FCA América Latina muda de comando

Novo presidente da empresa será Antonio Filosa, italiano de 44 anos, que substitui o brasileiro Stefan Ketter

Antonio Filosa
Antonio Filosa Italiano já trabalhou no Brasil e estava atuando como chefe da operação da empresa na Argentina (Foto: FCA)

O comando da operação da FCA da América Latina vai mudar. O novo presidente da operação será Antonio Filosa, italiano de 44 anos. Até então, ele comandava a operação da Argentina, segundo informações do site Autobuzz.

 

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Antonio Filosa, nascido em Nápoles, formou-se em Milão e completou seus estudos em Minas Gerais, também de acordo com o Autobuzz. O executivo já atuou na operação da Fiat do Brasil, em Betim. Estava à frente do departamento de compras.

O executivo ingressou na Fiat em 1999, quando ainda não existia a FCA (empresa criada a partir da fusão com a Chrysler). Antonio Filosa, de acordo com o Autobuzz, tem vasta experiência internacional no grupo ítalo-americano.

Ainda não há informações sobre a data em que Antonio Filosa assumirá a operação latino-americana. Porém, de acordo com a mesma fonte, o último “ato” oficial do atual presidente da FCA, Stefan Ketter, ocorreu na sexta-feira (23).

Ketter compareceu à inauguração do terceiro turno da fábrica de Goiana (PE). A planta é responsável pela fabricação dos Jeep Compass e Renegade e da Fiat Toro.

O brasileiro, cujo pai é alemão, voltará a atuar exclusivamente como chefe de manufatura da FCA. Ketter veio ao Brasil para ser responsável pela moderna fábrica da empresa em Pernambuco.

Ele substituiu, no fim de 2015, o também brasileiro Cledorvino Belini. O primeiro carro lançado por Ketter, em 2016, foi a Toro.

O SUCESSO DA JEEP

Durante a gestão de Ketter, a Jeep passa por um período de grande sucesso no País. Após o lançamento do Compass, em 2016, a empresa ganhou participação de mercado e, com praticamente apenas dois carros, está no nono lugar no ranking de marcas.

Além do Compass, que é líder do segmento de utilitários-esportivos, a Jeep produz aqui também o Renegade.

Outros modelos disponíveis no País são os importados Wrangler, Cherokee e Grand Cherokee.

As demais marcas da Chrysler, no entanto, hoje têm pouca participação no País. Da Dodge, há o Journey. Também estão disponíveis a picape Ram 2.500 e o Chrysler 300C.

A minivan Town&Country, embora não seja mais produzida, ainda aparece no site da Chrysler.

PERDA DE PARTICIPAÇÃO DA FIAT

Se na Jeep vai tudo bem, na Fiat a situação foi diferente durante a gestão de Ketter. O período foi marcado pela tentativa de dar à marca um posicionamento um pouco mais “premium” que o adotado anteriormente. Com isso, vários modelos mais antigos foram tirados de linha, a exemplo do Punto, do Bravo e o ex-campeão Palio.

Entre os carros de passeio, houve lançamento do Mobi, do Argo e, por fim, do Cronos. O mais bem sucedido, no entanto, foi a picape Toro. Ela reforçou a boa participação da Fiat no segmento de comerciais leves.

No entanto, de acordo com um executivo do setor próximo ao comando da Fiat, foi a perda de participação da marca que levou à mudança de comando. A decisão, de acordo com a mesma fonte, teria sido tomada pelo presidente mundial da FCA, Sergio Marchionne.

Considerando apenas os carros de passeio, em dezembro de 2015, a Fiat tinha 14,9% do mercado. No geral (automóveis + comerciais leves), a participação era de 17,73%. A marca era líder de mercado.

Já no primeiro bimestre deste ano, a participação da Fiat caiu para 8,22% em automóveis e 12,45% no geral. A marca agora é terceira colocada, atrás de, respectivamente, Chevrolet e Volkswagen.

Um dos desafios de Antonio Filosa deverá ser a retomada de participação de mercado para a Fiat, de acordo com fontes.

 

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