Aceleramos as motos da Royal Enfield que chegam ao Brasil

Bullet 500, Classic e Continental GT estão disponíveis na única loja da marca no bairro de Moema, em São Paulo

RE Classic

Apesar da centenária marca inglesa de motos Royal Enfield ter como lema “Made Like a Gun” (feito como uma arma), dando um sentido de poder, suas motos que chegam ao Brasil por iniciais R$ 18.900 estão mais para um calmo mantra, vindo diretamente da Índia, país onde os modelos da fabricante são feitos com exclusividade desde a década de 70.

Com motores monocilíndricos de 499 cm³ (a Continental GT tem o mesmo propulsor, mas com mudanças na posição da biela no virabrequim, o que elevou a litragem para 535 cm³), a Bullet 500 e Classic são feitas para passear sem pressa. Elas não são motos que se entregam na primeira, mas melhoram na segunda e o paraíso é na quinta marcha. Muito curta, a primeira marcha exige que se libere muito a embreagem para sair da imobilidade. É preciso se acostumar para não forçar muito ou deixar a moto morrer.

Na segunda marcha em subida de giro, ele mostra o bom torque de 4,5 mkgf e segue até a terceira e a quarta marcha. É aí que surge uma vibração excessiva ao tentar elevar o rpm. O tremelique é tão intenso que o piloto perde um pouco do contato com o manete de aceleração. Mas aí basta passar para a quinta que a moto se transforma. As vibrações caem uns 60% e pilotar os modelos se torna gostoso.

Como o torque segura a moto em quinta a até uns 50 km/h, o ideal é passar correndo pela terceira e quarta e só andar de segunda e quinta para ser feliz. Já a suspensão traseira, com modesto curso de 80 mm, é uma grata surpresa ao segurar bem os impactos e, junto da dianteira de 130 mm, deixar as motos muito boas de curva.

RE Bullet 500
RE Bullet 500

Sobre a posição de pilotagem, as de ambas são certinhas, mas o banco com amortecimento de mola e mais largo e o guidom mais baixo deixam a Classic como a mais legal da RE de rodar. Na Continental GT, a Cafe Racer da linha, a posição é bem inclinada, com as pedaleiras recuadas, mas o guidão não é tão baixo. Porém, a pedaleira de freio fica muito alta e de difícil acesso. O assento é muito fino, mas em todo o segmento é assim, não chega a ser um defeito. Ainda sobre a GT, os 29 cv de potência, 2 cv a mais que nas outras, fazem certa diferença na hora de acelerar e também nas vibrações, pois o motor precisa girar menos para o velocímetro subir.

Já o estilo das motos chama atenção, em especial os da Classic verde e cromada e da Continental GT vermelha. De perto, há alguns problemas evidentes de acabamento, como um ou outro parafuso enferrujado e soldas mal realizadas, mas o conjunto final deve agradar quem for à única loja da Royal Enfield no País, localizada no bairro paulista de Moema, procurando estilo.

RE Continental GT
RE Continental GT


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