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Stellantis começa a produzir motor 1.3 GSE turbo de 180 cv que equiparão modelos da Fiat e Jeep

Fábrica da Fiat em Betim produzirá cerca de 700 mil motores e 500 mil transmissões por ano que abastecerão todo o grupo Stellantis na América Latina

Emily Nery, para o Jornal do Carro

11 de mar, 2021 · 6 minutos de leitura.

Motor T4 1.3 turbo GSE da Stellantis terá potência acima dos 180 cv com etanol" >
Motor T4 1.3 turbo GSE da Stellantis terá potência acima dos 180 cv com etanol
Crédito:Divulgação/Stellantis/Leo Lara

A Stellantis finalizou a construção da nova unidade de fabricação dos motores 1.0 e 1.3 GSE turbo, que equiparão os futuros modelos da Fiat e Jeep. A planta está sediada no polo da Fiat em Betim (MG) e teve um investimento avaliado em R$ 400 milhões.

De acordo com o grupo, a unidade terá capacidade inicial de produzir 100 mil motores por ano. Primeiramente, a fábrica começa a fazer os motores de quatro cilindros turbo. Estamos falando do propulsor T4, de 16V 1.3 GSE turbo que desenvolve até 180 cv e 27,5 mkgf a gasolina.

Contudo, uma versão turboflexível abastecerá o mercado interno e deve ultrapassar a potência nominal anunciada pela empresa. Com o intuito de ser o sucessor dos motores 2.0 Tigershark flex, o trem de força equipará o Compass reestilizado, bem como o novo SUV da Jeep de sete lugares. No caso da Fiat, as versões da topo do facelift da Toro receberão o novo propulsor.

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T3 subtituirá o motor 1.8 E.torq de 139 cv

Em seguida, a planta receberá um segundo investimento na ordem dos R$ 100 milhões para construir os motores internamente chamados de T3. Por sua vez, eles serão os motores turbo 1.0 12V GSE que devem atingir potências entre 120 e 130 cv.

Caberá a esse trem de força substituir as versões de produtos do grupo que hoje se beneficiam do motor 1.8 T.torq de 139, como é o caso do Renegade, Fiat Argo e Cronos. Mas será o Progetto 363, a versão SUV do Fiat Argo, que inaugurará a nova propulsão

Além disso, a Stellantis confirmou que deve produzir cerca de 500 mil transmissões na nova fábrica que abastecerão anualmente todo o mercado latino-americano. No entanto, não revelou oficialmente qual será o tipo do câmbio. Mas a própria Fiat já anunciou que usaria o câmbio do tipo CVT, com caixa da japonesa Aisin.

Linha de montagem da fábrcas de motores turbo da Stellantis
Divulgação/Stellantis/Leo Lara

Tecnologia Multiair

Foi revelado também que as novas motorizações contarão com a tecnologia MultiAir III no duplo comando das válvulas variáveis. Esse sistema permite um controle total do tempo de abertura das válvulas, da elevação das válvulas de admissão e da carga do motor, por meio de um sistema eletro-hidráulico.

Desse modo, esse funcionamento contribui para redução de combustível em operações de baixa e média carga. O conjunto mecânico ainda conta com injeção direta e turbocompressor com válvula wastegade eletrônica, que garantem um maior controle da sobrealimentação do motor.

Motor T4 1.3 turbo GSE da Stellantis terá potência acima dos 180 cv com etanol
Divulgação/Stellantis/Leo Lara

Dentre outras características da família de motores estão o termostato elétrico comandado pela centralina que faz com que o motor mantenha sua temperatura ideal de funcionamento com mais velocidade e precisão, assim como a corrente de distribuição silenciosa e ?for life?. Ela reduz o ruído e dispensa manutenção.

Os novos motores GSE prometem reduzir o tempo de aquecimento do motor para que diminua as emissões de gases e o consumo de combustível, especialmente em trajeto urbanos. Uma as façanhas para atingir esse resultado é utilizar um bloco de alumínio, material mais leve que esquenta mais rapidamente.

Carlos Tavares, Mike Manley e Antonio Filosa
Visita de Carlos Tavares, CEO da Stellantis, na Planta da Fiat em Betim Foto: Leo Lara
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Novos empregos

A inauguração da planta em Betim contou com a visita do CEO da Stellantis, Carlos Tavares, em conjunto com Mike Manley, Head of Americas, e Antonio Filosa, COO da Stellantis para a América do Sul. "A inauguração desta planta de motores turbo representa um passo estratégico na direção de ampliarmos nossa presença na América Latina, anunciou Filosa.

Além disso, a nova fábrica empregará diretamente 350 pessoas. Contudo, se considerarmos a cadeira produtiva e de desenvolvimento dos motores, serão gerados cerca de três empregos para cada posto de trabalho direto.



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