Teste: Suzuki Jimny mostra que tamanho não é documento

Nova geração do jipinho mais simpático do mercado, Suzuki Jimny ganha sobrenome Sierra e parte de R$ 103.990

jimny sierra
JIMNY AGORA TEM O SOBRENOME SIERRA Crédito: SUZUKI/DIVULGAÇÃO

Tal qual o franzino Davi na história da Bíblia, ao qual as pessoas não davam o respeito as suas aptidões, olhar para o Suzuki Jimny Sierra sem conhecê-lo é duvidar de suas capacidades. A nova geração do simpático jipinho chega ao Brasil, importado do Japão, querendo mostrar mais uma vez que ele não tem medo de nada, nem de ninguém.

A marca não esconde que, apesar de ser uma nova geração, o modelo é uma evolução da anterior, que ficou cerca de 20 anos no mercado. Ele chega em três versões e com uma grande novidade – inédita no modelo – o câmbio automático de quatro velocidades do qual falaremos mais adiante.

As versões são 4You manual, 4You automática e 4Style automática. Os preços são de R$ 103.990, 111.990 e R$ 122.990, respectivamente. Ele irá conviver com a antiga geração no País, que é nacional, e continua a venda em quatro versões 4Work (R$ 74.490), 4All (R$ 77.990), 4Sport (R$ 85.990) e a Desert (R$ 92.990).

Na nova geração, o Jimny ganhou o “sobrenome” Sierra. O motivo é interessante. No Japão, terra natal do modelo, a nova geração tem uma versão ‘miniaturizada’ dentro das especificações de Kei Car. Isso significa que é ligeiramente menor e com motor restrito a 660 cm³ apenas.

E essa versão ‘compacta’ foi batizada de Jimny, sendo a maior e vendida para o resto do mundo – inclusive o Brasil – com o sobrenome Sierra para se diferenciar. Além disso, o Brasil também é o único lugar do mundo a manter a geração anterior em produção e à venda junto com a nova.

Entre as mudanças aplicadas a nova geração do Jimny Sierra, estão novos eixos rígidos, que ficaram mais leves, porém mais resistentes, segundo a Suzuki, graças à aplicação de aços de alta resistência na produção.

No chassi, a Suzuki adotou três novas travessas para melhorar a rigidez. Isso elevou em 50% a rigidez do Jimny Sierra em relação à geração anterior. Outra novidade são os novos coxins aplicados na fixação da carroceria sobre o chassi. O tanque agora é de plástico, para reduzir peso em relação ao antigo de aço, e a barra estabilizadora aumentou de diâmetro.

Em termos de eletrônica, o Jimny é outro carro. Mais moderno, completo e mais capaz. Desde a versão de entrada há controles de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa e de descida. Além dos air bags dianteiros, que já estavam presentes na geração anterior, o Jimny Sierra ganhou também freios ABS. O sistema de assistência em descida tem dois modos de funcionamento: na tração 4×4 ele limita a velocidade de descida a 10 km/h, enquanto na 4×4 reduzida fica em 5 km/h.

Completa a lista de itens central multimídia com tela sensível ao toque de 7 polegadas fornecida pela JBL. Ela tem integração com Android Auto e Apple CarPlay. Outra novidade da geração é o ajuste de altura da coluna de direção, não disponível até então.

Na versão de topo adiciona faróis de LEDs com acendimento automático e lavadores, ajuste de altura dos faróis, ar-condicionado digital, controle de velocidade de cruzeiro (piloto automático) e outros mimos estéticos. A câmera de ré, que fica posicionada no alto da tampa do porta-malas e, portanto oferece excelente visibilidade da traseira, inclusive no fora de estrada.

Novo motor, inédito câmbio

Sob o capô, o Jimny Sierra adotou um novo motor. Saiu o antigo 1.3 e entrou um novo de 1,5 litro, 16 válvulas, todo de alumínio, que rende 108 cv e 14,1 mkgf. O antigo rendia 85 cv e 11,2 mkgf.

No papel pode não parecer grande coisa, mas o comportamento do jipinho melhorou substancialmente, tanto no asfalto quanto no fora de estrada. Não espere retomadas ultra vigorosas, ou acelerações incríveis, mas o novo conjunto é suficiente para garantir conforto.

A versão avaliada, de topo 4Style, vem com o câmbio automático de quatro marchas produzido pela Aisin. Pode não ser o que há de mais moderno por aí, mas cumpre bem o serviço associado ao novo motor. Na estrada, a 120 km/h, mesmo com uma terceira e uma quarta marcha mais longas, ele cobra: o motor gira o tempo todo a cerca de 3.500 rpm.

Uma quinta marcha poderia ajudar a reduzir o giro e melhorar o consumo. De acordo com dados do Inmetro, ele faz 10,4 km/l na cidade e 10,2 km/l na estrada, lembrando que o Jimny Sierra roda apenas com gasolina.

A Suzuki trocou o acionamento do sistema 4×4 que era por meio de um seletor giratório por um mais raiz – a segunda alavanca. O sistema de engate continua igual: câmbio no neutro e a alavanca que precisa de força para o engate.

Mais conforto

A direção com assistência elétrica ficou mais leve e mais “macia”. No fora de estrada, ela dá menos trancos ao piloto e garante um conforto extra para quem está guiando. No asfalto deixa as manobras fáceis e em trecho rodoviário tem um peso ideal até.

A nova configuração de suspensão é um sonho. Roda com suavidade no asfalto e mesmo no fora de estrada pula bem menos que a anterior. Nas curvas, o Jimny está mais estável e a carroceria balança bem menos. O porém é que com seu formato quadradão, ele continua instável a 120 km/h. É como abrir uma vela e ele fica dando pequenas balançadas na pista pedindo correção no volante.

Apesar de melhorar um pouco o espaço interno para quem vai atrás, reduzindo os apoios de braços nas laterais, ele se manteve homologado para apenas quatro pessoas, com os bancos que podem ser transformados em camas, ainda é ligeiramente apertado para quatro pessoas. Se manteve seus balanços reduzidos, o que garante agilidade e um centro de gravidade baixo e centralizado, também continua sem porta-malas: são apenas 85 litros.

FICHA TÉCNICA – SUZUKI JIMNY SIERRA

Motor: 1.5, 4 cil., 16V, gasolina
Potência: 108 cv a 6.000 rpm
Torque: 14,1 mkgf a 4.000 rpm
Câmbio: Automático, 4 marchas
Peso: 1.135 kg
Tanque: 40 litros

PRÓS E CONTRAS

  • PRÓS – SUSPENSÃO

Nova suspensão melhorou muito conforto dos ocupantes tanto para o uso diário no asfalto, quanto para o uso no fora de estrada. Pula menos, reduziu os solavancos e deixou o carro mais estável nas curvas.

  • CONTRAS – PORTA-MALAS

Pode não ser primordial para quem busca um Jimny, porém o espaço de “porta-malas” é quase nulo, são 85 litros, e não cabe nem mesmo duas malas médias na área. O ideal é uma viagem para duas pessoas com malas no banco traseiro.

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