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Perda do manual tem solução
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Perda do manual tem solução

Conforme o caso, dá para baixar o conteúdo pela internet ou adquirir novo livreto a partir de R$ 15,84

05 de fev, 2014 · 5 minutos de leitura.

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 Perda do manual tem solução
Na Chevrolet, cada autorizada tem liberdade para determinar o valor cobrado pelo manual

O manual do proprietário do veículo é um dos “best sellers” menos lidos do planeta. Se você perdeu o seu, a maioria das marcas dispõe de segunda via, que pode ser obtida de graça na internet ou por preços a partir de R$ 15,84 (confira detalhes no quadro à direita). Mas, em geral, o livreto está disponível apenas para carros fabricados a até cinco anos.

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As concessionárias oferecem a segunda via do manual para a maioria dos modelos em produção, mas é preciso encomendar. Das oito montadoras com maior volume de vendas do Brasil, apenas a Peugeot mantém exemplares disponíveis nas autorizadas.


No caso de Chevrolet e Ford, não há preço de tabela. As concessionárias têm liberdade para definir o valor do livreto. Poucas são as marcas que dão ao consumidor a possibilidade de baixar o conteúdo do manual gratuitamente, pela internet. Fiat, Renault e Chevrolet estão entre elas.

E, quanto mais antigo for o modelo, maior será a dificuldade para se obter o manual, já que a legislação brasileira obriga as fabricantes manterem peças de reposição no mercado por apenas cinco anos após o fim da produção do veículo. Das marcas consultadas, apenas Hyundai, Peugeot e Renault têm livretos anteriores a esse período.

ANTIGOS. No caso de modelos muito antigos, dá para encontrar manuais em sites na internet. Inclusive raridades, como os livretos do Gurgel G-15, do Ford Verona e do Volkswagen SP2.


Outra opção são os clubes e encontros que reúnem proprietários de uma determinada marca ou modelo. O preço varia de acordo com o veículo e o ano de fabricação.

GARANTIA. Quem teve o livreto de garantia extraviado também consegue encontrar a segunda via com relativa facilidade, Mas, nesse caso, o problema é recuperar os registros das revisões, normalmente feitos por meio de anotações, selos e carimbos.

Volkswagen, Chevrolet, Fiat, Ford, Toyota, Hyundai e Renault têm sistemas de dados que permitem resgatar essas informações. Mas apenas a Renault e a Hyundai concordam em refazer as anotações na segunda via do manual.


No caso da Peugeot, o cliente precisa procurar a concessionária onde fez os serviços no veículo para pedir essas informações. Isso porque, ao contrário das demais montadoras, a marca de origem francesa não mantém essa base de dados.


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Oficina Mobilidade

Guia de boas práticas para o uso do carro elétrico

Tire suas dúvidas para dirigir com tranquilidade e segurança

12 de abr, 2024 · 2 minutos de leitura.

Os carros elétricos estão cada vez mais presentes nas ruas do Brasil. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), esse mercado emplacou, no País, mais de 49 mil unidades nos oito primeiros meses de 2023, praticamente o total registrado em 2022. Mesmo assim, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o funcionamento desses veículos. Para ajudar você nessa jornada, o Oficina Mobilidade traz algumas dicas. Confira:

1. Como carregar a bateria do carro em casa?

A recarga residencial segue as mesmas recomendações de outros equipamentos elétricos

de alta corrente, como ferro de passar roupa, secador de cabelo e ar-condicionado. Em  comum, eles possuem tomadas de pino grosso, de 20 A. Jamais utilize adaptadores de pino grosso para pino fino, a fim de conectar equipamentos de 20 A em tomadas de 10 A. Isso aumenta o risco de curto-circuito. Os proprietários de veículos elétricos devem ter em casa uma tomada de 220 V e 20 A com cabeamento compatível com a potência a ser consumida, além de sistema de aterramento e proteção.

2. O que é melhor: carga lenta ou ultrarrápida?

A diferença entre as duas operações se resume ao tempo e à necessidade do usuário. Vale lembrar que a recarga ultrarrápida não se encontra disponível em todos os modelos. Durante o desenvolvimento do veículo, a fabricante deve prever essa atividade em seu projeto da bateria e do carregador de bordo.

3. O que devo saber antes de fazer uma viagem?

Planeje a viagem para saber exatamente onde há eletropostos no meio do caminho. Se o percurso for longo, provavelmente a bateria não terá autonomia suficiente até a chegada ao destino. Existem aplicativos que indicam os locais de pontos de recarga. Assim, as paradas podem ser programadas e o passeio vai ocorrer sem a preocupação com falta de carga.

4. Como tirar melhor proveito na cidade e na estrada?

Ao contrário do carro com motor a combustão, o veículo movido a eletricidade é mais econômico na cidade, porque o costumeiro “anda e para” ajuda a recarregar a bateria e, consequentemente, a ampliar a autonomia. Para o uso urbano, se o carro tiver o “one pedal drive” – que praticamente dispensa o pedal de freio –, habilite o recurso para permitir o reaproveitamento cinético de energia. Isso, porém, exige adaptação do motorista nos primeiros quilômetros. Na estrada, se possível, deixe o ar-condicionado desligado, mantenha os pneus bem calibrados e as janelas fechadas para diminuir a resistência do ar, providências que vão poupar energia da bateria.

5. Como aproveitar o recurso de regeneração de energia da bateria?

Mantenha o recurso sempre ativado e na opção de máxima regeneração. Alguns fabricantes deixam a cargo do cliente a decisão sobre o uso e a intensidade da regeneração. Mas há modelos que ainda não oferecem tais ajustes.

6. Que cuidado devo ter com a manutenção do carro elétrico?

A manutenção é diferente da do automóvel a combustão, porque o carro elétrico tem apenas 50 partes móveis, ante 350 do convencional. De toda forma, siga sempre as orientações da fabricante que constam no manual do proprietário em relação aos prazos e ao que observar nas revisões.

7. O que é preciso mexer ou trocar nas revisões?

O carro movido a bateria dispensa itens como velas, correia, filtros de combustível e de óleo, engrenagens de câmbio e virabrequim, tornando as revisões mais simples e baratas. Como existe um trabalho de frenagem automática quando o motorista tira o pé do acelerador, o sistema de freio é bem menos exigido, evitando o desgaste das pastilhas. A revisão inclui inspeção das portas de carregamento e dos rotores e avaliação da bateria. Fechaduras, filtro de ar-condicionado, suspensão, dobradiças e trincos também são vistoriados.

8. Os pneus dos carros elétricos são diferentes?

Os pneus de veículos elétricos apresentam a mesma estrutura básica em termos de componentes (talões, camada estanque e banda de rodagem). No entanto, algumas modificações ocorrem durante o projeto, como materiais utilizados, desenho e capacidade de carga. Eles são mais resistentes e recebem reforços estruturais, uma vez que o carro elétrico, geralmente, é mais pesado por conta da instalação da bateria. Jamais coloque um pneu normal para rodar no carro elétrico, pois sofrerá desgaste prematuro devido ao peso extra. Além disso, tenha em mente que o consumo do pneu pode ser maior por causa do alto torque no caso de dar arrancadas rápidas.

9. Que fatores afetam a autonomia da bateria?

Ligar o ar-condicionado na potência máxima, fazer arrancadas em busca de desempenho superior e não aproveitar da melhor forma a regeneração impactam diretamente a autonomia da bateria.

10. Como lavar o carro elétrico?

A lavagem deve ser realizada como se fosse um carro convencional, já que as vedações seguem os padrões de estanqueidade para os componentes elétricos e eletrônicos do sistema de tração. As baterias são testadas contra inundações e, em caso de acidente, o fluxo de corrente é imediatamente desligado para não haver risco de choque elétrico aos ocupantes.

11. Como rebocar um carro elétrico/híbrido?

Para que o carro elétrico seja rebocado de forma segura, o guincho precisa ser do tipo plataforma. É importante que as rodas do veículo não encostem no chão, pois elas possuem um sistema de regeneração de energia, que ajuda no recarregamento da bateria. Também é necessário que o veículo esteja em marcha neutra.

Lembre-se de que as recomendações podem variar conforme o fabricante e o modelo do carro elétrico. Por isso, é importante consultar o manual do proprietário. Além disso, as infraestruturas de carregamento estão em constante evolução, exigindo que o motorista se atualize sobre as opções disponíveis em sua região.