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Oficina vira reduto de mulheres mecânicas

Elas não têm medo de graxa: ambiente era tido até pouco tempo como masculino

28 de jan, 2015 · 4 minutos de leitura.

Oficina vira reduto de mulheres mecânicas
Crédito:Elas não têm medo de graxa: ambiente era tido até pouco tempo como masculino
Evelin Pacchi é mecânica na Auto Mecânica Scopino

Sexo frágil é um adjetivo que há muito tempo não faz jus às mulheres. Elas estão cada vez mais presentes em redutos considerados "masculinos" até recentemente, caso das oficinas, seja como proprietária ou até mecânica.

Após trabalhar como frentista, onde aprendeu a trocar o óleo de motores, Evelin Pacchi fez cursos de especialização e atualmente dá expediente consertando carros na Auto Mecânica Scopino, na zona norte. Ela conta que só teve coragem de ir atrás de uma vaga após receber apoio do marido, pois temia o preconceito.

Trabalhando há quatro anos como mecânica, ela diz que no início os clientes estranhavam quando eram encaminhados a ela. Mas nunca percebeu algum tipo de desconfiança sobre os serviços que fez.O mesmo vale para os colegas de profissão. "No começo eles se ofereciam para ajudar, mas agora dizem para eu me virar que já sei tudo", brinca.

Sustentabilidade. Dona da Oficina Torigoe, na zona leste, Vanessa Martins deu um toque feminino ao local de trabalho. Firme, dá ordens até ao próprio marido. E adotou medidas sustentáveis, como telhas translúcidas e captação de água de chuva. "Conseguimos reduzir o consumo de água e luz em 70%", diz.

Citroën 100% feminina

Há cerca de dez anos, a concessionária Citroën Etoile, em Interlagos, zona sul, teve uma equipe só de mulheres. O projeto foi encerrado após seis meses por “uma questão de mercado”, de acordo com o presidente do Grupo SHC, proprietário da autorizada, Sergio Habib. "A iniciativa foi um sucesso, mas, como não era uma loja para atendimento exclusivo a mulheres, tivemos de mesclar o quadro de funcionários."

De acordo Habib, elas representam 37,5% dos colaboradores do grupo. O executivo diz que dos cinco melhores vendedores, quatro são mulheres. "Elas são mais dedicadas e sensíveis ao que o cliente precisa."

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Evelin Pacchi é mecânica na Auto Mecânica Scopino

Sexo frágil é um adjetivo que há muito tempo não faz jus às mulheres. Elas estão cada vez mais presentes em redutos considerados "masculinos" até recentemente, caso das oficinas, seja como proprietária ou até mecânica.

Após trabalhar como frentista, onde aprendeu a trocar o óleo de motores, Evelin Pacchi fez cursos de especialização e atualmente dá expediente consertando carros na Auto Mecânica Scopino, na zona norte. Ela conta que só teve coragem de ir atrás de uma vaga após receber apoio do marido, pois temia o preconceito.

Trabalhando há quatro anos como mecânica, ela diz que no início os clientes estranhavam quando eram encaminhados a ela. Mas nunca percebeu algum tipo de desconfiança sobre os serviços que fez.O mesmo vale para os colegas de profissão. "No começo eles se ofereciam para ajudar, mas agora dizem para eu me virar que já sei tudo", brinca.

Sustentabilidade. Dona da Oficina Torigoe, na zona leste, Vanessa Martins deu um toque feminino ao local de trabalho. Firme, dá ordens até ao próprio marido. E adotou medidas sustentáveis, como telhas translúcidas e captação de água de chuva. "Conseguimos reduzir o consumo de água e luz em 70%", diz.

Citroën 100% feminina

Há cerca de dez anos, a concessionária Citroën Etoile, em Interlagos, zona sul, teve uma equipe só de mulheres. O projeto foi encerrado após seis meses por “uma questão de mercado”, de acordo com o presidente do Grupo SHC, proprietário da autorizada, Sergio Habib. "A iniciativa foi um sucesso, mas, como não era uma loja para atendimento exclusivo a mulheres, tivemos de mesclar o quadro de funcionários."

De acordo Habib, elas representam 37,5% dos colaboradores do grupo. O executivo diz que dos cinco melhores vendedores, quatro são mulheres. "Elas são mais dedicadas e sensíveis ao que o cliente precisa."