Teste: JAC T60 aposta no conforto e esquece do câmbio

SUV JAC T60, que começa em R$ 103.990, traz ótima lista de equipamentos e bom espaço interno, mas deixa para lá o prazer ao dirigir

T60
JAC T60 Crédito: Diego Ortiz/Estadão

Bonitão esse JAC aí hein, é novo? Pergunta o corredor anônimo devidamente distanciado por causa da pandemia. É relativamente novo sim e muito confortável, respondo. Anda bem? Bem… É justamente esta a pergunta que não deve ser feita sobre o SUV T60. Em quase tudo ele agrada bastante, do visual à lista de equipamentos. Mas o acerto dinâmico realmente não é seu ponto forte.

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Comecemos pelo lado bom então. Por a partir de R$ 103.990 ele traz em sua lista de equipamentos um sistema multimídia bom e fácil de mexer, com tela de 10,25 polegadas e espelhamento da tela do celular. Não é Android Auto e nem Apple CarPlay, é um sistema alternativo chamado de Easy Link, mas que funciona igual.

Fora isso, há ainda ar-condicionado automático digital, sistema de entrada e ignição sem chave, câmera de estacionamento 360º, entrada USB para os passageiros de trás, controles eletrônicos de estabilidade, tração e de partida em rampa, monitoramento de pressão dos pneus, luzes diurnas de LEDs, direção elétrica progressiva, desembaçador dos retrovisores externos, faróis com regulagem de altura, controle de velocidade de cruzeiro, assistente de frenagem de emergência e rodas de liga leve de 17 polegadas.

Opcionalmente, no pacote que leva o carro a R$ 107.990, há ainda painel totalmente digital, teto solar elétrico, banco forrados de couro e um projetor de luz nos retrovisores que iluminam o pé do motorista. Faltam itens básicos como controle elétrico do encosto do banco e ajuste de profundidade, mas sem dúvida trata-se se um pacote muito competitivo para o segmento dos SUVs médios.

Em termos de espaço, ele tem o mesmo comprimento do líder Jeep Compass, 4,41 metros, e um 1 cm a menos de entre-eixos, com 2,62 metros. Mesmo com tamanhos idênticos, a JAC declara um porta-malas de 650 litros, contra 410 litros do Compass. Uma busca mais detalhada revela que o JAC S4 Refine, na China, o mesmo carro, tem 520 litros. Menos que o dito aqui, mas ainda uma vantagem.

O acabamento, que já foi um grande problema para os chineses, é muito bom no T60. O aspecto sóbrio e de qualidade dos materiais diferentes, incluindo o couro, e o tato agradável fazem do modelo o líder entre os acabamentos da linha da marca no País.

Ao acelerar o T60 a coisa muda

Ao volante, a posição de dirigir é boa, os comandos têm a ergonomia certa e a alavanca do câmbio com a pegada correta da posição da mão, na horizontal, agrada logo de cara. Mas basta dar a partida para o entusiamo dar lugar à crítica. O motor 1.5 turbinado, na ficha técnica, é animador, pois gera 168 cv. O torque de 21,4 mkgf já a 2 mil giros também soa bem. O problema é que o motor veio brigado da China com o câmbio CVT.

Como não se falam muito, o motor acorda pela manhã, faz o café e só quando está indo porta afora o câmbio resolve levantar, o que causa uma lentidão de aceleração e ruído. Não é nada insuportável, mas é de se lamentar, pois fica claro que o motor podia ir além. Ainda mais porque, quando pega o embalo, lá pelas 4 mil rpm, ele fica até forte de andar.

Outra questão é a suspensão. Ela deixa o JAC muito confortável. Na estrada, fica quase imbatível. Mas sua maciez excessiva deixa a carroceria adernar demais em curvas, oscilar muito em vias ruins e bater seco em buracos, dando fim de curso com muita facilidade. Deixando claro que o T60 é um utilitário urbano para quem tem interesse em passear devagar. Nisso ele é muito bom.

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