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Poluição em São Paulo está caindo

Estudo da Cetesb mostra que os níveis de poluição no Estado de São Paulo têm diminuído ao longo dos anos

Hairton Ponciano

18 de out, 2019 · 9 minutos de leitura.

Qualidade do ar Cetesb" >
Com a renovação gradual da frota de automóveis e a chegada de novas tecnologias, o nível de poluição tem melhorado ao longo dos anos
Crédito:Werther Santana/Estadão

Ainda é cedo para comemorar, mas a poluição no Estado de São Paulo tem diminuído ao longo dos últimos anos. Dados da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) demonstram que o nível dos gases poluentes tem caído. Para se ter uma ideia, nos últimos 12 anos a emissão de monóxido de carbono (CO) caiu pela metade.

De acordo com o gerente do setor de emissões veiculares do órgão, Marcelo Pereira Bales, a redução gradual pode ser creditada ao Proconve, programa instituído nos anos 80 para controlar as emissões veiculares.

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Naquela época, os automóveis ainda utilizavam carburador. Atualmente o programa está na sexta fase, chamada de L6. A cada etapa, os limites de emissão foram sendo restringidos, o que exigiu a introdução de motores mais modernos. Segundo o órgão ambiental, fatores como renovação gradual da frota de automóveis (entrada de novos veículos e sucateamento de modelos velhos) e introdução de novas tecnologias (injeção eletrônica e catalisador, por exemplo) podem explicar a diminuição da poluição.

Mesmo assim, de acordo com a Cetesb, ainda que as emissões estejam decrescendo, a qualidade do ar nas grandes cidades apresenta altos níveis de concentração de ozônio e de material particulado. Nesse caso, embora não se trate de material poluente, eles “não protegem a saúde das populações expostas”.

Índice de monóxido de carbono caiu pela metade

O gráfico abaixo mostra que em 12 anos (entre 2006 e 2017) as emissões de monóxido de carbono (CO) caíram das 658 mil toneladas emitidas no Estado em 2006 para 328 mil toneladas em 2017. Assim, embora a queda tenha sido relevante, os níveis atuais ainda são muito elevados.

É preciso levar em conta, no entanto, que não há uma relação direta entre os dados referentes a cada poluente. O nível de emissão de cada um é muito diferente. Eles só aparecem próximos para poder figurar no mesmo gráfico.

O vetor vertical refere-se a 1.000 toneladas de emissões, enquanto o horizontal representa os anos.

Além da redução no monóxido de carbono, a queda é verificada também nos outros poluentes. Os óxidos de nitrogênio (NOx) caíram de 238 mil toneladas em 2006 para 155 mil t em 2017. O nível de hidrocarbonetos não metano (NMHC) foi reduzido de 128 mil toneladas para 70 mil toneladas. O dióxido de enxofre (SO2) caiu de 13,9 mil toneladas para 4,7 mil toneladas. Nesse caso, houve uma brusca redução em 2014, época em que o nível de enxofre na gasolina foi reduzida fortemente.

De acordo com a Cetesb, 60% dessas emissões estão concentradas em regiões metropolitanas. Os automóveis foram os maiores responsáveis pela emissão de CO e NMHC. Caminhões respondem pela emissão de material particulado (MP), NOx e SO2. O Estado de São Paulo detém cerca de 40% da frota nacional.

Poluição pode até causar câncer

O monóxido de carbono reduz a oxigenação no sangue. Já o material particulado é uma espécie de fuligem que, devido a seu pequeno tamanho, mantém-se suspensa na atmosfera e pode atacar as defesas do organismo.

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Entre os sintomas causados no corpo humano estão irritação de olhos e garganta, dor de cabeça, bronquite, asma e até câncer de pulmão.

Em grande parte, o material particulado é representado pela fumaça preta emitida por motores a diesel desregulados. Mas ele também pode ser causado por partículas de pneus no asfalto e materiais de freio e embreagem, por exemplo. Embora esse material normalmente fique depositado no chão, ele tende a voltar à atmosfera por causa de ventos ou movimentação de veículos. É o que a Cetesb chama de “emissão de ressuspensão”.

Veja como economizar combustível

Como o nível de emissão está diretamente relacionado ao consumo de combustíveis, é importante economizar. Para conseguir esse objetivo, basta seguir algumas dicas simples.

Em primeiro lugar, não se deve encher o tanque até a boca. Pare o abastecimento logo que a bomba desligar automaticamente. Tentar colocar mais combustível é puro desperdício, já que o excesso pode ir direto para o cânister.

Esse filtro de carvão tem a função de eliminar gases provenientes do combustível. Além de jogar dinheiro fora, a prática pode estragar o filtro. Além disso, quanto mais combustível entrar no tanque, maior é a emissão evaporativa. O tanque tem em seu interior vapores de combustível. À medida que o líquido entra, esses vapores são expulsos para a atmosfera.

Pneus descalibrados são um dos principais vilões do alto consumo de combustível. Pressão mais baixa que a recomendada aumenta a área de contato com o piso. E, com isso, o atrito fica mais elevado.

Se a direção estiver desalinhada, o motor terá de fazer mais força para movimentar o veículo. Procure calibrar todos os pneus a cada abastecimento.

Dirigir como piloto não é boa ideia

A maneira como você dirige é essencial para economizar combustível. Não acelere mais que o necessário. Deixe a velocidade subir gradativamente. Excesso de rotação eleva muito o consumo. E, se o semáforo à frente estiver fechado, diminua a aceleração com antecedência, para não precisar frear muito.

Agindo assim, além de economizar combustível, você também vai poupar freios. Também é importante não esticar as marchas. Procure trocá-las dentro da faixa de maior torque do motor, mais ou menos em torno de 3.000 rpm. Fazer mudanças com rotações muito elevadas aumenta muito o consumo.

Segurar o carro em subidas com os pés na embreagem e no acelerador não só eleva o consumo de combustível como também acelera o desgaste da embreagem.

E não se esqueça de manter a manutenção em dia. Verifique as condições de velas, cabos de ignição e filtros de ar. Se a queima de combustível não estiver sendo bem feita, haverá elevação de consumo. O meio ambiente e seu bolso agradecem.

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