Nova Zelândia faz campanha chocante para uso de cinto de segurança

Belted Survivors recria cenas fortes de acidentes de trânsito nos quais cinto de segurança salvou vida de motoristas

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Sobreviventes de acidentes relembram aspecto de corpos após atuação do cinto Crédito: Foto: BeltedSurvivors.nz/Divulgação

O Departamento de Transportes da Nova Zelândia criou uma campanha de impacto para conscientização para o uso do cinto de segurança. O alvo são os motoristas jovens de zonas rurais, que são o grupo que mais morre ao volante no país. Em 2017, 378 motoristas morreram na Nova Zelândia. Desses, 90 perderam a vida por não estarem de cinto

A campanha, chamada de “Belted Survivors”, vai mostrar dez pessoas que sobreviveram a um acidente de carro graças ao cinto. Efeitos especiais de maquiagem, mostrando as marcas deixadas pelo cinto, darão força às imagens. A ideia é mostrar que os cintos podem até deixar marcas, mas salvam vidas.

O Departamento de Trânsito neozelandês vai usar redes sociais, vídeos no YouTube e placas nas ruas para mostrar que vale a pena usar o cinto em qualquer situação. Com o tempo, o site da campanha irá contar mais histórias de quem sobreviveu graças ao cinto.

Os sobreviventes foram maquiados para ficarem parecidos com as fotos do acidente real. Todos já se recuperaram das lesões causadas pelas batidas. Alguns chegaram a ficar meses em hospitais devido à gravidade dos acidentes, mas o cinto de segurança ainda foi crucial para a sobrevivência.

Nos Estados Unidos, além dos motoristas das zonas rurais, os donos de picape também são os menos propensos a usarem cinto de segurança. O departamento de trânsito americano estima de 60% dos motoristas de picapes não utilizam o dispositivo de segurança regularmente.

Cinto no Brasil

No Brasil, um estudo nacional feito pela concessionária Arteris em 2018 mostrou que 8,9% dos motoristas não usam o equipamento de segurança. Entre os passageiros, a falta de cuidado é maior, 36% deles dispensa o item.

Um outro levantamento feito pela Artesp, a agência estadual de transporte, mostrou números parecidos no Estado de São Paulo. Cerca de 7% dos motoristas andam sem cinto e 35% dos passageiros do banco de trás não usam o item.

O uso do cinto de segurança é obrigatório no Brasil. De acordo com o Código Nacional de Trânsito, não usar o equipamento é considerado infração grave, passível de multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH.

Um levantamento mais antigo da Artesp, feito entre 2012 e 2016, mostrou que 57,4% dos ocupantes do banco traseiro mortos em acidentes nas estradas paulistas não usavam o cinto de segurança. O banco de trás é justamente a parte do carro em que o cinto faz mais diferença. O cinto pode reduzir em até 75% o risco de morte em acidentes, de acordo com a agência.


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