21/10/2015 - 6 minutos de leitura.

Carros mais leves: veja do que são feitos

Montadoras utilizam carbono, alumínio reciclado e até plástico reforçado nas carrocerias atuais

Carro

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O que se vê neste Jaguar XE é feito de alumínio. O que falta (como portas) é aço

Você compraria um carro de luxo, importado da Inglaterra, que parte de R$ 169.900 e pode chegar a R$ 299 mil, se soubesse que a maior parte de sua estrutura utiliza alumínio reciclado? Se a resposta for “não”, deixe de sonhar com o novo Jaguar XE (e também com o futuro).

Quando se fala em tendência de materiais, o alumínio é sempre lembrado, por aliar qualidades como resistência e leveza. Se ele for reciclado, caso do metal utilizado na fabricação do sedã inglês, melhor ainda.

O modelo, que acaba de ser lançado no Brasil, tem carroceria com 75% de alumínio, a maior parte reciclada. Segundo informações da Jaguar, uma pequena parcela desse total vem de uso primário.“Reduzindo-se o peso em 10%, a economia de combustível chega a 4%”, estima o engenheiro Francisco Satkunas, membro do conselho consultivo da SAE Brasil, associação de engenheiros da mobilidade.

Até o início do ano passado, por questões de custos, o alumínio vinha sendo empregado apenas em modelos mais caros e, portanto, de baixos volumes de vendas. Como o sedã alemão Audi A8, por exemplo.

Mas isso está mudando. A Ford deu um passo importante ao lançar, no começo de 2014, a F-150 – veículo mais vendido dos Estados Unidos – com carroceria de alumínio. A iniciativa tende a reduzir custos, por causa da ampliação da escala.Mas o alumínio não brilhará sozinho no futuro. Com tratamento térmico adequado, os aços de alta resistência ganham rigidez e estão sendo cada vez mais utilizados. Com isso, é possível diminuir a quantidade de material (reduzindo o peso) e melhorar a rigidez torcional. A vantagem adicional, em comparação ao alumínio, é que o aço custa menos.

A tendência tem sido o uso simultâneo de aço e alumínio na mesma carroceria. Voltando ao Jaguar XE, portas e tampa do porta-malas são de aço. Segundo informações da fabricante, o material foi empregado nessas áreas para melhorar a distribuição de peso.

Outro desafio que está sendo vencido pela indústria é a fusão de alumínio e aço na mesma peça. Como o processo de solda desses metais é diferente, pesquisadores estão trabalhando em adesivos para unir os dois materiais.

Para os casos em que não há muita preocupação com os custos, um dos materiais preferidos é a fibra de carbono. Embora seja mais resistente e leve que o alumínio, o compósito ainda é muito caro.Assim, ao menos por ora, sua utilização está restrita a automóveis de competição e veículos de altíssimo preço, como o Lamborghini Aventador. Mas, assim como vem ocorrendo com o alumínio, o desenvolvimento da manipulação desse material vai baixar seu preço.

Na opinião de Satkunas, a busca constante por redução de peso pode levar a indústria a trocar vidros por policarbonato, principalmente nas janelas: “Ele é mais leve e tem maior transparência que o vidro.”O plástico também ficará cada vez mais presente nos carros, não apenas substituindo peças de aço na carroceria (como para-choques), mas até em partes do motor, como cárter, tampa do cabeçote e suportes de fixação. Nesse caso, além de reduzir o peso, há diminuição do nível de ruídos, por causa do maior isolamento acústico.

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