Ford EcoSport de topo fica mais fraco e mais caro

Tabelada a R$ 103.890, versão de topo do EcoSport perde motor 2.0 de 176 cv e passa a ser equipada com 1.5 de 137 cv do restante da linha; 2.0 vem apenas no Storm 4X4

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Versão Titanium ganha pneus run-flat, que podem rodar vazios por 200 quilômetros com kit de reparo que acompanha veículo Foto: Ford/Divulgação

O Ford EcoSport ganhou mudanças importantes na linha 2020. A principal está na versão de luxo Titanium, que parte de R$ 103.890. Ela era equipada com o motor 2.0 de quatros cilindros de 176 cv e agora usa o 1.5 de três cilindros com 137 cv. Além disso, perdeu o estepe, o que deixou a tampa traseira com visual mais limpo e alinhado ao do modelo vendido na Europa.

Isso foi possível graças à adoção de pneus do tipo run flat, que podem continuar rodando mesmo após terem sido furados ou rasgados. Eles têm uma estrutura reforçada nas laterais que permite que continuem suportando o peso do veículo mesmo tendo sofrido perda substancial de pressão.

Em caso de furo, o sistema de monitoramento de pressão dos pneus exibe um alerta no painel de instrumentos. O sistema identifica o pneu avariado e a quantidade de pressão. A partir daí, o carro pode rodar com segurança por mais 80 km a uma velocidade de até 80 km/h.

Caso o motorista opte por fazer um reparo de emergência com o kit que acompanha o veículo (e é exigido por lei para que se possa dispensar o uso de estepe), ganha-se uma autonomia de mais 200 km até que o carro tenha de ser imobilizado. Cada pneu pode ser reparado uma única vez antes de ser trocado.

No mais, o modelo praticamente não mudou. O conjunto mecânico é formado pelo motor 1.5 TIVCT de três cilindros e 137 cv e pela transmissão automática de seis velocidades. Há opção de trocas manuais por aletas no volante. A opção de câmbio manual é oferecida apenas nos catálogos SE e Freestyle, com o mesmo motor. A Ford diz que na linha 2020 foram feitos ajustes na calibração da direção elétrica, suspensão e freios, além de melhoras no isolamento acústico.

Além dos novos pneus, há outros itens que diferenciam a versão Titanium da imediatamente inferior na gama, a Freestyle 1.5 (de R$ 91.890 com câmbio automático). Os bancos são de couro e a central multimídia Sync3 tem tela de 8 polegadas. Há ainda teto solar elétrico, sete air bags, sistema de monitoramento de ponto cego e tráfego cruzado, sensor de presença e partida sem chave. Luzes diurnas de LED, acionamento automático de faróis e limpadores de para-brisa e rodas de liga leve de 17” (a Freestyle usa peças de 16″) completam o pacote.

Cabine melhorou, mas espaço ainda é problema

Na última reestilização (que a Ford chama de nova geração), o EcoSport mudou mais por dentro que por fora. O acabamento melhorou: a metade superior do painel ganhou plástico mais agradável ao toque. Os bancos de couro dessa versão transmitem certa sensação de luxo. No entanto, nas portas esse material recobre apenas pequena parte do apoio de braços.

Também causa boa impressão o painel reformulado, com instrumentos de ótima leitura. A central multimídia tem tela de tamanho generoso e bom manuseio. Isso garante excelente visualização das imagens da câmera traseira. Mas funções como a busca de endereços no GPS só podem ser executadas com o carro parado. A Ford parece não considerar que um passageiro possa fazer as vezes de copiloto.

Atrás, o espaço é bom apenas para dois adultos e fica aquém de rivais do segmento. O porta-malas com abertura lateral tem bom acesso, mas a capacidade de 356 litros só dá conta da bagagem de dois adultos. E isso se não forem malas grandes.

Motor 1.5 é valente

Responsável por boa parte das vendas do modelo (a Ford não revela o mix), o motor de 1,5 litro é bastante desenvolto em ciclo urbano. A agilidade em saídas,  as trocas de marcha suaves e a direção de respostas rápidas tornam a condução prazerosa no dia a dia. E os pneus run flat não parecem mais ruidosos no rodar. A Ford diz que a diferença ante os convencionais é de apenas 0,5 dB.

Em rodovias, o Eco vai bem em velocidade de cruzeiro, mantendo 3 mil rpm a 120 km/h. Quando exigido para retomadas mais vigorosas, porém, ele está longe de ser um esportivo. A rotação sobe bastante, ele se torna barulhento e ganha velocidade devagar. Nada que incomode boa parte dos consumidores. Mas estradeiros natos serão mais felizes investindo R$ 4.500 extras nos 176 cv da versão Storm.

Motor 2.0 agora é limitado ao EcoSport Storm

Com a reformulação da gama, o motor 2.0 de 176 cv passou a ser oferecido apenas na versão Storm (R$ 108.390), sempre acompanhado de transmissão automática. Com isso, a Ford entende que o modelo agora tem duas versões de topo. A Titanium, com o motor 1.5 e os pneus run flat, seria mais urbana e tecnológica. Já a Storm, com o motor mais forte e o visual de apelo off-road, se mantém como proposta aventureira. O Eco Storm mantém o estepe pendurado na traseira.

Sobre a extensão dos pneus run flat para as versões mais baratas, a Ford diz que tudo dependerá da aceitação do público à nova tecnologia. Mas é claro que a questão também envolve os custos que teriam de ser repassados, encarecendo as opções de acesso. Além disso, o estepe na traseira, mesmo sendo vítima de furtos recorrentes nas grandes cidades, sempre fez parte da identidade visual do modelo e certamente ainda tem seus fãs.

FICHA TÉCNICA – EcoSport Titanium 1.5 2020

Motor – 1.5, 3 cil, 12V, flexivel
Potência (etanol) – 137 cv a 6.500 rpm
Torque (etanol) – 16,1 mkgf (158 Nm) a 4.500 rpm
Câmbio – automatico, 6 marchas
Comprimento – 4,27 metros
Porta-malas – 356 litros

PRÓS E CONTRAS

Prós – Equipamentos. Além dos novos pneus run flat, tem mimos ausentes em rivais dessa faixa de preço, como teto solar e retrovisor interno eletrocrômico

Contras – Porta-malas. Com 356 litros de capacidade, espaço é realmente limitado e capaz de levar apenas a bagagem duas pessoas.

 


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