da Reuters e José Antonio Leme

30.10.2019 | 10:06 Atualizado: 31.10.2019 | 7:56

Fiat Chrysler e dona da Peugeot conversam sobre possível fusão

Fusão dos grupos automotivos formaria uma empresa com valor de mercado estimado em US$ 50 bilhões

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FUSÃO CRIARIA UM SUPERGRUPO DE US$ 50 BILHÕES Crédito: MONTAGEM COM FOTOS DE: Harold CUNNINGHAM and Daniel ROLAND / AFP
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A Fiat-Chrysler (FCA) e a PSA, dona da Peugeot, Citroën e Opel estão negociando um acordo que poderia criar uma montadora de 50 bilhões de dólares, disse uma fonte familiarizada com o assunto. No início deste ano, a Fiat-Chrysler abordou uma fusão com a montadora francesa Renault, que fracassou.

Uma combinação de FCA e PSA enfrentaria obstáculos. Os governos da França e da China detêm 12% da PSA, assim como membros da família fundadora da Peugeot. John Elkann, presidente da FCA e outros membros da família Agnelli, controlam 29% da Fiat-Chrysler.

Os investidores especulam há vários anos que a Fiat-Chrysler está à procura de um parceiro de fusão, encorajada pela retórica do falecido presidente-executivo da empresa, Sergio Marchionne. Em 2015, Marchionne descreveu o caso da consolidação da indústria automotiva e tentou, sem sucesso, envolver a General Motors (GM) em um acordo.

A Peugeot-Citroën (PSA) e a Fiat-Chrysler (FCA) discutiram uma combinação no início deste ano, antes que a Fiat-Chrysler propusesse uma fusão de US$ 35 bilhões com a Renault. Naquela época, a FCA disse que um acordo com a Renault oferecia mais vantagens do que uma combinação com a PSA.

Elkann interrompeu as negociações com a Renault em junho, depois que autoridades do governo francês intervieram, e pressionaram a Renault a resolver primeiro as tensões com sua parceira japonesa, a Nissan.

Após o colapso do plano de fusão da Renault, Mike Manley, presidente da Fiat-Chrysler, deixou porta aberta para conversas com possíveis parceiros. Mas ele disse que a montadora ítalo-americana poderia fazer tudo sozinha, apesar dos custos crescentes para desenvolver veículos elétricos e cumprir as regras mais rígidas de emissões na Europa, EUA e China.

Carlos Tavares, presidente da Peugeot, descartou a ideia de uma combinação com a Fiat-Chrysler durante uma discussão com repórteres no salão do automóvel de Frankfurt no mês passado. “Não precisamos disso”, disse Tavares quando perguntado se ele ainda estava interessado em um acordo com a Fiat Chrysler.

Porém, nesta quarta-feira (30) a PSA Peugeot-Citroën divulgou uma curta e sucinta nota confirmando a negociação. “Levando em conta informações recentes de uma possível aproximação entre o Groupe PSA e o Grupo FCA, o Groupe PSA confirma que há negociações em curso com o objetivo de criar um grupo automotivo líder mundial”.

A Fiat Chrysler já tem uma parceria de veículos comerciais com a Peugeot, onde as vans Jumper e Boxer utilizam a mesma base dos veículos comerciais do Grupo FCA, no caso o Ducato. Eles compartilham base mecânica, ainda que com diferenças de potência no motor diesel, estrutura, além da eletrônica.

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