Dicas simples para segurança e conforto de seu bichinho


Karina Craveiro

Todo mundo sabe que uma das maiores alegrias dos cães é andar de carro com a cabeça para fora da janela. Mas nem todos conhecem as regras para transportar os bichinhos e ignorá-las pode render multa e pontos na carteira de habilitação.

Segundo o Código Brasileiro de Trânsito, conduzir animais nas partes externas do veículo é considerada infração grave (artigo 235) e sujeita o motorista ao pagamento de multa de R$ 127,69, mais cinco pontos na CNH.

Quem for flagrado guiando com animais à sua esquerda, entre os braços ou pernas, perde quatro pontos e tem de pagar multa de R$ 85,13.

A legislação não obriga o uso de cintos de contenção ou cadeirinhas para transporte dos bichos de estimação. Mas esses dispositivos são recomendados pelos veterinários.

Especialista em comportamento animal e mestranda da USP, Carolina Rocha diz que o vento forte faz mal aos ouvidos do cãozinho que anda com a cabeça para fora do carro. “Ele também pode se ferir no caso de uma freada brusca.”

A veterinária afirma que os bichos devem viajar no banco traseiro e nunca soltos. O ideal são as caixas de transporte que comportem o animal confortavelmente, feitas de plástico rígido e com revestimento interno macio. Se possível, presas ao cinto de segurança.”É importante que o cão ou gato consiga se mover dentro dela. Deve ser um lugar agradável.”

Uma opção às caixas são as coleiras peitorais com adaptação para o cinto de segurança. Pode parecer fácil fazer o bichinho ficar quieto dentro de uma caixa ou preso no cinto. Na prática, não é bem assim.

A vira-latas Frida viaja sentada no colo de seu dono, o assessor de negócios Paulo Saporito. “Cheguei a comprar uma coleira com cinto, mas ela latia tanto que eu tinha de soltá-la.”

Carolina afirma que é uma questão de treinar o animal. A dica é começar a usar os dispositivos em percursos de, no máximo, cinco minutos. Se o mascote se comportar bem, vale dar um petisco de que ele goste como recompensa.

No caso das caixas, o ideal é colocar o bichinho dentro dela em casa, sem embarcar no carro. “Deve-se dar o comando para que ele permaneça lá dentro o maior tempo possível. É tudo questão de treino e paciência”, explica a médica veterinária.

Na estrada
Um dos maiores erros cometidos pelos donos é levar cães e gatos em viagens longas sem antes acostumá-los a passar longos períodos a bordo do veículo. A maioria só anda de carro uma vez por semana, para ir ao pet shop tomar banho.

Ou seja: sempre em trajetos bem curtos. “Não dá para esperar que tudo dê certo desse jeito. As viagens costumam ser muito desgastantes para os bichinhos”, diz Carolina.

Há truques simples que ajudam a diminuir o estresse. Um deles é levar objetos de que o animal goste, como brinquedos, cobertores e almofadas, por exemplo. O objetivo é tornar o ambiente o mais confortável e aconchegante possível.

Embora alguns animais recusem alimentos quando estão estressados, água e ração não podem ser esquecidas. Outra providência importante é parar o carro, em média, a cada duas horas para que o animal possa se esticar e urinar.

Medicamentos só devem ser usados com orientação expressa do veterinário. “Tem gente que dá remédio humano para o bicho e sem saber a dose. Essa é uma atitude errada e muito perigosa”, afirma Carolina.


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