Pulse híbridos imposto verde
Rodrigo Tavares/Estadão

Fiat Pulse e Fastback híbridos são econômicos, mas não tanto; veja o vídeo

SUVs compactos inauguram linha de híbridos da Fiat com rodar mais silencioso e melhor consumo; veja os preços e como andam Pulse e Fastback

Por Rodrigo Tavares 11 de nov, 2024 · 9m de leitura.

A Fiat lançou os primeiros híbridos da marca no Brasil. São eles os SUVs Pulse e Fastback, ambos equipados com motor 1.0 GSE turboflex três cilindros (T200), nas versões Audace e Impetus. A dupla traz o sistema Fiat Hybrid, um conjunto híbrido leve de 12 Volts. Pois o Jornal do Carro acelerou os dois modelos no trânsito das cidades de Belo Horizonte (MG) e Campinas (SP). Será que os SUVs híbridos da fabricante italiana são mais econômicos?

Pulse e Fastback Hybrid: como andam os primeiros híbridos da Fiat

Como funciona o sistema híbrido leve da Fiat?

O conjunto T200 tem auxílio de um “motor elétrico multifuncional”, que ocupa a função de motor de partida e alternador, e fornece auxílio de torque ao motor térmico. Alimentado por duas baterias, sua fonte primária de energia vem da bateria de 11 Ah localizada abaixo do banco do motorista. Mas o sistema também se conecta à bateria principal do carro, que é maior, com 68 Ah. Quem opera essa troca é uma central eletrônica chamada DBSM (Módulo de Transição entre Duas Baterias, em inglês).


A bateria de 11 Ah que abastece o motor elétrico fica debaixo do banco do motorista (Rodrigo Tavares/Estadão)

Essa bateria menor, em baixo do banco, é regenerada por meio de desaceleração ou frenagem, onde o sistema híbrido leve tem capacidade de até 30% de recuperação de energia cinética, por exemplo. Assim, este “superalternador”, com 3 kW de potência e 10 NM de torque (4 cv/1 mkgf), não traciona o carro. Mas ajuda o motor 1.0 turboflex em situações específicas, como saídas de sinal, ladeiras ou mesmo na partida a frio, por exemplo.

Rodrigo Tavares/Estadão

Com atuação até os 3.500 rpm, o sistema híbrido leve da Fiat não altera os números de potência e torque do T200. O conjunto tem 125 cv/130 cv com gasolina e etanol, respectivamente, e torque máximo de 20,4 mkgf a 1.750 rpm, independente do combustível no tanque.

Como resultado, o que se espera nos SUVs é a melhoria de consumo. Conforme o Inmetro, o Fiat Pulse T200 Hybrid, que chega como o híbrido mais barato do País, faz 9,3 km/l com etanol e até 13,4 km/l com gasolina na cidade. Dessa forma, apresenta redução de 10,7% ante a versão T200 sem eletrificação. Já o Fastback T200 Hybrid registra 8,9 km/l (etanol) e 12,6 km/l (gasolina), com melhora de 9,9% e de 12,5% nas médias urbanas anteriores.

SUVs híbridos da Fiat são mais silenciosos

Na prática, o que acusa a presença do sistema híbrido é a partida, mais silenciosa que o normal, uma cortesia do “superalternador”. Além disso, a marca italiana trabalhou no conforto acústico para reduzir a vibração do motor, algo comum em motores três cilindros. Com isso, o 1.0 vibra menos e entrega uma condução mais suave. Outro detalhe é a inclusão de sistema Start/Stop para auxiliar na redução de consumo, mas o recurso não pode ser desativado.


Cor metálica “Azul Amalfi” é e exclusiva das versões híbridas e estreia no Fastback (Rodrigo Tavares/Divulgação)

Ou seja, o ar-condicionado é desligado em qualquer parada, mantendo apenas a ventilação, o que pode ser incômodo em dias muitos quentes. Caso o motorista religue a refrigeração durante uma parada do carro, o ar-condicionado força o despertar do motor e mantém o conjunto ligado. O religar do motor, aliás, é suave e ocorre assim que se libera o pedal do freio.

No Fastback, testado na versão Impetus, duas novidades chamam a atenção de imediato. Por fora, a cor metálica Azul Amalfi, antes exclusiva do Pulse e, por algum, tempo descontinuada. A pintura chega à linha híbrida do modelo pela primeira vez, exclusivamente na versão híbrida, por R$ 1.990 adicionais. Além disso, o painel digital de 8 polegadas, exclusivo das versões Impetus de Pulse e Fastback, apresenta em tempo real a saúde e utilização do sistema.


Rodrigo Tavares/Divulgação

Já no Pulse, na versão Audace, nota-se o menor refino acústico em relação ao irmão maior, mas que não chega a incomodar. Entretanto, perde-se o quadro de instrumentos digital. Mas há uma pequena tela entre os mostradores analógicos mostra a mesma tela de fluxo de energia da bateria, em escala e com detalhes menores.

Diferença no consumo é sensível

Fiat/Divulgação

Em relação ao consumo, rodamos com os modelos com etanol no tanque, o que rende menos. Assim, obtivemos médias próximas às anunciadas pela fábrica. Como referência, no trânsito congestionado de Belo Horizonte com o Pulse T200 Hybrid, conseguimos fazer 5,7 km/l após 40 minutos. No mesmo trajeto, e sob as mesmas condições, mas no Pulse T200 comum, foram 4,6 km/l.

Neste primeiro contato, não foi possível aferir os números na estrada. Mas, segundo a Fiat, o sistema híbrido é mais voltado ao uso urbano. Quanto ao posicionamento da linha, o conjunto T200 Hybrid está disponível nas versões Audace e Impetus dos dois SUVs, enquanto as versões Turbo sem hibridização seguem em linha até o fim do ano. Com isso, houve reajuste nos preços.

  • Pulse T200 Hybrid Audace: R$ 125.990
  • Pulse T200 Hybrid Impetus: R$ 140.990
  • Fastback T200 Hybrid Audace: R$ 151.990
  • Fastback T200 Hybrid Impetus: R$ 161.990

Conclusão

Rodrigo Tavares/Estadão

Com a chegada do sistema híbrido leve, a Stellantis avança na descarbonização (com incentivos para a produção de veículos mais sustentáveis) e torna a dupla Pulse e Fastback T200 Hybrid ligeiramente mais econômica que antes. A tecnologia da marca italiana é mais simples que um sistema híbrido leve de 48 Volts, por exemplo, mas a Fiat larga na frente das rivais.

Atualmente, apenas o Kia Stonic, que é importado da Coreia do Sul, está disponível com sistema MHEV de 48V. O modelo fica posicionado entre Pulse Audace e Impetus.

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