Redação, com AFP

15/01/2020 - 5 minutos de leitura. Atualizado: 01/07/2020 | 17:00

Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi não corre riscos, diz empresa

Ações das montadoras caíram após rumores de possível rompimento. Aliança é fundamental para as três marcas

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Carlos Ghosn foi preso no Japão em 2018 Crédito: Babu/Reuters
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A Nissan “não tem intenção de dissolver” sua aliança com Renault e Mitsubishi, de acordo com comunicado divulgado pela própria Nissan. A marca se pronunciou após rumores sobre o fim da união terem sido reverberados pela imprensa ao redor do mundo.

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“Esta aliança é a razão da competitividade da Nissan. Com essa aliança, que busca gerar crescimento estável a longo prazo, a Nissan vai continuar com resultados positivos para as três empresas”, afirmou o comunicado da empresa.

Uma fonte próxima à marca japonesa afirmou à agência AFP que as informações publicadas pelo jornal Financial Times tinham fontes “descontentes” com o grupo. Ainda assim, o reestabelecimento da confiança entre as marcas do grupo levará tempo. A fonte da AFP também confirmou que as empresas sabem que sem a Aliança, o futuro das marcas fica comprometido.

O grupo correu para desmentir as notícias após as ações da Renault caírem 2,82% na bolsa de Paris. As ações da Nissan também caíram 2,96% na bolsa de Tóquio após os rumores de uma possível quebra da Aliança.

Em entrevista após sua fuga do Japão, o ex-CEO da Aliança, Carlos Ghosn, afirmou que “já não havia mais aliança Renault-Nissan”. A informação foi veementemente rechaçada pelo presidente da Renault, Jean-Dominique Senard. “A Aliança não está morta. Estamos recriando seu espírito original”, disse o executivo. “Nenhum dirigente duvida do caráter fundamental desta Aliança”, confirmou Senard.

Tanto a Nissan quanto a Renault tentam colocar um fim à “era Ghosn”, preso no Japão em 2018 por utilização indevida de recursos da empresa.

Aposentadoria

O antigo todo-poderoso da Renault-Nissan, aliás, entrou com uma ação contra a marca francesa para que continue pagando sua aposentadoria. O argumento do ex-executivo chefe do grupo é que Ghosn teria sido obrigado a renunciar ao cargo de conselheiro da Renault após a prisão no Japão por problemas com a Nissan.

Segundo Ghosn, sua demissão da Renault “é uma farsa”, em entrevista ao jornal francês Le Figaro. O executivo teria tentado resolver sua situação de forma amistosa e afirma que deixou a Renault quando já estava preso. O executivo teria se afastado de suas funções após o escândalo com a Nissan “para que a marca reestabelecesse sua governança”. No entanto, não teria renunciado a seus direitos trabalhistas.

Ghosn reclama uma aposentadoria de cerca de 770 mil euros anuais. Em conversão direta, o ex-CEO receberia cerca de R$ 320 mil mensais. Além da pensão, o executivo também pede uma indenização de 250 mil euros.

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