VW Jetta de entrada encara Honda HR-V em duelo de preços

Modelos distintos têm tabelas similares com novo Jetta básico custando R$ 99.990 e HR-V intermediário a R$ 98.700

jetta
Jetta 250 TSI tem rodas menores, mas lista de itens de série ainda é boa. HR-V é menos equipado Crédito: Foto: Gabriela Biló/Estadão

A Volkswagen lançou a nova geração do Jetta no País em setembro, e em dezembro chegou às ruas a versão 250 TSI, de entrada, com preço de R$ 99.990. Aqui, ele enfrenta o utilitário-esportivo compacto Honda HR-V, na versão intermediária EX, que custa R$ 98.700. O SUV passou por reestilização recentemente.

Na briga de diferentes produtos, mas com aptidão familiar e preços semelhantes, melhor para o Jetta. O sedã é superior em equipamentos, motor, ergonomia e usabilidade e tem mais espaço no porta-malas.

O VW ainda levou nota máxima em manutenção, pois as três primeiras revisões (consideradas nos comparativos) são gratuitas. A favor do HR-V, além do preço um pouco inferior, há acabamento, instrumentos, seguro e suspensão.

VÍDEO DA SEMANA: Teste e todos os detalhes do novo Renegade

 

Com motor 1.4 turbo flexível de 150 cv e 25,5 mkgf independentemente do combustível usado, o Jetta anda mais que o HR-V. O SUV tem um 1.8 de até 140 cv (com gasolina) e 17,4 mkgf (com etanol).

Além do torque de 8 mkgf extras, que chega mais cedo, fazendo as arrancadas do carro mais vigorosas, o sedã tem câmbio automático de seis marchas que entrega respostas melhores que as lentas do CVT do Honda.

O pênalti do Jetta é não ter aletas para trocas atrás do volante na versão de entrada, enquanto o HR-V não traz opção de mudanças na alavanca. A resposta de direção é mais direta no VW, apesar de as do SUV serem boas também (característica comum nos carros da Honda). A suspensão mais firme do sedã o deixa melhor nas curvas, mas ele sofre com buracos.

A do HR-V continua firme, mas tem nova calibração e lida melhor com buracos. Com o centro de gravidade mais baixo, o Jetta é melhor em estabilidade.

O túnel central alto do VW rouba espaço de quem viaja no meio do banco de trás. O do HR-V é menor. A ergonomia de ambos é boa, mas o sedã médio vai muito melhor na usabilidade de diversos botões e da central multimídia.

Jetta é mais equipado

O porta-malas do Jetta tem 510 litros, contra os 437 litros do compartimento do HR-V. Dá para colocar objetos mais altos até a tampa do SUV, mas cabem mais coisas no sedã médio.

De série, o Jetta tem seis air bags (quatro no HR-V), faróis de LEDs, ar-condicionado de duas zonas, central multimídia com integração a aplicativos e espelhamento da tela do celular, sensores de obstáculos na frente e atrás, start-stop, assistente de partida em rampa e sensor de pressão dos pneus.

O Honda traz ar-condicionado de uma zona e faróis halógenos. A mais que o sedã, oferece câmera de ré e faróis de neblina. A central multimídia do HR-V é menor e menos funcional e os comandos no volante são menos intuitivos.

O acabamento do SUV é bem melhor. Há couro no painel e nas portas, além de amplo revestimento emborrachado. O do Jetta é mais simples, e as portas traseiras têm muito plástico duro. O visual do HR-V tem mais estilo e personalidade, enquanto o do sedã é muito parecido com o dos demais VW.

O painel do Jetta é mais fácil de ler, prático e muito funcional, mas não “enche” os olhos quando se olha para ele. Já o do HR-V tem detalhes cromados e luzes que mudam de cor para identificar a condução econômica.

Opinião

O prazer de um bom sedã

São tantos SUVs lançados e avaliados que vamos nos acostumando com as facilidades e pontos negativos desses carros. Tanto que aos poucos eles começam a parecer as opções mais lógicas. Comparar produtos por faixa de preço, por outro lado, pode trazer boas surpresas, como Jetta, que faz duelo com o HR-V. Apesar de ser da versão de entrada, o Volkswagen me fez relembrar o prazer que é dirigir um bom sedã. O modelo mexicano tem espaço ideal, motor adequado (não perfeito), boa lista de equipamentos e ergonomia excelente. Desaponta-me o acabamento e o visual, que precisam de mais personalidade, ainda que o sedã médio consiga se diferenciar bem do irmão menor Virtus e do maior, Passat. A dirigibilidade refinada é um dos predicados do três-volumes. Surpreendeu-me o bom porta-malas, que permite transportar vários volumes com facilidade, mesmo tendo dobradiças com braços articulados (“pescoço de ganso”), que roubam espaço.


Ofertas 0KM

Mais ofertas

Mais ofertas exclusivas

Veja todas as condições especiais


Notícias relacionadas