elétricos
Caoa Chery/Divulgação

Veja quais são os carros elétricos mais baratos do Brasil

Por R$ 119.990, Caoa Chery iCar é o mais barato da lista de veículos elétricos à venda no Brasil; volta do imposto de importação mudará cenário em breve

Por Vagner Aquino 17 de jan, 2024 · 6m de leitura.

Há alguns anos, era inimaginável comprar carros elétricos com preço de hatch compacto no Brasil. Com o passar do tempo, porém, a tecnologia foi barateando – assim como aconteceu com outros produtos, como os smartphones e as TVs de tela plana, por exemplo – e os modelos movidos a baterias ficaram mais convidativos. Entretanto, a mudança real aconteceu após a chegada do fenômeno BYD Dolphin que chegou no ano passado oferecendo e vendendo mais que carro a combustão e, consequentemente, levando tudo o que foi prêmio do setor automotivo. A ofensiva da fabricante chinesa, claro, mudou a cara do mercado.

Hoje, diversas rivais precisaram mudar a estratégia, inclusive as conterrâneas JAC, Caoa Chery e GWM, por exemplo, que também têm origem chinesa. O ORA 03, a princípio, para tentar combater o Dolphin, chegou custando o mesmo preço do rival – com ainda mais equipamentos de série e potência extra. Contudo, não repetiu o sucesso do BYD. A JAC, já teve o carro elétrico mais barato do Brasil, mas este argumento também não foi suficiente para convencer a clientela e torná-lo um boom de vendas, assim como o iCar que, neste momento, é o modelo movido a bateria mais barato do Brasil. Custa, no entanto, menos que a versão topo de linha Platinum Plus do Hyundai HB20, de R$ 121.990.

Por falar em preços de elétricos, o Jornal do Carro separou os modelos mais baratos à venda no Brasil. Confira abaixo.


1 – Caoa Chery iCar: R$ 119.990

ALEX SILVA /ESTADAO
ALEX SILVA/ESTADAO

Motor elétrico de 61 cv e torque de 15,3 mkgf
Autonomia: 197 km

2 – Renault Kwid E-Tech: R$ 123.490

DIOGO DE OLIVEIRA /ESTADÃO
DIOGO DE OLIVEIRA/ESTADÃO

Motor elétrico de 65 cv e torque de 11,5 mkgf
Autonomia: 300 km

3 – JAC E-JS1: R$ 126.900

AC /Divulgação
JAC Motors/Divulgação

Motor elétrico de 65 cv e torque de 11,5 mkgf
Autonomia: 298 km


4 – BYD Dolphin: R$ 149.800

Vagner Aquino /Estadão
Vagner Aquino/Estadão

Motor elétrico de 95 cv com torque de 18,3 mkgf
Autonomia: 291 km

5 – GWM Ora 03: R$ 150.000

GWM /Divulgação
GWM/Divulgação

Motor elétrico de 136 cv e torque de 40,3 mkgf
Autonomia: 252 km

6 – Peugeot e-2008: R$ 169.990

Diogo de Oliveira /Estadão
Diogo de Oliveira/Estadão

Motor de 136 cv e torque de 26,5 mkgf
Autonomia: 234 km


7 – Hyundai Kona Electric: R$ 189.990

Diogo de Oliveira /Estadão
Diogo de Oliveira/Estadão

Motor elétrico de 118 cv e torque de 22,4 mkgf
Autonomia: 320 km

8 – Seres 3: R$ 199.990

Seres /Divulgação
Seres/Divulgação

Motor elétrico de 163 cv e torque de 30,6 mkgf
Autonomia: 206 km

9 – Mini Cooper S E: R$ 199.990

Diogo de Oliveira /Estadão
Diogo de Oliveira/Estadão

Motor elétrico de 184 cv e torque de 27,5 mkgf
Autonomia: 161 km


10 – Fiat 500e: R$ 214.990

Vagner Aquino /Estadão
Vagner Aquino/Estadão

Motor elétrico de 118 cv e torque de 22,4 mkgf
Autonomia: 227 km

Mudança de cenário

Aliás, este cenário deve mudar em breve. Afinal, o imposto de importação retorna em 2024, conforme determinação do governo federal. Imposta no fim de 2023, a regra determina, contudo, que os veículos elétricos sejam taxados a partir deste mês. A retomada da alíquota acontecerá de forma gradual e atingirá os 35% em 2026.


Com base nos processos de produção de cada modelo, as porcentagens de retomada progressiva de tributação variam. Leva-se em conta, também, os níveis de eletrificação dos veículos. Por exemplo, no caso de veículos híbridos, a alíquota do imposto começa com 15% já este mês. Na sequência, passa para 25% em julho de 2024, 30% em julho de 2025 e, por fim, chega a 35% em julho de 2026.

Já nos híbridos plug-in, começa em 12% a partir de agora. Montante que passa para 20% em julho de 2024 e vai a 28% em julho de 2025. Por fim, chega a 35% em julho de 2026. No caso dos elétricos, todavia, fica assim: 10% em janeiro de 2024, 18% em julho de 2024, 25% em julho de 2025 e 35% no mês de julho de 2026. Isso, por fim, encarecerá todos os modelos à venda no País (afinal, nenhum é produzido localmente), mas cabe às montadoras decidir se vale a pena diminuir a margem de lucro e, mesmo com imposto maior, realizar ações promocionais para facilitar a compra ao cliente interessado.

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