McLaren revela Speedtail, hipercarro capaz de superar o Bugatti Chiron

McLaren Speedtail pode acelerar de 0 a 300 km/h em 12,8 segundos, garante a marca, e custa mais de R$ 8,2 milhões na Inglaterra, fora impostos

McLaren Speedtail
Crédito: Todas as 106 unidades do McLaren Speedtail já foram vendidas, sendo que a primeira deverá ser entregue em 2020. Foto: McLaren/Divulgação

A McLaren revelou hoje o Speedtail, hipercarro de três lugares capaz de chegar a 403 km/h. Além disso, a fabricante inglesa garante que o modelo acelera de 0 a 300 km/h em 12,8 segundos. Se confirmado, o tempo de aceleração será bem melhor que o do Bugatti Chiron. Ele faz 0 a 300 km/h em 13,1 s, mesmo com motor muito mais potente (o Chiron tem propulsor 8.0 de 16 cilindros, quatro turbos e 1.500 cv).

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Embora não tenha divulgado todas as informações técnicas, a marca inglesa informou que o hipercarro tem propulsão híbrida, que gera 1.050 cv.

As linhas deixam evidentes que a preocupação com a aerodinâmica foi um dos pontos principais no desenvolvimento do modelo. A carroceria é inteiramente de fibra de carbono. O hiperesportivo tem forma de gota.

Há duas pequenas câmeras retráteis, que substituem os retrovisores. As rodas dianteiras têm coberturas fixas, também com o objetivo de reduzir as turbulências.

A McLaren patenteou um aerofólio automático, que é feito por uma elevação da própria carroceria, e não por uma peça destacada. Isso assegurou a continuidade do design, e eliminou a necessidade de um componente complementar.

O modelo tem 5,14 metros de comprimento, ou 55 cm a mais que o superesportivo McLaren P1 e 60 cm a mais que o Chiron.

Por dentro do McLaren Speedtail

O Speedtail tem três lugares, sendo que o motorista vai em posição central, como num carro de Fórmula 1. Os outros dois bancos ficam nas laterais, um pouco recuados.

O assento do motorista é de fibra de carbono, e os laterais são parte integral do monocoque. O couro que reveste os assentos foi desenvolvido para evitar movimentação do corpo com o carro em alta velocidade.

No painel, displays de alta definição sensíveis ao toque substituem praticamente todos os botões físicos de comando do carro. No entanto, alguns botões, como o de ignição e abertura de portas, estão no teto.

Entre eles, há o Velocity mode, o modo veloz, específico para altas velocidades. Com ele acionado, o sistema híbrido prepara-se para a máxima entrega de potência, a traseira ergue-se para destacar o aerofólio, o carro fica 3,5 cm mais baixo e as câmeras retrovisoras se recolhem, para melhorar o arrasto aerodinâmico.

O monocoque de fibra de carbono utiliza também uma mescla de titânio. Uma finíssima camada de titânio é fundida diretamente na carroceria, o que confere um efeito brilhante à superfície, sem alterar o peso e a rigidez estrutural.

A McLaren afirma que as 106 unidades a serem produzidas já foram vendidas, por um preço inicial de 1,75 milhão de libras esterlinas, fora impostos, o equivalente a R$ 8,2 milhões. Os clientes têm total liberdade de customização, para garantir que não haverá dois modelos iguais.

A expectativa é a de que o primeiro comprador irá receber o carro em 2020.


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