Nova geração do A4 inova em tecnologia

Avaliamos o sedã médio da Audi, que chega ao Brasil em 2016 com motor 2.0 turbo de 190 cv


Nova geração está mais tecnologia e ganhou novo motor de 190 cv

O mais tradicional modelo da Audi, que amargou um longo período de defasagem ante a concorrência, pode se gabar agora; em nona geração, o A4 faz o BMW Série 3 e o Mercedes-Benz Classe C parecerem antiquados quando o assunto é tecnologia embarcada, especialmente no capítulo recursos de conectividade. Apresentado no Salão de Frankfurt (Alemanha), que começa neste sábado, o sedã chega ao Brasil em meados do ano que vem.

O carro, que é capaz de rodar sem auxílio do motorista por até dez segundos (leia mais abaixo), deverá ficar mais caro. Isso porque a Audi pretende optar por um pacote com muitos dos novos recursos tecnológicos oferecidos. Atualmente, o A4 parte de R$ 138.190.Haverá apenas a versão com o novo motor 2.0 de 190 cv e 32,3 mkgf , mas outras configurações poderão ser levadas ao Brasil posteriormente. Entre elas está a 1.4 (150 cv).

A versão destinada ao País é a primeira da linha A4 a ter transmissão automatizada de duas embreagens, com sete velocidades. Na geração anterior, a configuração equivalente utilizada a continuamente variável Multitronic – junto com o motor 1.8 de 170 cv.

O resultado da combinação do novo propulsor, que entrega torque máximo bastante alto e disponível a partir de 1.450 rpm, com o rápido é preciso câmbio, é um sedã com um fôlego surpreendente. Muito vigoroso nas retomadas, ele também atinge velocidades altas com facilidade e sem “reclamar”. A 150 km/h, em velocidade de cruzeiro, o A4 continua incrivelmente silencioso e demonstrando disposição para acelerar mais.

O silêncio, porém, é relativo. Se o motorista pisar no acelerador com muita força, vai conseguir escutar um barulho instigante, que aumenta a diversão proporcionada pelo A4 em estradas com trechos sinuosos, por exemplo. E olha que estamos falando de um mero quatro-cilindros – com turbo e injeção direta de combustível.

O barulho – e a diversão ao volante – fica ainda melhor se o motorista acionar o modo Dynamic (esportivo) de condução. Além dele, há ainda o automático, o normal e o confortável. O acionamento desse sistema passou do console para o painel central, ficando mais intuitivo e fácil de operar.

Uma novidade é que, opcionalmente, o recurso pode receber o sistema de amortecimento adaptativo. Nesse caso, o A4 fica até 23 milímetros mais baixo de acordo com a demanda – ou sempre que o motorista aciona o modo Dynamic.

A posição de dirigir é muito boa e o Head Up Display (que projeta informações do painel no para-brisa) pode ter sua altura ajustada, adaptando-se a motoristas de diversas estaturas. Um ponto negativo, porém, é a falta de ajustes elétricos para o banco do condutor, não disponíveis nem opcionalmente. A ausência do recurso que facilita a missão de encontrar a posição ideal de guiar é uma falta grave em um carro com tanta tecnologia inovadora.

Mas o que ele tem de especial?Os novos recursos à disposição do motoristas impressionam, principalmente por se tratar de um dos carros mais simples da marca de luxo. Há tecnologias que, na linha Audi, até agora só estavam disponíveis no jipão topo de linha Q7.

Um dos destaques é o painel de instrumentos virtual. Com esse recurso, o motorista pode escolher o que quer ver na tela do quadro central. Pode ser só dados sobre a condução, ou informações sobre o sistema de entretenimento. Outra opção é projetar, no monitor, o mapa e os dados do navegador GPS com imagens em 3D.

Esses dados também estão na tela central de 8,3″. O monitor é como um tablet, mas diferentemente do que ocorre com os Mercedes-Benz, não parece uma adaptação. Combina muito bem com a cabine. Porém, não é sensível ao toque. Todos os comandos são dados por meio da central chamada pela Audi de MMI, que fica no console central.

O desenho desses botões mudou para deixar a tecnologia mais intuitiva. Além disso, agora há opção de zoom para as imagens da tela central. Há ainda um amplo leque de conexões com smartphones de variados sistemas operacionais, com direito a espelhamento (projeção dos dados do celular no monitor do carro).

Mas é se eu esquecer de carregar meu celular? Problema nenhum. Num console central há um carregador sem fio. Basta colocar o telefone sobre o recurso e o processo tem início imediatamente. A velocidade de recarga é a mesma entregue por um carregador de tomada. Porém, por ora a tecnologia só é compatível com os mais avançados smartphones que utilizam sistema operacional Android, como o Samsung Galaxy S6 e os Nexus 5 e 6. Para o iPhone, é preciso ter um adaptador.

Outra inovação é o sistema que, por meio do GPS, é capaz de ler parâmetros como a topografia do local. Assim, ele pode, por exemplo, automaticamente acelerar ou desacelerar o carro no topo de uma colina, conforme demanda, além de ler placas de trânsito.

O mais interessante dos sistemas é o que promove condução autônoma. Além de sensores e radares, ele usa o leitor de faixa de rolamento para ser capaz de mover o volante e transpor curvas sem ajuda do motorista.

Em combinação com o controlador de velocidade de cruzeiro adaptativo, que freia e acelera o veículo acompanhando o movimento do carro da frente, a tecnologia dispensa a participação do motorista na condução por dez segundos – após esse período, o condutor é avisado, por meio de sinal sonoro, que deve retomar a direção do A4.

No entanto, de acordo com o diretor de desenvolvimento de produto da Audi, Victor Oliveras, não é recomendável usar o celular durante esse processo se o carro estiver em alta velocidade. O auxílio é mais indicado para aliviar a participação do motorista do processo de dirigir em uma situação de trânsito carregado, por exemplo. Durante a avaliação, ele se mostrou um tanto confuso acima de 130 km/h. Em algumas situações, não foi capaz de transpor curvas sozinho.

Visual. O A4 passa a ter a nova identidade da Audi, com a grade frontal já disponível nos modelos Q7 e TT, e que será adotada na próxima geração do restante da gama. Outro destaque fica por conta dos retrovisores separados da carroceria, solução usada para melhorar a aerodinâmica, de acordo com Oliveras.

Por dentro, a versão destinada ao Brasil está bem mais sofisticada, com uso de couro em diversas partes da cabine e de alumínio no painel. Uma saída de ar falsa, no entanto, destoa um pouco do restante do ambiente.

Apesar de ter ficado levemente maior – cresceu alguns milímetros em comprimento e entre-eixos -, o A4 passa a impressão de ser um modelo mais compacto. O peso, por sua vez, foi reduzido em 120 quilos. O porta-malas, de 480 litros, tem abertura elétrica e acomoda pelo menos uma mala grande e duas médias sem esforço.

PRÓS
Tecnologia
Carro é capaz de dispensar motorista por dez segundos e ler topografia do local de rodagem.

CONTRAS
Ajuste manual
Num modelo tão moderno, comandos elétricos para ajustar o banco do motorista deveria ser ao menos opcional.

FICHA TÉCNICA
Motor – 2.0 turbo, 4 cilindros, 16V, gasolina
Potência – 190 cv a 4.200 rpm
Torque – 32,3 mkgf a 1.450 rpm
Câmbio – Automatizado, sete marchas
0 a 100 km/h – 7,3 segundos
Comprimento – 4,72 metros
Largura – 1,84 metro
Entre-eixos – 2,82 metros
Porta-malas – 480 litros

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