GM é acusada de vender carros inseguros

Diversos modelos vendidos na América Latina não atingem níveis mínimos de segurança para ocupantes


O Latin NCAP, entidade que mede a segurança dos carros vendidos na América Latina, está acusa a GM de deliberadamente retirar equipamentos importantes de segurança de seus veículos destinados a tais mercados para aumentar as margens de lucro na venda de cada carro.

Os problemas vem sendo notados em sucessivos testes de modelos da fabricante que têm oferecido zero estrelas na proteção para adultos, por não terem air bags ou controles de estabilidade, mesmo que esses equipamentos sejam de série nos mesmos veículos oferecidos em outros países.

O mais recente a ser testado foi o Chevrolet Sail, carro mais vendido do México com mais de 80 mil unidades comercializadas em 2015. O sedã não obteve nenhuma estrela nos testes. Isso porque os testes do Latin NCAP são menos exigentes do que os aplicados na Europa e nos Estados Unidos, o que ressalta o perigo oferecido por esses carros.

Ainda assim, um estudo mostrou que 97% dos donos de Aveo acreditam estar num carro seguro, demonstrando o desconhecimento dos compradores em relação aos dados de segurança.

A GM até respondeu as acusações afirmando que está investindo US$ 5 bilhões (R$ 20 bilhões) no desenvolvimento de uma nova arquitetura veicular que permita lidar com “as demandas dos consumidores da América Latina e outros mercados crescentes”.

No Brasil, o Onix recebeu três estrelas na proteção para adultos, tendo air bags frontais e freios ABS de série (obrigatórios por legislação), enquanto o sedã Classic conseguiu apenas uma na versão ainda sem air bags testada pela entidade. Atualmente, o modelinho tem as bolsas frontais. O sedã Cruze foi melhor, com quatro estrelas, o que configura um panorama melhor do que no restante da América Latina.

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