Renault Kwid
Renault Kwid, que está sendo lançado hoje, em São Paulo, chega como o carro mais leve do mercado (apenas 758 kg). Foto: Rodolfo Buhrer/Renault

Renault Kwid chega como o carro mais leve do mercado

Mesmo sendo maior que o Mobi, Renault Kwid é quase 150 kg mais leve que o Fiat, com reflexo no desempenho e consumo

Por Redação 03 de ago, 2017 · 6m de leitura.

O lançamento de maior peso da Renault nos últimos anos é o carro mais leve do País. Um dos pontos altos do Kwid é o baixíssimo peso.

A montadora informa que o hatch de 3,68 metros pesa 758 kg na versão básica, Life; 779 kg na
intermediária, Zen; e 786 kg no modelo mais equipado, a Intense.

Baixo peso tem influência direta no desempenho e no consumo. Além disso, quanto menos energia o automóvel gasta para movimentar a si próprio, mais peso útil (pessoas e bagagem) ele pode levar. No caso do Kwid, a Renault informa que ele está apto a transportar até 375 kg.


Para se ter um ideia de o que representa o peso do Kwid, o Fiat Mobi, que é 11 cm mais curto (3,57 m), pesa 907 kg, ou 149 kg a mais. E isso já na versão básica, Easy. O Chery QQ tem 940 kg.

Segundo a Renault, com etanol o Kwid faz média de 10,3 km/l na cidade e 10,8 km/l na estrada. Se o consumo urbano pode ser considerado bom, na estrada ele é alto, especialmente para um automóvel 1.0 tão leve. Ainda não testamos o carro, mas essa média elevada em rodovia pode ser um indicador de que o diferencial curto deixa a rotação do motor muito alta em quinta marcha. A conferir.

O modelo está sendo lançado oficialmente hoje à imprensa, em São Paulo. Como já publicamos, o Kwid chega custando de R$ 29.990 (Zen) a R$ 39.990 (Intense, com central multimídia). A intermediária é a Zen, que custa R$ 35.390. No entanto, qualquer cor além do branco sólido acrescenta R$ 1.400 em todas as versões.


O motor é o 1.0 de três cilindros e 12 válvulas que estreou no Sandero e Logan, no fim do ano passado, porém com 12 cavalos a menos. Contra os 82 cv dos irmãos maiores, no Kwid ele rende 70 cv com etanol e 66 cv com gasolina.

Com isso, ele passa a ser o menos potente entre os 1.0. A compensação é que o baixo peso é seu aliado, já que a relação peso-potência é de 10,8 kg/cv (o número refere-se ao peso que cada cavalo do motor tem de “puxar”). O torque é de 9,8 mkgf com etanol e de 9,4 mkgf com gasolina. A diferença é que no novo hatch os comandos de válvulas não são variáveis.

Segurança. Em termos de segurança, a maior diferença em relação à concorrência é que todas as versões trazem de série quatro air bags (dois frontais e dois laterais), além de sistema Isofix para fixação de cadeirinha infantil, em duas posições do banco traseiro.


O porta-malas, com capacidade para 290 litros, é equivalente ao do Volkswagen Up! e Gol (285 l). O tanque de combustível, no entanto, é minúsculo: apenas 38 litros. Como comparação, o do Nissan March (que era o menor da categoria até agora) tem 41 litros.

A versão básica, Life, vem praticamente “pelada”. A direção é mecânica, não há ar-condicionado e ar rodas são de ferro.

A Zen traz direção elétrica, ar-condicionado, rádio com Bluetooth e comandos elétricos para travas e vidros (dianteiros). A topo de linha, Intense, acrescenta retrovisores elétricos, faróis de neblina, abertura elétrica do porta-malas e central multimídia, com GPS e câmera de ré. As rodas, apesar de parecerem ser de liga-leve, ainda também usam calotas plásticas.


A Renault classifica o Kwid como um utilitário-esportivo, graças a atributos como altura livre do solo (18 cm) e ângulos de entrada (24 graus) e saída (40 graus) elevados. O modelo está sendo produzido na fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná.

Newsletter Jornal do Carro

Complete seu cadastro para receber as últimas notícias do Jornal do Carro diretamente no seu e-mail.

Campo obrigatório
Tudo certo!

Seu cadastro foi enviado. Em breve você receberá as últimas notícias do Jornal do Carro diretamente no seu e-mail.