DeLorean do ‘De Volta 2’ chega hoje

Andamos em um DMC-12 igual ao de ‘De Volta Para o Futuro 2’, no qual o cupê viaja no tempo até 21/10/2015


Modelo de 1981 avaliado pertence ao empresário Edgard Gianullo

Quarta-feira, 21 de outubro de 2015. Às 16h29, Doc. Brown (interpretado por Christopher Lloyd), Marty McFly (vivido por Michael J. Fox) e Jennifer (papel de Elisabeth Shue) chegam ao futuro, na cidade de Hill Valley, na Califórnia, EUA, no segundo filme da trilogia “De Volta Para o Futuro”. A trupe surge após um estrondo, seguido pela aparição de um rastro de fogo na rua, a bordo de uma máquina do tempo movida a plutônio e construída a partir de um DeLorean DMC-12.

Se a vida imitasse a arte, a cena memorável estamparia todos os jornais e sites hoje. Mas a viagem ficou na cabeça dos idealizadores da trilogia e não há carros voadores. No máximo, rodam “sozinhos” nos testes das montadoras.
Mas isso não quer dizer que os veículos não tenham evoluído desde que a fita (agora são arquivos digitais) foi lançada, em 1989. Houve várias evoluções e outras tantas estão por vir.

O filme dirigido por Robert Zemeckis, que teve produção executiva a cargo de Steven Spielberg, trouxe à tona um carro de linhas “espaciais”, criadas pelo renomado designer Giorgetto Giugiaro a pedido de John DeLorean.O fundador da marca que leva seu sobrenome queria fazer um esportivo de aço inoxidável escovado com portas do tipo “asas de gaivota”, solução lançada no Mercedes-Benz 300 SL, de 1954. Os US$ 300 milhões necessários ao projeto vieram de investidores interessados no potencial da nova fabricante norte-americana.

Apesar disso, as cerca de 8 mil unidades do DMC-12 foram feitas de 1981 a 1983, na Irlanda do Norte, que ofereceu benefícios fiscais para a fábrica.Caro, lento e com acabamento simples, o carro nunca vendeu bem, mas ganhou fama com a chegada da franquia.

Vivendo o sonho.Não foi preciso ir a 88 mph (cerca de 140 km/h) ou ativar o “capacitor de fluxo” para ter a sensação de ir ao futuro ou voltar ao passado em um DeLorean. Bastou rodar com o modelo de 1981 do empresário Edgard Gianullo.

Entrar no carro requer contorcionismo. Apertado mesmo para duas pessoas, o DMC-12 tem teto baixo, visibilidade traseira nula e janelas laterais diminutas. A falta de assistência à direção dificulta as manobras e prejudica a missão de encarar curvas. O DeLorean está longe de ser bom de guiar e também da esportividade.

O motor V6 2.8 de 130 cv feito em conjunto por Peugeot, Renault e Volvo não é suficiente para dar agilidade ao cupê. O câmbio manual de cinco marchas longas e com engates imprecisos também não ajuda. Mas todo esse desconforto pode desaparecer. Basta assumir como verdade o slogan da DMC e “viver o sonho”. Mesmo que por um único dia.


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