Toyota segue os passos da Renault no Brasil

Toyota investe em modelos de baixos custo, vindos de países emergentes, para aumentar o portfólio de produtos no Brasil

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Catálogo do Toyota Raize Crédito: Toyota/Divulgação

A Renault fazia muito sucesso no Brasil. A Scénic era o sonho de consumo de classe média e o Clio, primeiro compacto de entrada com air bag de série por aqui, ia muito bem. Com a morte dos monovolumes e os cálculos de precificação esmagando os modelos de entrada, tudo mudou e a marca francesa se viu sem produtos para vender. E com uma fábrica imensa no Paraná para administrar.

Foi aí que a Renault teve uma ideia. Usar a romena Dacia como produtora de carros de baixo custo para países emergentes, em especial o Brasil. Vieram desta ideia Sandero e Logan. Dois sucessos. Agora, no último ano, o indiano Kwid. Outro sucesso. Essa inciativa fez outras marcas pensarem que este pode ser o caminho para uma maior variedade de produtos.

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É aí que chegamos à Toyota. O purismo e pragmatismo do Corolla ou do RAV4 deu lugar a racionalidade extrema do indiano Etios e à simplicidade do tailandês Yaris. Em termos de identidade de marca fica muito difícil ligar o Etios ao Corolla se não for pela logo. É como comparar um tigre a um gato de rua. Ambos são felinos, mas…

E há mais um produto vindo desta fórmula que vai chegar ao Brasil em 2021. Trata-se do Raize, um SUV originalmente da Daihatsu (a Dacia da Toyota), mas que vai ganhar o logo da Toyota em mercados emergentes. Compacto, o Raize usará uma plataforma simplificada do Corolla para ganhar vida. E o mesmo motor 1.5 do Etios.

Estratégia da Toyota está certa?

Porém, por mais que isso em um primeiro momento pareça desdém com o mercado brasileiro, basta andar no Etios para ver o quão robusto é o carro. A vantagem da Toyota nesta estratégia é que o controle de produção da marca é extremamente rígido. Então, vindos de projetos da Índia, Tailândia ou de uma sub-japonesa, a qualidade está lá, nitidamente presente. E a imagem de marca também.

Por isso, não se espante se a partir do segundo trimestre de 2021 você vir o Raize brigando de igual para igual com o maiores do segmento de SUVs compactos. Uma marca que vende bem o Etios, com seu design no mínimo controverso, consegue vender qualquer coisa.

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