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Saiba como escolher um carro usado
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Saiba como escolher um carro usado

Dicas ajudam a identificar problemas para que o consumidor consiga fazer um bom negócio

20 de dez, 2013 · 10 minutos de leitura.

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 Saiba como escolher um carro usado
Faça uma checagem completa antes de comprar um seminovo

Não são apenas as fabricantes de automóveis que cobiçam o 13o salário dos trabalhadores nesta época do ano, oferecendo promoções e condições especiais de financiamento. As lojas independentes também costumam lucrar com a venda de carros usados, uma vez que muitos consumidores preferem gastar o mesmo para comprar um seminovo mais equipado a um zero-quilômetro “pelado”.

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Mas enquanto as concessionárias e o carro novo geralmente são fontes isentas de dores de cabeça, a aquisição de um usado deve ser sempre mais cautelosa, seja feita em estabelecimentos comerciais ou vinda de particulares – aliás, um dos modos mais arriscados de compra, já que pessoas físicas não são obrigadas a oferecer as garantias estabelecidas pelo Código de Defesa do Consumidor.

Leilões, então, são alvo de ainda mais cuidados, já que não se pode nem ligar o veículo antes da compra. Muitos modelos em leilão são frutos de sinistros graves e costumam apresentar defeitos.


Em primeiro lugar, decida o que você quer: marca, modelo, ano de fabricação, equipamentos e até mesmo a cor. Vale lembrar que carros nas cores preta ou prata são mais valorizados na hora da revenda, enquanto os mirabolantes tons chamativos que as montadoras criam para promover um lançamento costumam “micar” nas lojas. Atenção com os brancos, atualmente na moda, que podem ter sido usados como táxi.

Cuidado ainda com modelos que já saíram de linha ou importados, pois pode haver demora excessiva na reposição de peças e uma assistência técnica inadequada, além de também serem mais difíceis de revender.

Antes de começar a negociação, o primeiro passo é procurar o Detran (Departamento Estadual de Trânsito) com o Renavam em mãos para descobrir se o veículo não é roubado, se há multas pendentes, se há bloqueio judicial, se o licenciamento e IPVA foram pagos e se a documentação está em ordem. Em alguns estados, essa consulta pode ser feita pela internet.


Depois de verificar a procedência do automóvel escolhido, é hora de checar as condições gerais de conservação. Faça uma vistoria externa, à luz do dia e com a carroceria seca, para analisar falhas na pintura, ondulações na lataria e o nivelamento de portas, teto e capô. Qualquer diferença em um desses itens indica que o carro esteve envolvido em algum acidente.

Fique atento – Também é bom conferir o estado dos pneus, que podem prejudicar a frenagem caso estejam muito lisos e sem aderência. Além disso, desgastes irregulares podem indicar problemas na suspensão, no alinhamento da direção ou no balanceamento das rodas.

Ao entrar no veículo, dê uma boa olhada nos revestimentos internos, estofamentos, pedais, volante e manopla de câmbio. Peças com desgastes acentuados indicam que o carro foi bastante usado, por isso mesmo desconfie da quilometragem indicada no painel. Hodômetros adulterados são mais comuns do que se imagina.


O mau cheiro interno também aponta sinais de que o carro foi atingido por uma enchente, pois a água penetra nos tapetes e nas espumas dos bancos e é difícil secar. Algumas pessoas tentam encobrir o cheiro de “cachorro molhado” com odorizadores, o que não funciona.

Já a parte mecânica deve ser analisada com mais cuidado ainda. Quem tem intimidade com automóveis consegue identificar um problema mais grave, verificando se há componentes enferrujados, se os tubos não têm rachaduras e se os fluidos estão em dia no compartimento do motor. Se essa não for a sua praia, peça para um mecânico de sua confiança realizar uma verificação mais aprofundada.

Peça para fazer um test-drive para que seja possível checar o sistema de freios – se ouvir um ruído metálico ao pressionar o pedal, é sinal de as pastilhas estão gastas -, os engates das marchas e se a fumaça que sai do escapamento tem coloração diferente, indicando desgaste prematuro das peças e queima excessiva de óleo.


Por fim, exija os equipamentos de segurança obrigatórios, como extintor de incêndio, macaco, chave de rodas, triângulo e estepe. Peça descontos se for pagar à vista e desconfie, sempre, de pechinchas: se o preço estiver muito abaixo da tabela, certamente você enfrentará problemas no futuro.

O que diz o Procon:

-A compra em estabelecimentos comerciais está amparada pelo Código de Defesa do Consumidor


– Se o veículo apresentar problemas que não forem de fácil constatação, a reclamação poderá ser formalizada quando surgirem, obedecendo ao prazo legal de 90 dias. Se não forem resolvidos em 30 dias, pode-se exigir a troca do veículo por outro do mesmo modelo; cancelamento da compra ou abatimento proporcional do preço

– Além da garantia legal, estabelecida pelo Código de Defesa do Consumidor, o fornecedor também pode conceder uma garantia contratual, que, no entanto, não é obrigatória. Neste caso, um termo escrito deve especificando quais as condições da garantia oferecida, devendo abranger o bem como um todo.

– São obrigatórios no veículo e devem estar em perfeito estado: extintor de incêndio; macaco; triângulo de sinalização; chave de roda; cinto de segurança e estepe.


– Consulte o Detran para saber se há débitos de multas ou de IPVA pendentes, pois na transferência essas dívidas devem ser pagas pelo novo proprietário.

– Modificações no motor, lataria ou equipamentos do carro precisam estar devidamente homologadas pelo Detran e constar do documento do veículo.


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Jornal do Carro
Oficina Mobilidade

Pneus murchos afetam desempenho e aumentam consumo

Calibragem deve ser feita toda semana com a pressão indicada pelo manual do proprietário do veículo

24 de jun, 2024 · 2 minutos de leitura.

A calibragem dos pneus é uma tarefa tão simples e, ao mesmo tempo, muito importante. Por isso, precisa ser realizada semanalmente. Além disso, deve seguir a pressão indicada pelo fabricante do veículo.

Normalmente, essa informação fica no manual do proprietário ou em algum lugar mais acessível do carro. Por exemplo: no batente da porta do motorista, bem como na parte de dentro da portinhola do tanque de combustível.

“Pneus com pressão abaixo da ideal atrapalham o desempenho, aumentam o consumo de combustível e comprometem a estabilidade e a segurança do veículo”, explica Cleber William Gomes, professor de Engenharia Mecânica da Fundação Educacional Inaciana (FEI).

O que acontece com os pneus descalibrados?

Nessas condições, a borracha que entra em contato com o solo é maior do que deveria. “Isso eleva a temperatura do pneu e prejudica a durabilidade dos componentes da suspensão, assim como o próprio pneu”, explica.

Além do mais, com os pneus murchos, a banda de rodagem acaba cedendo. Com isso, somente as faixas externas e internas entram em contato com o piso. Assim, o desgaste fica totalmente irregular.

O pneu com mais área de contato com o solo amplia o esforço do motor, que vai gastar mais combustível. Em média, rodas descalibradas aumentam o consumo de combustível em 10% a 20%, podendo chegar a 50% em casos extremos.

Da mesma forma, estudos da NHTSA, órgão de segurança do trânsito dos Estados Unidos, demonstram que rodar com pneus subinflados ou gastos multiplica em até três vezes o risco de acidente. Isso porque os pneus afetam diretamente a frenagem, fazendo o carro se arrastar por uma distância maior do que deveria.

Pneus com pressão acima da ideal

Mas tome cuidado, pois o contrário também pode ser prejudicial. Pneus inflados acima da pressão recomendada deixam apenas a parte central em maior contato com o solo. Com isso, o desgaste será, da mesma maneira, irregular. Consequentemente, eles ficarão mais suscetíveis a furos.

“A pressão excessiva reduz a capacidade de frenagem, a dirigibilidade e, inclusive, a estabilidade em curvas e condições de rodagem”, diz Gomes.

Pneus cheios de ar ficam mais duros. Dessa forma, o carro tende a pular mais ao passar em obstáculos. Assim, afetam o trabalho da suspensão e, portanto, o conforto de quem está a bordo.

Então, é importante seguir algumas dicas para encher os pneus:

  • Procure calibrar sempre com os pneus frios. Quando estão mais quentes depois de rodar muitos quilômetros, eles tendem a ficar mais cheios do que realmente aparentam, devido à expansão do ar. Por isso, faça a calibragem logo de manhã.
  • Siga a recomendação do fabricante. Lembre-se de que a pressão não é única. Ela varia conforme o uso. Se for viajar com o porta-malas cheio, a pressão nos pneus traseiros é sempre um pouco maior.
  • O ideal é calibrar os pneus uma vez por semana. Contudo, se você costuma rodar pouco, faça isso após abastecer o carro.

Não se esqueça do estepe. Não é necessário calibrá-lo toda semana. Entretanto, é melhor deixá-lo em ordem para usar em caso de emergência.