Dono de um Fiat 147 Top, leitor sempre teve fascínio pelo modelo

Aos 10 anos de idade, o agente de viagens Marcelo Paolillo se encantou com o Fiat 147 Top, lançado em 1982, e não sossegou até conseguir comprar o seu.

Fiat 147 Top
Fiat 147 Top era a versão luxuosa do primeiro modelo da marca a ser produzido no País. Foto: Werther Santana/Estadão

Top. Topíssimo, na gíria de hoje. Recheado de equipamentos, com painel assinado pelo estúdio italiano Bertone e apenas 252 unidades produzidas, o hatch que o agente de viagens Marcelo Paolillo dirige é diferenciado. Trata-se de um exemplar de 1982 da versão mais luxuosa do Fiat 147, que atende pelo sobrenome de… Top.

O fascínio pelo modelo 147 acompanhou o agente de viagens desde cedo. Quando a Fiat lançou a versão Top, em 1982, Paolillo tinha 10 anos de idade e correu até a concessionária para ver a novidade. “Tinha limpador do vidro traseiro e banco bipartido”, ele lembra. “Para mim, aquele carro era como uma espaçonave!”

Oito anos depois, ao atingir a maioridade, diante da chance de escolher um usado para ganhar de presente do pai, ele não teve dúvidas: optou por um exemplar do carrinho.

“Foi um 147 L de 1978, primeiro carro e primeira paixão. Com ele, fui para a faculdade e tive minhas namoradinhas”, conta.

Já adulto e com a família formada, Paolillo saiu à caça de um 147 Top, como o que havia marcado sua infância. Em 2010, ele encontrou um exemplar abandonado na rua, em péssimo estado, e, após comprá-lo, passou três anos empenhado em restaurá-lo. Refez funilaria e pintura, mas acabou vencido pelo cansaço e passou-o adiante.

“Ainda faltavam motor, parte elétrica e interior e perdi a paciência. Depois, fiquei muito frustrado por ter sucumbido. O comprador terminou o carro em apenas seis meses. Fui muito mole”, culpa-se.

A partir de 2015, Paolillo iniciou um longo namoro com o 147 Top das fotos desta página. O carro pertencia a um colecionador, com quem ele sempre se encontrava em eventos de antigos, e não estava à venda. Foi quase um ano de assédio e negociação até o agente de viagens finalmente botar as mãos no Fiat cobiçado.

Tanta persistência se justifica. “O carro é justamente da cor que eu havia visto na concessionária. E estava perfeito, não tive de fazer nada nele”, conta.

Clássico. Colocar o Fiat para rodar é um prazer do qual Paolillo não se furta. “Carro parado não conta história”, teoriza. “Ele é confortável e tem um acabamento monocromático requintado. Não tem a esportividade da versão Rallye, mas responde bem. É um clássico entre os 147”, derrete-se o dono.

Para o próximo ano, está nos planos do agente de viagens ir até Minas Gerais com o hatch. Recentemente, ele dirigiu até Curitiba, mas preferiu usar outro Fiat antigo para o passeio: um Oggi CS de 1984.

“O carro fez uma média de 14,8 km/l de gasolina na estrada, foi sensacional. Só não escolhi o 147 porque o câmbio dele tem apenas quatro velocidades e cansa em viagens longas. Com a quinta marcha, a tocada do sedã é bem diferente.”

Enquanto a escapada mineira não acontece, o hatch se aventura como figurante de cinema. Em sua primeira investida, ele escapou por pouco de perder o pedigree. “A produtora queria arrancar os adesivos do capô dele. Bati o pé e insisti que são parte original do carro. Por fim, acabaram fazendo uma ‘maquiagem’ com água e pó de café para que eles não aparecessem tanto no filme”, conta.

Já nas ruas, o 147 Top aparece sem a menor cerimônia e recebe o carinho da torcida. “Enquanto o Alfa Romeo era carro só de patrões e grandes famílias, o 147 muita gente teve”, explica Paolillo. “Bem… é claro que não o 147 Top, né?”


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