Sandero GT-Line 1.0 é um cordeiro em pele de lobo

Com visual esportivado e comportamento dócil, versão GT Line 1.0 é bom negócio dentro da gama do Renault Sandero

Renault Sandero GT-Line
Renault Sandero GT-Line Crédito: Renault

Com aerofólio traseiro, saias laterais e rodas de liga leve em tom grafite, o Renault Sandero ganha um certo ar invocado. À primeira vista, um observador menos atento pode até pensar que se trata do esportivo RS, especialmente se a pintura do carro for branca ou preta.

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Por baixo dessa cara de mau, porém, bate um coração bonzinho. Afinal, o motor é o 1.0 de três cilindros e apenas 82 cv quando abastecido com etanol. Trata-se da versão esportivada GT Line, que a Renault vende a R$ 49.190 com o propulsor de 1 litro (há também a opção 1.6 de 118 cv, por R$ 57.990).

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Os adereços vêm bem a calhar para quem não quer ter um Sandero com cara de carro de locadora – grande parte dos exemplares do Renault em circulação é das despojadas versões Authentique e Expression, presença certa em frotas. Mesmo para quem não liga muito para o visual, porém, o GT Line 1.0 é um ótimo negócio dentro da gama do Sandero.

Isso porque, curiosamente, a versão GT Line é mais barata e equipada que a Expression 1.0, que custa R$ 50.490. Essa versão vem sem faróis de neblina ou rodas de liga leve. E cobra R$ 2 mil extras pelo pacote com central multimídia, GPS e câmera de ré, itens oferecidos de série na opção esportivada.

Sandero GT-Line 1.0 é bom para a cidade

Nos deslocamentos do dia a dia, o Sandero GT Line 1.0 não decepciona. O torque máximo só surge a 3.500 rpm, mas as marchas curtas ajudam a conferir agilidade ao carro. Mesmo sem as respostas empolgantes de um Ford Ka ou Hyundai HB20, que também têm motores de três cilindros, o desempenho é suficiente para quem usa o carro principalmente na cidade.

Por outro lado, ao rodar com o carro carregado ou em aclives, o motorista lembra que está a bordo de um típico modelo 1.0. É preciso elevar bastante o giro para extrair força nessas situações. Na estrada, o motor trabalha em rotação elevada – 3.000 rpm a 90 km/h e 4.000 rpm a 120 km/h – e exige certa paciência em retomadas de velocidade.

Virtudes e limitações são velhas conhecidas

No mais, o Sandero GT Line 1.0 tem as mesmas limitações e virtudes já conhecidas do hatch. Como nas outras versões, o acabamento abusa de plásticos duros e os bancos ficam devendo em firmeza e ergonomia.

A tampa traseira não abre à distância com o controle remoto da chave e não há travamento automático das portas com o carro em movimento. Além disso, a porta USB presente no painel tem baixa amperagem e não recarrega a bateria do smartphone – no máximo, ajuda a reter a carga.

Já o espaço interno continua sendo o melhor da categoria, graças ao bom entre-eixos de 2,59 metros. A cabine é ampla, tem acesso fácil e três adultos viajam atrás com conforto acima da média para um hatch compacto.

Sandero GT Line 1.0: prós e contras

Prós: CUSTO-BENEFÍCIO. Por apenas R$ 1 mil a mais que a versão de entrada, oferece central multimídia completa e interessante visual esportivado.

Contras: ACABAMENTO E DETALHES. Qualidade dos materiais, má ergonomia e economia em detalhes lembram que o Sandero é um projeto de baixo custo.

Ficha técnica do Sandero GT Line 1.0

Preço sugerido: R$ 49.190
Motor: 1.0, 3 cil., 12V, flexível
Potência: 82 cv a 6.300 rpm
Torque: 10,5 mkgf a 3.500 rpm
Câmbio: manual, 5 marchas
Comprimento: 4,06 metros
Porta-malas: 320 litros


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