Fiat Spazio é sonho de criança realizado

Bem conservado, ‘Fiatinho’ 83 já participou de filme e foi premiado em evento de antigo

SPAZIO
FIAT SPAZIO FIAT SPAZIO 1983 do leitor Renato Marcelo Dalefi. CRÉDITO: NILTON FUKUDA/ESTADÃO

Para Elaine, foi amor à primeira vista. Já Renato demorou um pouco mais para se apaixonar. O sentimento foi surgindo de forma diferente no coração de cada um deles. Mas o fato é que o Fiat Spazio de 1983 conquistou o casal Daleffi e um lugar especial na casa deles, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

Adquirido há cerca de dois anos, quando o hodômetro marcava apenas 60 mil km rodados, o hatch já tem as placas pretas, conquistadas graças aos 95% de originalidade. O “Fiatinho”, como os Daleffi gostam de chamá-lo, já apareceu nas telas de cinema.

Ele está no filme “Nada a Perder”, cinebiografia de Edir Macedo, ainda em cartaz nos cinemas. Além disso, há três semanas, o carro foi premiado no 5º Encontro Brasileiro de Autos Antigos de Águas de Lindoia (SP).

“Quando o vi pela primeira vez, imaginei que um dia teria um carro daqueles”, conta a nutricionista Elaine, de 41 anos, ao se recordar do Fiat 147 branco que seu avô deu de presente à esposa no início da década de 80.

Ela tinha apenas seis anos, mas ficou maravilhada com o compacto, o primeiro modelo produzido pela marca italiana no Brasil – entre 1976 e 1986. Versão mais luxuosa do 147, o Spazio, já com a frente mais moderna, foi fabricado em Betim (MG) de 1982 a 1984.

Mas foi só em 2001 que Elaine comprou seu primeiro Spazio, da configuração CL, a mesma do atual. Quando se casou com Renato, eles precisaram vender os veículos que tinham, um Fiat Uno e um Volkswagen Gol. Havia surgido a oportunidade de realizar seu sonho de criança.

“Ele sugeriu um Fusca, mas eu não gostava por ser muito oval. Sempre gostei de carro quadradinho. Queria um Fiat 147”, conta Elaine. Como no dia a dia era ela quem iria dirigir mais, Renato acabou topando.

“A gente casou, estava apertado e esse carro quebrou o galho para ir de um lado pro outro. Até entulho de obra eu carreguei no porta-malas. Ele era guerreiro”, lembra Renato, que é gerenciador de fornecedores na Mercedes-Benz. “Hoje minha paixão é o 147”, afirma.

Com o nascimento dos gêmeos Thiago e Matheus, anos mais tarde, o casal acabou vendendo o Spazio para acomodar melhor as crianças em um automóvel mais novo. Quase uma década depois, a família decidiu ir atrás do “Fiatinho” que havia deixado saudades. “Quando encontramos um da mesma cor do nosso primeiro (Azul Appennino), ela me incentivou”, conta Renato.

Desconto na compra

Embora o preço pedido fosse de R$ 19 mil, o então proprietário acabou aceitando vender o Fiat por R$ 11,5 mil. O italiano, morador do bairro do Bixiga, em São Paulo, gostou das histórias de Renato (que levou foto do primeiro Spazio na reunião de negociação).

“Ele era o segundo dono e o carro estava com 60 mil km. O estepe nem tinha rodado. Ao tirar a capa do banco, vi cair o manual, a nota fiscal, o histórico de revisão e outros documentos originais.”

Além do ótimo estado de conservação, a diferença entre este e o primeiro Spazio do casal é basicamente o motor. Enquanto o outro tinha um 1.0 a gasolina e câmbio de cinco marchas, o atual tem propulsor 1.3 a etanol e transmissão de quatro velocidades. “Na vistoria para pegar a placa preta, foi constatado que apenas a bateria e os pneus, que ressecaram, não são originais”, explica Renato.

Atualmente, o Spazio faz sucesso por onde passa. O casal diz que já recusou uma oferta de R$ 40 mil pelo carro. “Esse aqui não sai da família por preço nenhum”, garante Renato. No dia a dia, o casal utiliza um Volkswagen Gol, mas nos passeios de fins de semana, a opção é sempre pelo Fiat, que roda em média 12 km com um litro de combustível, segundo ele.

Reunião familiar

“O Spazio trouxe mais união à família. Muitas vezes a gente não tinha programa no fim de semana”, diz Renato. Ele conta que nos passeios, as crianças brincam com os filhos de outros colecionadores. “Eles falam que o carro vai ser deles. A gente dá muita risada juntos”, conta Elaine.

A próxima empreitada do “Fiatinho” poderá ser encontrar seus irmãos da linha 147. Isto porque Renato quer organizar um encontro com todos os donos do modelo espalhados pelo Brasil. Ele conta que o projeto está sendo discutido com o pessoal da Fiat. A ideia pode sair do papel em breve.


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