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Sob “tutela” da Porsche, Bugatti e Rimac formam maior fabricante de hipercarros do mundo

Porsche e Rimac selam acordo de controle da Bugatti e criam joint venture para formar a maior fabricante de hipercarros do planeta

Vagner Aquino, Especial para o Jornal do Carro

10 de jul, 2021 · 4 minutos de leitura.

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Bugatti-Rimac deve entrar em operação até o fim do ano, mas de início produção permanece sem alterações
Crédito:Bugatti/Divulgação

Bugatti-Rimac. Este é o nome da mais nova joint-venture que une a francesa Bugatti – que até o momento fazia parte do Grupo Volkswagen – e a Rimac, que fabrica supercarros elétricos na Croácia. Ou seja, vem coisa grande por aí.

Por enquanto, ambas continuarão sediadas em seus países de origem, afirma o comunicado da Porsche. Mas o que a Porsche tem a ver com isso? Tudo. Afinal, a marca alemã tem participação na Rimac Automobili desde 2018. Da nova strartup, a marca deterá 45% – os 55% restantes são da própria Rimac. A ideia, afinal, é desenvolver, em conjunto, novos modelos, segundo o comunicado.

Bugatti
Bugatti/Divulgação

“Estamos combinando a forte experiência da Bugatti no ramo de hipercarros com a inovação da Rimac no campo altamente promissor da mobilidade elétrica”, disse o presidente da Porsche, Oliver Blume. Junto com o vice-presidente da marca, Lutz Meschke, o executivo fará parte do Conselho de Supervisão da Bugatti-Rimac.

Planos da Bugatti-Rimac

Recriada pela Volkswagen na década de 1990, a Bugatti (que existe desde 1909) é responsável por ícones como o La Voiture Noir, que chegou a ser o carro mais caro do mundo – por valor equivalente a R$ 71 milhões – e o Chiron (US$ 3 mi, quase R$ 16 mi). Neste último, a motorização a gasolina tem 16 cilindros em W e 1.500 cv. A velocidade máxima é de 420 km/h.

Bugatti
Bugatti/Divulgação

A Rimac, entretanto, foi fundada em 2009 por Mate Rimac. A marca, em síntese, desenvolveu carros elétricos como o Rimac Concept_One, de 1.224 cv, e o Nevera, primeiro modelo de produção em série da marca, que custa US$ 2,4 milhões (um pouco mais de R$ 12,5 mi) e passa dos 1.900 cv. A autonomia, de acordo com a fabricante, é de 500 km.

Com um histórico tão rico, espera-se que a joint venture (estabelecida até o fim do ano, uma vez que depende da aprovação de autoridades) lance – pelo menos alguns – carros elétricos com o nome Bugatti. Mas isso “não significa que a marca produzirá apenas carros elétricos”, disse Rimac, que será o presidente-executivo da Bugatti-Rimac. Segundo ele, o sucessor do Chiron, provavelmente, seja híbrido.

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