Tecnologia

ESP é auxílio à segurança muito bem-vindo

Controle eletrônico de estabilidade, capaz de corrigir a trajetória, será obrigatório a partir de 2020

13 de jan, 2016 · 5 minutos de leitura.

ESP é auxílio à segurança muito bem-vindo
Crédito:Controle eletrônico de estabilidade, capaz de corrigir a trajetória, será obrigatório a partir de 2020
Em 1997, acidente com o Classe A durante teste levou a Mercedes a instalar o sistema

Ajudar o motorista a manter o controle do veículo. Essa é a função do controle eletrônico de estabilidade (ESP), que a partir de 2020 passa a ser obrigatório em todos os carros vendidos no Brasil. O sistema corrige sozinho a trajetória das rodas em situações de risco, como em curvas e piso escorregadio.

O ESP é tão importante que, desde 2011, a União Europeia exige o equipamento para liberar a homologação de veículos novos. E, em 2014, o sistema passou a ser obrigatório em todos os carros vendidos por lá.

O Brasil terá agenda semelhante. Em 2020, o item será mandatório na homologação de carros novos e, em 2022, valerá para todos os zero-km.

Como funciona. O sistema atua reunindo e mensurando, por meio de sensores, informações como o ângulo de esterço da direção, velocidade das rodas e trajetória do carro. Tudo para aferir se o veículo segue o rumo determinado pelo motorista.

Se o sistema perceber que algo está errado, pode acionar os freios para diminuir a rotação da roda que estiver girando em falso e apontar o automóvel para onde o motorista quer ir (veja gráfico abaixo).

A presença do ESP não torna o carro mais rápido, ou mesmo mais instigante em curvas. Seu objetivo é manter o veículo sob total controle.

Ainda assim, a atuação do sistema tem limites. Não é possível delegar ao dispositivo a tarefa de sempre controlar o veículo em manobras rápidas, por exemplo. O recurso atua apenas em situações de emergência.

Pioneiro. As primeiras aplicações de um recurso eletrônico de controle de tração datam de 1983, no Toyota Crown. No entanto, a tecnologia da marca japonesa apenas evitava que as rodas girassem em falso em acelerações, sem ajudar no controle em curvas, por exemplo.

O primeiro carro a trazer ESP de série foi o Mercedes-Benz S600 Coupé, em 1995. No mesmo ano, a BMW instalou a tecnologia no Série 7.

O sistema evoluiu e ganhou variações, como os recursos anticapotamento dos utilitários da Volvo e o controle de estabilidade para trailers, como das picapes maiores da Ford.

No Brasil, o carro mais barato com ESP é o Ford Ka. O sistema está disponível desde a versão SEL 1.0, tabelada a R$ 47.590.

Escândalo. Em 1997, a Mercedes precisou instalar o sistema em mais de 130 mil exemplares usados do Classe A (da primeira geração) após um incidente. O carro, que estava sendo testado por um jornalista sueco, capotou durante um ensaio que simulava mudança rápida de direção, o polêmico “teste do alce”.

Desde então, todos os Classe A passaram a ser equipados de fábrica com o dispositivo - sem possibilidade de desligá-lo.


Em 1997, acidente com o Classe A durante teste levou a Mercedes a instalar o sistema

Ajudar o motorista a manter o controle do veículo. Essa é a função do controle eletrônico de estabilidade (ESP), que a partir de 2020 passa a ser obrigatório em todos os carros vendidos no Brasil. O sistema corrige sozinho a trajetória das rodas em situações de risco, como em curvas e piso escorregadio.

O ESP é tão importante que, desde 2011, a União Europeia exige o equipamento para liberar a homologação de veículos novos. E, em 2014, o sistema passou a ser obrigatório em todos os carros vendidos por lá.

O Brasil terá agenda semelhante. Em 2020, o item será mandatório na homologação de carros novos e, em 2022, valerá para todos os zero-km.

Como funciona. O sistema atua reunindo e mensurando, por meio de sensores, informações como o ângulo de esterço da direção, velocidade das rodas e trajetória do carro. Tudo para aferir se o veículo segue o rumo determinado pelo motorista.

Se o sistema perceber que algo está errado, pode acionar os freios para diminuir a rotação da roda que estiver girando em falso e apontar o automóvel para onde o motorista quer ir (veja gráfico abaixo).

A presença do ESP não torna o carro mais rápido, ou mesmo mais instigante em curvas. Seu objetivo é manter o veículo sob total controle.

Ainda assim, a atuação do sistema tem limites. Não é possível delegar ao dispositivo a tarefa de sempre controlar o veículo em manobras rápidas, por exemplo. O recurso atua apenas em situações de emergência.

Pioneiro. As primeiras aplicações de um recurso eletrônico de controle de tração datam de 1983, no Toyota Crown. No entanto, a tecnologia da marca japonesa apenas evitava que as rodas girassem em falso em acelerações, sem ajudar no controle em curvas, por exemplo.

O primeiro carro a trazer ESP de série foi o Mercedes-Benz S600 Coupé, em 1995. No mesmo ano, a BMW instalou a tecnologia no Série 7.

O sistema evoluiu e ganhou variações, como os recursos anticapotamento dos utilitários da Volvo e o controle de estabilidade para trailers, como das picapes maiores da Ford.

No Brasil, o carro mais barato com ESP é o Ford Ka. O sistema está disponível desde a versão SEL 1.0, tabelada a R$ 47.590.

Escândalo. Em 1997, a Mercedes precisou instalar o sistema em mais de 130 mil exemplares usados do Classe A (da primeira geração) após um incidente. O carro, que estava sendo testado por um jornalista sueco, capotou durante um ensaio que simulava mudança rápida de direção, o polêmico “teste do alce”.

Desde então, todos os Classe A passaram a ser equipados de fábrica com o dispositivo – sem possibilidade de desligá-lo.

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