O computador de bordo evolui

Item se sofistica, agrega entretenimento e está no centro de soluções para o carro do futuro


Ford Fusion Hybrid tem GPS que 'reconhece' trajetos para regular acionamento do motor elétrico

Com centrais multimídia dominando o painel de compactos a utilitários, os computadores de bordo estão em evidência. Mas não são exatamente uma novidade.

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Os primeiros, dos anos 1990, eram mostradores rudimentares, que só exibiam informações de consumo e autonomia. Os modelos atuais têm telas sensíveis ao toque e exploram a conectividade com o celular, permitindo fazer ligações e acessar fotos e músicas.

Coordenador do curso de engenharia elétrica da FEI, Renato Giacomini diz que eles já podem fazer mais do que isso. “Com a direção elétrica, se você espalhar sensores e programar o computador de bordo, o carro já pode mexer o volante e fazer a baliza sozinho.”

Ele explica que a indústria demora para lançar as tecnologias por questões de custos e segurança. “Alterar projetos sai caro. A tendência é aproveitar o que já existe. Além disso, os engenheiros precisam estar certos de que os novos recursos não vão gerar acidentes ou mesmo recalls, que podem arranhar a imagem da marca.”

Confira abaixo como esses itens estão se desenvolvendo.

ONTEM: APENAS DADOS DE CONSUMO

Os sistemas eletrônicos entraram no carro aos poucos. Primeiro, na ignição, que até então era um processo eletromecânico. Depois veio a injeção eletrônica de combustível, que comandava a abertura e fechamento das válvulas a cada ciclo do motor. A partir da chegada dessa tecnologia, tornou-se possível detectar a quantidade de gasolina consumida, o que abriu espaço para os primeiros computadores de bordo. Lançados nos EUA nos anos 1980, eram mostradores monocromáticos, que exibiam informações simples sobre consumo instantâneo e médio e autonomia do tanque. Começaram a aparecer no Brasil na metade da década de 90. Ainda hoje, há vários modelos em que as informações apresentadas pelo computador de bordo não vão muito além desses dados.

HOJE: RADIOGRAFIA DO VEÍCULO

Na virada do milênio, com a adoção de redes de comunicação interna, sensores de freio e de pressão do óleo e temperatura, que antes eram independentes, passaram a se interligar e trocar dados. Ficou fácil, então, oferecer ao usuário do veículo o acesso a esses dados. Os sistemas a bordo finalmente ganharam contornos de computador, com informações sobre tração, modos de direção e climatização da cabine, disponíveis em telas sensíveis ao toque (ainda que a interface seja mais simples que a de um computador pessoal). O pacote de soluções tecnológicas se completa com centrais multimídia, que agregam música e entretenimento e se conectam com celulares do tipo smartphone, e navegadores GPS, que mostram rotas ao motorista a partir de dados recebidos por meio de satélites.

AMANHÃ: INTERAÇÃO COM O ENTORNO

Os novos recursos passarão a comandar a interação do veículo com o entorno. A peça-chave dessa terceira fase é a direção eletricamente assistida. Ligada aos sensores de estacionamento pelo computador de bordo, ela pode estacionar o veículo sem a ajuda do motorista e coordenar mecanismos que mantêm o carro na faixa de rolagem, além de regular a distância em relação aos demais veículos. Num futuro não tão distante, promoverá a condução autônoma do carro. Rastreadores permitirão a comunicação dos veículos entre si e com a própria cidade, ajudando a diminuir os engarrafamentos a partir da melhoria do ajuste dos semáforos. “Algumas montadoras avaliam a possibilidade de transferir parte dos comandos para o celular e fazer painéis mais simples e baratos”, diz Giacomini.

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