fica guardado em garagem coberta, abrigado da poeira sob uma capa, e não circula durante a semana, pois o dono acredita que o risco de arranhões e batidas é maior. Também evita a exposição excessiva aos raios solares.

Como as outras “meninas” de Sousa também precisam passear, na prática Eva acaba rodando apenas uma vez a cada dois ou três meses. “Às vezes, eu dirijo pela Avenida 23 de Maio até a zona norte da capital e volto, só para colocá-la em movimento”, diz o contador. “Mas eu e minha esposa já fizemos alguns ralis de regularidade com a Eva. O carro antigo não tem sentido sem a família junto”, filosofa.

A cada passeio, Eva sabe recompensar o cuidado e a dedicação do dono. “É um carro extremamente confortável e prazeroso. Gosto da mecânica, do conforto, da posição de dirigir, da estabilidade em curvas…”, enumera Sousa.

“É claro que as respostas não são as de um modelo moderno. Apesar de ter direção com assistência hidráulica e freios a disco nas quatro rodas, é um carro feito há 50 anos, com outro tipo de dirigibilidade. Mas para passear, é maravilhoso”, completa.

Na rua, as reações que Eva desperta são sempre positivas. Souza conta que certa vez foi abordado por uma moça que perguntou se ele poderia levá-la à igreja no Mercedes no dia de seu casamento – ideia descartada por ele. “O banco traseiro não tem muito espaço para levar passageiros”, justifica.

No fim das contas, o contador só lamenta não ter mais tempo livre para curtir Eva e as outras pérolas de seu acervo. “Até pensei em enxugar a frota para conseguir aproveitar mais cada carro. Mas criei uma ligação especial com todos, então seria difícil vender algum deles.”


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