Avaliação

Mercedes C 63 AMG cupê é assustador

Versão preparada do Classe C tem 487 cv, 61 mkgf de torque e um urro tão assustador quanto o seu preço.

22 de dez, 2013 · 6 minutos de leitura.

Mercedes C 63 AMG cupê é assustador
Crédito: Versão preparada do Classe C tem 487 cv, 61 mkgf de torque e um urro tão assustador quanto o seu preço.


Modelo acima é igual ao vendido na Europa, que tem rodas diferentes da versão oferecida no Brasil

Existe algo visceral na versão C63 AMG do cupê do Mercedes-Benz Classe C. É quase uma arrogância diante dos outros carros que, perto dele, simplesmente transitam sobre o asfalto. O urro do motor 6.2 V8 aspirado de 487 cv e 61 mkgf acoplado ao câmbio automático de sete marchas com trocas sequenciais assusta tanto quanto os US$ 208.500 (R$ 490 mil, aproximadamente) de sua tabela.

Essa configuração, preparada pela divisão esportiva da marca alemã, é uma das últimas dessa geração do modelo. A quarta chega ao País no ano que vem, inicialmente na versão “mansa”. A “apimentada” deverá trazer um V8 de 4 litros, que emite menos poluentes. A natureza agradece e os entusiastas certamente vão lamentar.

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A história do propulsor atual, de código M156, que ganhou o nome “63” em alusão ao 6.3 utilizado pelo mítico 300 SEL, está chegando ao fim.

Mas nem tudo é tristeza. O modelo atual é pura catarse. O som gutural e metálico emanado pelo V8 consegue vencer o ótimo isolamento acústico da cabine recheada de couro e alcântara. E faz com que a música do sistema multimídia – que está com visual bem ultrapassado – com MP3, Bluetooth e GPS integrados, se torne insosso.

Estabilidade.

Uma enxurrada de tecnologias mantém o cupê grudado ao chão. Há freios adaptativos de alta performance, com ABS e controles eletrônicos de estabilidade e tração, entre outros. Tudo é feito para que o motorista consiga conter o lado negro do C 63.

Contornar curvas com o cupê é tão fácil e seguro quanto passear com um poodle. Ao ser exigido, esse Mercedes não dá nenhuma pinta que sairá do trajeto. Os freis funcionam de forma extremamente eficiente.

Assim também é a direção, com assistência hidráulica. O sistema tem “peso” na medida certa e respostas muito diretas.

É possível ajustar o comportamento de motor, freios e suspensão, entre outras variáveis, por meio de um botão giratório no console.

As opções são “C” (conforto), “S” (esportiva), “S+” e “M” (manual). A “S+”, é a mais agressiva das quatro disponíveis.

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Ajustes.

Por causa das rodas de liga leve de 18” e dos pneus finos (235/40 na dianteira e 255/35 atrás), o C63 AMG sofre com os buracos das vias da capital. As pancadas da suspensão feita para a Europa, acabam sendo inevitáveis.

Fora isso, o esportivo se comporta bem em nossas ruas. No modo “C”, o pedal do acelerador fica menos arisco, as trocas de marchas são suaves e a sensação é de estar a bordo de um Classe C “normal” com escapamento redimensionado.

O câmbio vai bem quando trabalha sozinho. Mas, na hora de usar o modo manual e fazer as trocas utilizando as borboletas atrás do volante, as coisas podem ficar chatas.

Isso porque a transmissão faz reduções automáticas, sem “perguntar” ao motorista o que ele acha da “decisão”. É como ficar mexendo no controle do videogame enquanto o jogo está no modo de exibição. Mas tudo bem. O que prevalece é a ferocidade da sigla AMG.