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McLaren Senna GTR surge em versão final de 825 cv

Com apenas 75 unidades, já vendidas, McLaren Senna GTR tem motor V8 4.0 biturbo que rende 825 cv

Redação

08 de mar, 2019 · 5 minutos de leitura.

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MCLAREN SENNA GTR. CRÉDITO: MCLAREN/DIVULGAÇÃO
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A McLaren deixou passar o temporal de novidades de superesportivos durante o Salão de Genebra, na Suíça, para apresentar a sua joia da coroa. Depois de mostrar o conceito em 2018, no evento, a marca divulgou as imagens e os dados do McLaren Senna GTR. Essa é a versão de pista do carro que homenageia o tricampeão de Fórmula 1. Nenhum exemplar virá ao Brasil.

Com apenas 75 unidades a serem produzidas, todas já vendidas, o Senna GTR é o McLaren mais rápido em qualquer circuito, além dos carros de Fórmula 1, segundo a marca britânica. Ele tem o mesmo nível pressão aerodinâmica (downforce) do Senna. Porém, supera o pico de gerar downforce de 1.000 kg, a uma velocidade 15% menor que o Senna de rua.

De acordo com a McLaren, o Senna GTR é melhor e mais estável tanto nas curvas de alta velocidade quanto nas de baixa, também nas frenagens. O spoiler dianteiro e o difusor traseiro foram redesenhados para atender os padrões de uso em pista. O aerofólio foi reposicionado, mais para trás, e com isso aproveitar melhor o fluxo de ar gerado pelo difusor.

A bitola do Senna GTR é 77 mm maior no eixo dianteiro (1.731 mm) e 68 mm (1.686 mm) no traseiro. A altura em relação ao solo foi reduzida em 34 mm (1.195 mm) se comparada ao Senna "normal" e o peso em 10 kg. Isso mesmo com a adoção do macaco pneumático integrado, sistema de rádio, extintor de incêndio e telemetria.

Por outro lado, confortos como sistema de áudio e telas sensíveis ao toque foram extirpados do interior, mas o ar-condicionado foi mantido. Os vidros foram substituídos, como em todo carro de corrida, por peças de policarbonato e a abertura das portas é por tiras de tecido.

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O modelo utiliza um motor V8 de 4 litros, biturbo, que rende 825 cv e 81,5 mkgf. As duas turbinas são controladas eletronicamente e os 25 cv extras em relação ao motor do Senna de rua foram atingidos com recalibragem do motor e a remoção do segundo catalisador para reduzir a pressão de retorno.

No conceito, as saídas de escape ficavam nas laterais, à frente das rodas traseiras. Agora, na versão final elas foram reposicionadas para a traseira do esportivo, saindo sob o aerofólio. As saídas na traseira, reduzem o tamanho, peso e a complexidade do sistema de escapamento.

Ele vem equipado com três modos de condução: Wet (molhado), Track (pista) e Race (corrida). A novidade é o Wet, que deixa o controle de estabilidade e freios ABS mais intrusivos e foram calibrados para uso com pneus de chuva. A transmissão, que pode lidar com a função de controle de largada, é a mesma do Senna convencional - sete velocidades e dupla embreagem.