Andamos no T-Cross, o novo SUV compacto da VW

Volkswagen T-Cross ainda está na fase de protótipo, mas tem motores turbo e dá sinais de que vem para brigar com os líderes do segmento, HR-V e Renegade

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T-Cross foi mostrado ainda com camuflagem na Europa Foto: Volkswagen

O Volkswagen T-Cross ainda não está pronto, mas já é possível dizer que Jeep Renegade, Honda HR-V e companhia irão ganhar um novo oponente de peso a partir do começo do ano que vem. Dirigimos na Alemanha um protótipo do utilitário-esportivo que estará no Salão do Automóvel, em novembro.

Os disfarces na dianteira e na traseira foram colocados para esconder as linhas finais do modelo, que ainda não foi lançado nem na Europa. Os planos prevêem lançamento praticamente simultâneo no continente europeu e no Brasil. O T-Cross utiliza a mesma plataforma modular MQB do Polo e do Golf, e será produzido em São José dos Pinhais (PR), na Espanha e na China.

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Os carros que dirigimos foram feitos à mão, pela engenharia, fora da linha de produção, num processo que demora quase seis meses. Mesmo assim, não estão acabados por dentro. Daí a ausência de fotos do interior. Mas a parte interna é muito semelhante à do Polo. Uma das principais diferenças é que as teclas de modo de condução e alerta de obstáculos na traseira, por exemplo, ficam acima dos controles do ar-condicionado, e não no console, como no hatch.

Dois motores turbo

A primeira boa notícia é que o modelo nacional terá apenas motores turbo. No Brasil, ele estará disponível com o 1.0 de três cilindros e 128 cv (200 TSI, o mesmo do Polo) e com o 1.4 de quatro cilindros e 150 cv (250 TSI, do Golf). O primeiro poderá receber câmbio manual de cinco marchas ou automático de seis. O segundo, apenas automático. A VW produzirá no País também uma versão com motor 1.6 aspirado, mas para outros países da América do Sul.

O T-Cross brasileiro será um pouco maior que o avaliado, destinado ao mercado europeu. “Nosso” carro terá 4,19 metros (8,5 cm mais comprido que o europeu). A diferença está toda na distância entre eixos, que é de 2,65 metros (a mesma do Virtus). A altura será 1 cm maior (1,57 m). Isso garantirá espaço muito bom no banco de trás, quesito no qual o carro europeu, mesmo menor, mostrou qualidades: há acomodação suficiente para pernas e cabeça. Além disso, o túnel central também será mais baixo no carro brasileiro.

Nas estradas secundárias que cortam a região de Munique, na Alemanha, o T-Cross mostrou boas respostas ao acelerador, e aparentemente o motor 1.0 TSI não sentiu muito o peso adicional da carroceria, nem o formato menos aerodinâmico do SUV.

Assim como o motor, a suspensão também mostrou bom acerto. O carro tem tração dianteira e suspensão traseira por eixo de torção. Nas curvas, há pouca inclinação da carroceria e boas respostas da direção elétrica. Nesse primeiro contato, a Volkswagen divulgou poucos dados técnicos do veículo. Apenas peso e distância livre do solo (que deverá ser de 17 cm).

T-Cross tem visual imponente

O T-Cross tem frente alta, com estilo que lembra mais o Touareg e o T-ROC do que o Tiguan. A grade é mais larga que os faróis. Na traseira, há uma faixa refletiva (sem iluminação própria) unindo as lanternas (LEDs). Falando nisso, elas têm desenho moderno, mas no Brasil deverão ter outro estilo.

Agora, duas notícias, uma boa e uma ruim. A boa: na Europa, o motor 1.0 TSI rende 115 cv, 13 cv a menos do que o similar flexível que equipa no Brasil Polo e Golf, e que estará no T-Cross. A ruim: na Europa, o modelo tem câmbio automatizado de dupla embreagem (DSG). No Brasil a caixa será automática convencional.

Outra notícia boa é que só o SUV nacional terá opção de teto solar panorâmico, além de saída de ar-condicionado também para trás. Além disso, o modelo chega com seis air bags de série, controle de tração e estabilidade e (muito importante nos dias atuais) quatro portas USB, sendo duas na frente e duas atrás.

Porta-malas menor

Mas há também outras más notícias: como o carro nacional terá estepe convencional, o porta-malas perdeu espaço. Contra os 455 litros do T- Cross europeu, o brasileiro terá entre 345 e 390 litros (dependendo da inclinação do encosto do banco de trás). O carro a ser feito na Espanha também tem banco traseiro corrediço, ao contrário do nacional.

Como o Polo, o modelo oferecerá, dependendo da versão, quadro de instrumentos virtual, central multimídia de 8″, frenagem automática pós-colisão e detetor de fadiga, entre outros itens. O carregador de celular sem fio, já garantido no modelo europeu, não deverá estar disponível. Ao menos na época do lançamento no Brasil. No entanto, o chefe da engenharia da Volkswagen no País, José Loureiro, afirma que o sistema estará “preparado” para o País.

Na Europa, o modelo chegará com opções de rodas entre 16 e 18 polegadas. No Brasil, haverá opções de 16 e 17″. No País, serão oferecidas oito opções de cores, contra 12 na Europa. Em ambas as regiões, haverá possibilidade de escolher acabamento bicolor, com teto preto.

Viagem feita a convite da Volkswagen


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