Teste: Ford Shelby GT 500 chega perto da perfeição

Aceleramos o novo Ford Mustang Shelby GT 500 com seu V8 de 770 cv pelas estradas de Los Angeles

Shelby
Ford Mustang Shelby GT 500 Crédito: Ford/Divulgação

Em 2005, após algumas gerações de estilo duvidoso, o Mustang começou a voltar a ser Mustang. Melhorou, mas ainda faltava aderência em curvas, reforçando a mística de que muscle cars são bons apenas em linha reta. Agora, com o Ford Mustang mais potente da história, o Shelby GT 500 mostra por que a Ford venceu a Ferrari em Le Mans em 1966. Há uma beleza ímpar, absurda potência de 770 cv e controle acima de tudo.

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O carro é digno do legado de Carroll Shelby, morto em 2012. O motor 5.2 V8 tem compressor mecânico, que se junta aos oito canecos para gerar a potência máxima aos 7.300 rpm, com torque de 86,4 mkgf. Na estrada sinuosa que leva a Buckhorn, na Califórnia, com retas mais longas e curvas fechadas, as retomadas podiam ser feitas em terceira marcha, tamanha a força do carro. E com ele grudado no chão, graças ao impecável trabalho da suspensão.

O câmbio Tremec de dupla embreagem e sete marchas retarda as trocas nas acelerações para manter o giro sempre alto. E, quando o motorista se empolga, os freios Brembo fazem um ótimo serviço. Mas sem excesso de assistência, deixando o controle para o motorista. São seis pistões e discos de 420 mm na dianteira e quatro pistões e 370 mm na traseira.

Há cinco modos de condução, que vão do Normal, passando pelo Sport e chegando ao Drag Strip, capaz de deixar duas faixas de pneus nas arrancadas. O modo normal segura a barra do V8 e libera “apenas” 466 cv. Nesse modo, a suspensão traseira independente fica com mais retorno de mola para passar em buracos. Ele não fica fraco neste modo, mas claramente se torna menos arisco, o que ajudou muito no retorno com o carro para Los Angeles e seu trânsito interminável.

A potência toda só é liberada no Sport, mas ainda com algum controle eletrônico de estabilidade e tração. O que não ocorre no Drag Strip, que ainda abaixa a suspensão do automóvel, por meio dos amortecedores magnéticos, para dar mais pressão aerodinâmica. Há também um controle de largada, que só pode ser acionado 100 vezes e depois deve receber uma revisão. Mas este só está disponível nas versões com câmbio manual.

A direção com assistência elétrica é bastante precisa, mas mesmo em velocidades altas ela é pouco rígida, então exige que o motorista se acostume antes de tentar bater seu próprio tempo. Os assentos com desenho esportivo têm uma proteção lateral bem grande e seguram o corpo do motorista em curvas mais rápidas. A posição de dirigir é perfeita, com volante e pedais bem centralizados. E, mesmo com a linha de cintura alta, a visão periférica não é afetada. A única coisa que não dá para ver mesmo é o fim do bico do carro, como em todo muscle car.

Com praticamente um carro de corrida nas mãos, a segurança também é importante. O Shelby GT 500 tem air bags frontais, laterais e de joelho para o motorista. E mais o Personal Safety System, que atua em caso de risco de colisão. Por meio de vários sensores, o sistema prevê o tipo e a severidade da batida, de modo a reduzir os riscos de ferimentos. Além disso, a carro “chama” o serviço de socorro sozinho. Mesmo que o motorista esteja consciente.

Bancos do Shelby GT 500 oferecem bom apoio lateral

Além de ser o mais potente, o GT 500 também é o mais refinado de todos os Shelby. A cobra naja, símbolo da marca, está em vários locais da cabine. Deixando para a Ford um logotipo apenas na parte de cima do para-brisa. Isso agrega charme, mas nem tanto quanto o painel 100% digital com tela de 12 polegadas, que pode ser totalmente personalizado. E, mesmo que o motorista não mexa em nada, basta alterar os modos de condução que os mostradores se adequam automaticamente. Deixando, por exemplo, um largo contador de giros como destaque no “Sport”.

O acabamento é de couro e alumínio, com bancos, volante e outros detalhes cobertos de Alcantara (opcional). Tudo é muito bem feito e com qualidade. Bancos da Recaro ainda mais esportivos também estão disponíveis. O ar-condicionado tem duas zonas de climatização, mas não é digital, e simula botões usados em aviões.

No quesito entretenimento, há o Sync 3, com Waze incluído, rádio por satélite Sirius XM, duas portas USB e sistema de som com nove alto-falantes.

Como opcional há um equipamento da marca Bang & Olufsen com 12 alto-falantes e subwoofer instalado no porta-malas. E navegação por GPS com comando de voz.

No visual, destacam-se as rodas de alumínio de 20 polegadas com acabamento escurecido – as de fibra de carbono são opcionais –, pinças de freios pintadas de vermelho, um grande aerofólio e o símbolo da Shelby na grade dianteira.

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