A segunda geração do Range Rover Evoque estreia no Brasil no início do segundo semestre. Se o SUV da marca de luxo da Land Rover fosse uma pessoa, daria para dizer que ele amadureceu. O estilo revolucionário do modelo lançado em 2011 deu lugar a linhas mais conservadoras, inspiradas nas do Velar. O nível de conteúdo e o comportamento evoluíram muito.
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O Evoque cresceu por dentro e ganhou várias soluções eletrônicas. Haverá duas opções do motor 2.0: 250 cv flexível e a gasolina, com 300 cv – o câmbio é sempre automático de nove marchas. Os preços ficarão entre R$ 270 mil e R$ 320 mil.
O novo Evoque virá da Inglaterra – a primeira geração era feita na fábrica de Itatiaia (RJ). O “nosso” SUV não terá o sistema híbrido leve do europeu.
O Range Rover manteve os 4,37 metros de comprimento, mas ficou maior por dentro. A distância entre os eixos aumentou em 2 centímetros, para 2,68 metros e o espaço no porta-malas cresceu 10%, para 591 litros de capacidade.
Isso é resultado da nova suspensão traseira, mais compacta que a anterior. As portas de trás estão mais largas, o que melhorou o acesso à cabine.
O aumento foi possível graças à plataforma Premium Traverse Architecture (PTA). Embora seja totalmente nova, segundo informações da marca inglesa, essa base é quase toda feita de aço. Ainda assim, ficou 13% mais rígida.
O estilo do Velar aparece nos faróis, que ficaram mais finos, e na grade frontal, mais estreita. As extremidades do para-choque dianteiro ganharam entradas de ar muito parecidas com as do “irmão” maior.
A inspiração se repete atrás – as lanternas ficaram ainda mais finas. Na prática, isso pode dificultar a diferenciação entre os dois SUVs à primeira vista.
Por dentro, o botão giratório do câmbio, presente no SUV de primeira geração, foi substituído por uma alavanca. Curtinha, lembra um joystick.
Essa solução, embora seja “mais careta”, permitiu a criação de novos nichos, como os dois porta-copos entre os bancos. As teclas e botões de acionamento do ar-condicionado e modos de condução foram substituídas por elementos digitais. Esses recursos estão concentrados na segunda tela, que é nova.
O volante multifuncional é novo, assim como o quadro de instrumentos – o da versão de topo que irá ao Brasil será virtual e configurável – e a tela sensível ao toque localizada acima do console central. O dispositivo lembra um telefone celular e se projeta para fora quando é ligado.
Por meio dela é possível acionar e ajustar várias funções do carro, como navegador GPS, modos de condução, sistema de som, etc. De maneira geral, o Evoque ficou mais funcional e a escolha e ajuste das funções está muito mais intuitiva.
Entre os vários méritos do novo Evoque sobressaem a docilidade do comportamento, o silêncio a bordo e os vários recursos eletrônicos, todos fáceis de usar e muito intuitivos. Graças à nova plataforma PTA, o SUV ficou ainda melhor de dirigir.
O comportamento dinâmico é ótimo. Em curvas feitas em alta velocidade, o SUV permanece firme e totalmente sob controle do motorista.
É possível identificar claramente a atuação do controle de tração e perceber quando o torque é enviado para as rodas da frente, de trás e para as quatro ao mesmo tempo. A mesma sensação surge quando o controle de estabilidade entra em ação.
A única versão disponível para avaliação era com motor a gasolina de 250 cv e sistema híbrido leve. Segundo o diretor de marketing e produto da Land Rover do Brasil, Paulo Manzano, essa opção tem respostas muito parecidas com as do Evoque que será vendido no mercado brasileiro.
Portanto, dá para esperar acelerações progressivas e sem sustos. Para arrancar na frente de outros veículos em saídas de semáforos ou fazer ultrapassagens na estrada, basta pressionar de leve o pedal da direita. Não falta vigor, mas não espere arroubos de adrenalina.
O câmbio, da alemã ZF, faz trocas de marcha de forma imperceptível e silenciosa. Aliás, o silêncio impera na cabine. O único ruído a bordo é o do vento passando pela carroceria.
ELETRÔNICA APURADA
Um dos poucos pontos que poderiam melhorar no Evoque é a direção. A assistência é muito boa, mas um pouco mais de peso em alta velocidade ampliaria a sensação de segurança.
Todos os sistemas eletrônicos do utilitário-esportivo são bastante intuitivos e fáceis de usar. Por meio da segunda tela é possível ajustar desde o fluxo do ar-condicionado ao volume do som, passando pelas várias opções de modos de condução.
A versão que será vendida no Brasil deverá ter modo Dynamic, que regula as respostas de motor, direção, suspensão e direção. O motorista que quiser esportividade contará com a calibragem de fábrica ou poderá personalizá-las a seu gosto.
PRÓS
ELETRÔNICA
Repleto de sistemas que vão do ajuste das respostas da suspensão à conectividade, SUV é show de modernidade.
CONTRAS
PESO DA DIREÇÃO
Sistema tem ajuste voltado ao conforto, mas poderia deixar volante mais pesado em altas velocidades.
FICHA TÉCNICA
Motor
2.0, 4 cil., 16V, turbo, a gasolina
Potência (cv)
250 a 5.500 rpm
Torque (mkgf)
37,2 entre 1.300 e 4.500 rpm
Câmbio
Automático, nove marchas
Peso
1.893 kg
Comprimento
4,37 metros
Largura
2,10 metros
VIAGEM FEITA A CONVITE DA LAND ROVER
SEGUNDA GERAÇÃO DO SUV TEM ESTILO EVOLUTIVO
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PERFIL CONTINUA FACILMENTE RECONHECÍVEL
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LINHAS TÊM INSPIRAÇÃO NO VELAR
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TRASEIRA TEM LANTERNAS LIGADAS POR FAIXA QUE ATRAVESSA TAMPA DO PORTA-MALAS
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BRASIL TERÁ VERSÕES COM 250 CV E 300 CV
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CABINE FICOU MAIS MODERNA COM DUAS TELAS SENSÍVEIS AO TOQUE
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INTERIOR ESTÁ MAIS ESPAÇOSO DO QUE MODELO ANTERIOR
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ENTRE-EIXOS FICOU DOIS CENTÍMETROS MAIOR E PASSAGEIROS DE TRÁS TÊM MAIS ESPAÇO
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MOTOR É SEMPRE 2.0 TURBO, MESMO CONJUNTO QUE EQUIPA VELAR, DISCOVERY SPORT E JAGUAR E-PACE
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