Toyota RAV4 chega no mês que vem com quatro motores e 222 cv

Em sua quinta geração, Toyota RAV4 estreia propulsão híbrida com um motor a gasolina e três elétricos e preços a partir de R$ 165.990

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TOYOTA RAV4 HYBRID. Crédito: TOYOTA/DIVULGAÇÃO

O Toyota RAV4 está chegando totalmente renovado. O SUV produzido no Japão já tem data e preços definidos para estrear no Brasil: as vendas começam no dia 13 de junho, por R$ 165.990 na versão S, e R$ 179.990 na SX.

O modelo vem para concorrer na categoria de Honda CR-V e Volkswagen Tiguan com um trunfo muito importante. Em sua quinta geração, o RAV4 será vendido somente em versões híbridas, tecnologia não oferecida pelos concorrentes.

Potência subiu 77 cavalos

O preço inicial subiu R$ 16 mil em relação ao modelo 2019. Mas, em compensação, graças à nova motorização, a potência aumentou 53%. Foi de 145 para 222 cv. Em vez do motor 2.0 de 145 cv do modelo atual, o novo SUV funciona com quatro motores, sendo um a gasolina (2.5 de quatro cilindros, 16 válvulas e 178 cv) e três elétricos (que geram outros 120 cv). Em conjunto, eles fornecem tração nas quatro rodas, o que é outra novidade. O modelo que está saindo de linha era vendido apenas com tração dianteira.

No novo RAV4, o motor a combustão move as rodas dianteiras. Já a tração traseira fica a cargo da propulsão elétrica, que entra em ação em caso de necessidade (perda de tração de alguma roda, por exemplo).

O RAV4 de quinta geração utiliza a nova plataforma TNGA, que a Toyota desenvolveu para seus novos veículos híbridos. É a mesma do Prius, Camry e também a que estará no novo Corolla, a ser lançado no segundo semestre.

A diferença é que o Corolla terá motor a combustão flexível. No RAV4, o 2.5 funciona com gasolina (este propulsor é dotado de injeção direta e indireta, como alguns modelos da Audi. Embora a arquitetura seja a mesma para todos os modelos híbridos da marca, a Toyota informa que o RAV4 divide com o Camry a plataforma GA-K.

A Toyota garante que, graças ao conjunto híbrido, o SUV tem autonomia de até 1 mil km, dependendo do modo de condução. O consumo oficial é de 12,8 km/l na cidade e 14,3 km/l na estrada. Com o tanque de 55 litros, isso equivale a uma autonomia rodoviária de 786 km. O câmbio é automático continuamente variável (CVT). A bateria é de níquel hidreto metálico de segunda geração.

Visual ficou mais agressivo

O visual ficou mais agressivo e moderno. A carroceria tem mais vincos, e faróis e lanternas estão mais estreitos. O resultado é um carro com mais personalidade. O comprimento praticamente não foi alterado (4,6 m, apenas 5 mm menor que o anterior), mas o modelo ficou 1 cm mais baixo (1,68 m) e 1 cm mais largo (1,85 m).

A distância entre eixos aumentou 3 cm, para 2,69 m. Isso amplia o espaço interno. O porta-malas tem capacidade para 580 litros, e o interior também foi inteiramente redesenhado. E a altura livre do solo está 1,5 cm maior (18 cm).

RAV4 vem bem equipado

Desde a versão de entrada, S Hybrid, o RAV4 vem com faróis e lanternas de LEDs, rodas de 18 polegadas, sete air bags, bancos parcialmente de couro (com ventilação nos dianteiros e ajuste elétrico para o do motorista), central multimídia com tela de 7″ – que fica destacada do painel -, chave presencial com botão de partida, ar-condicionado de dupla zona, etc.

A versão mais cara, SX Hybrid, traz adicionalmente teto solar panorâmico, carregador de celular sem fio, abertura de porta-malas por movimento de pé, borboletas para troca de marcha no volante e o pacote de segurança denominado Toyota Safety Sense (TSS).

Esse pacote é dotado de controlador de velocidade adaptativo (acompanha o ritmo do trânsito), frenagem automática de emergência, sistema de manutenção em faixa (com alerta e correção de volante) e farol alto automático (ele reduz sozinho diante de carros à frente, indo ou vindo).

Como ele anda

A avaliação do modelo na Argentina foi muito curta. Consistiu em percorrer um trecho off-road de 1,2 km, sem muitos obstáculos difíceis. Houve ainda uma prova para testar a aceleração, numa pista oval também curtíssima.

Foi o suficiente apenas para atestar que o carro é silencioso, graças à atuação predominante dos motores elétricos em baixa velocidade. A suspensão mostrou bom comportamento no piso irregular, sem transmitir solavancos para a cabine.

Na aceleração mais forte, todos os motores funcionam em sintonia e o carro arranca com agilidade. O acabamento interno agrada, com superfícies macias no painel e laterais. A tela multimídia destacada domina muito o visual do painel, e destoa um pouco do conjunto.


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