Hairton Ponciano

15.10.2019 | 7:00 Atualizado: 16.10.2019 | 15:26

Volkswagen Virtus enfrenta os novos Chevrolet Onix Plus e Hyundai HB20S

Os novatos Chevrolet Onix Plus e Hyundai HB20S chegam e já encaram o Volkswagen Virtus, até agora a referência entre os sedãs compactos

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Onix e HB20 passaram por amplas mudanças Crédito: Foto: Felipe Rau/Estadão
Carro

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O Volkswagen Virtus andava com a vida fácil. Desde o início do ano passado, quando foi lançado, passou a ser a referência entre os sedãs compactos. O bom espaço no banco de trás, a aparência de “mini-Jetta” e itens como quadro de instrumentos virtual ajudaram a embalar as vendas. Não havia nada semelhante no segmento. Não havia. Praticamente ao mesmo tempo, a Chevrolet lançou o novo Onix Plus (a nova denominação do Prisma), e a Hyundai apresentou a também renovada família HB20. Chegou a hora do grande confronto. Os dois estreantes encaram o até agora dono do pedaço.

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Além do acabamento simples, alguns itens são comuns ao trio. Nas versões de topo, todos comparecem com motor 1.0 turbo de três cilindros e câmbio automático de seis marchas. Além disso, eles têm controles de tração e estabilidade, auxiliar de partida em rampa, chave presencial e botão de partida. A partir daí, cada um começa a tomar seu rumo e apresentar sua munição própria. O Onix Plus Premier chega por R$ 73.190. O Hyundai HB20 S Diamond Plus sai por R$ 81.290, enquanto o Virtus Highline custa R$ 84.290. Parece que a zona de conforto do Virtus acaba aqui. Veja como eles se saíram no embate. Mas atenção para o spoiler: vai ser difícil segurar o novo Onix Plus a partir de agora.

3º – Hyundai HB20S

Assim que o novo HB20S parou no semáforo, o motor desligou, evidenciando logo no início do teste uma das novidades do modelo. Na linha 2020, o novo modelo da Hyundai traz sistema start-stop, uma exclusividade na categoria. Ainda em termos de tecnologia, o novo modelo traz um dispositivo de leitura de faixas que consegue identificar até mesmo pintura inexistente. O dispositivo, pioneiro, tem memória capaz de detectar faixa que eventualmente tenha desaparecido do chão. Nessa situação, ele alerta o motorista, como se a pintura estivesse lá.

Os itens mais avançados do novo modelo produzido em Piracicaba (SP), no entanto, estão disponíveis somente nas versões mais caras. Ao contrário do Onix Premier, que traz seis air bags de série, o HB20S oferece no máximo quatro air bags, e somente nas versões Diamond e Diamond Plus. A Diamond Plus, como a utilizada neste comparativo, custa R$ 81.290. Além do start-stop e do sistema de alerta de mudança de faixa, traz entre os destaques monitoramento de pressão dos pneus e frenagem automática de emergência – outra exclusividade da categoria.

A plataforma não mudou, mas a transformação no HB20 foi radical tanto por fora como por dentro. O modelo trocou as linhas agressivas por um estilo mais suave, inspirado no novo sedã Sonata. A traseira ganhou linhas semelhantes às de cupês, com queda contínua do teto até se encontrar com a tampa do porta-malas.

HB20 tem entre eixos mais curto

Embora tenha crescido em 3 cm na distância entre eixos, o sedã da marca sul-coreana é o que oferece o menor espaço do trio: são 2,53 m. Com isso, ele não chega a ser apertado no banco traseiro, mas tem menos espaço do que no Virtus (2,65 m) e Onix Plus (2,60 m). Além disso, os passageiros de trás não contam nem com portas USB (como nos dois oponentes) nem com saída de ar-condicionado (como o sedã da Volkswagen).

Em termos de potência e torque (respectivamente 120 cv e 17,5 mkgf), o HB20S fica entre o Onix Plus e o Virtus. Na prática, o carro agrada, com boas acelerações. A Hyundai divulga 0 a 100 km/h em 10,7 s, um pouco mais lento do que o modelo da Chevrolet (10,4 s). O câmbio automático de seis marchas não oferece modo esportivo, mas há borboletas no volante, caso o motorista queira um pouco mais de agilidade. Às vezes isso é necessário, porque, para privilegiar economia, o câmbio tende a jogar marchas para cima. Economia, a propósito, é um dos pontos fortes do carro: de acordo com a Hyundai, com etanol, ele faz 8,8 km/l na cidade e 11,0 km/l na estrada.

A central multimídia compatível com Android Auto e Apple CarPlay tem tela de 8″, mas a tela sensível ao toque é pouco intuitiva. Além disso, o ar-condicionado tem display digital, mas não oferece função automática, nem tem graduação numérica da temperatura. O seguro é o maior entre os três. Mas, em compensação, a garantia é de cinco anos.

2º – Volkswagen Virtus

O Virtus chegou no início do ano passado estabelecendo novos padrões para o segmento de sedãs compactos. O entre eixos de 2,65 m é 9 cm maior que o do Polo (2,56 m), hatch com o qual divide a moderna plataforma MQB-A0. Além disso, a versão mais cara, Highline, trouxe como opcional o quadro de instrumentos virtual e saídas de ar-condicionado para o banco traseiro, coisa que nem o Jetta tem. Outra primazia foi o manual cognitivo, que utiliza inteligência artificial, desenvolvido em parceria com a IBM. Tudo isso embalado por uma estilosa carroceria tornaram o modelo um sucesso imediato. Como resultado, o preço foi para as alturas.

Dos três, o Virtus é o único que passa (e muito) dos R$ 80 mil. A versão Highline custa R$ 84.290, preço que pode subir ainda mais. O pacote batizado de Tech High (que inclui quadro virtual, câmera traseira, detector de fadiga, indicador de pressão de pneus, GPS, etc.) custa R$ 4.290. As rodas de liga leve aro 17″ saem por R$ 945, e o conjunto que engloba som Beats, rede e divisória no porta-malas acrescenta outros R$ 2.160. Completo, como o carro avaliado, o Virtus sai por R$ 91.685.

Virtus ganha em espaço

O sedã da Volkswagen ainda tem como trunfos o maior espaço no banco de trás entre os modelos deste comparativo. Também tem mais potência e torque: o motor 1.0 turbo de três cilindros rende 128 cv e 20,4 mkgf. Esses números garantem boa dirigibilidade. A Volkswagen divulga aceleração de 0 a 100 km/h em 9,9 segundos. Há modo esportivo, que deixa o sedã ainda mais esperto, e borboletas no volante.

O modelo leva vantagem também no porta-malas. De acordo com os números oficiais, são 521 litros. Além disso, na versão de topo de linha as três primeiras revisões são gratuitas. Tudo isso garantiu a ele a segunda colocação.

1º – Onix Plus Premier

Existem carros que trocam tudo de uma geração para outra e mantêm apenas o nome. Pois, no caso do Onix sedã, nem o antigo nome (Prisma) sobreviveu. A palavra Plus designa o novo Onix de três volumes. E, além de trazer tecnologias até agora inéditas na categoria (caso da internet a bordo), o modelo ainda é o mais barato do trio. A versão mais cara, Premier, chega por R$ 73.190. São R$ 11.100 a menos que o Virtus Highline. O modelo vem de série com seis air bags, carregador sem fio para celular e sensores de pressão nos pneus, entre outros itens. Por R$ 3 mil adicionais (o que eleva a soma a R$ 76.190), a versão Premier traz até auxiliar de estacionamento automático e alerta de ponto cego.

Apesar de ter o motor menos potente (116 cavalos) e com o menor torque do trio (16,8 mkgf), andando o Onix Plus não decepciona. Muito pelo contrário. Na prática, parece que há mais força sob o capô. O turbo enche rapidamente e o sedã dispara com facilidade, sem ruído ou vibração – sintomas que costumam denunciar motores de três cilindros. A Chevrolet divulga aceleração de 0 a 100 km/h em 10,4 segundos.

O câmbio automático garante trocas suaves. O único senão é que não há borboletas no volante para trocas manuais. Se o motorista quiser fazer mudanças manualmente, precisa recorrer ao botão existente na alavanca, um sistema pouco intuitivo.

Onix tem até internet

A central multimídia tem tela de 7″ com câmera de ré e compatibilidade com Apple CarPlay e Android Auto. Um dos destaques, porém, é o sistema Wi-Fi. De acordo com a Chevrolet, a internet nativa permite conexão simultânea de até sete aparelhos, e é até “12 vezes mais potente” do que um roteador comum. O sistema é operado pela Claro, e os planos partem de R$ 29,90. Os três primeiros meses são gratuitos.

O Onix Plus tem estilo atraente e bom espaço no banco de trás, graças ao entre eixos de 2,6 metros. São 7,2 cm a mais do que o Prisma. Quem vai atrás dispõe também de duas portas USB para carregamento de celulares.

O revestimento interno tem texturas bem trabalhadas. Na versão Premier, pode-se optar por acabamento que mescla preto com prata ou preto com caramelo. No entanto, as superfícies tanto do painel como das portas são rígidas. O porta-malas acomoda 469 litros. Além de levar a melhor sobre os oponentes em oferta de tecnologia e preço, o Onix Plus também tem o seguro mais em conta do trio. Com essa conjunção de resultados, ele levou a melhor neste comparativo.

Opinião

Onix é o novo dono do pedaço

A combinação de ótimo pacote de equipamentos e preço atraente faz do Chevrolet Onix Plus a nova referência entre os sedãs compactos. São mais de R$ 11 mil abaixo do Volkswagen Virtus. A diferença é tanta que nem adianta pedir VAR para conferir a jogada. Mas vamos ver se esse preço se mantém. Já vimos montadoras ganham comparativos apoiadas na relação custo-benefício um tempo depois os preços sobem. À Volkswagen, resta dar um jeito de segurar os preços do Virtus, especialmente agora que a concorrência subiu de nível. O HB20S reúne algumas boas qualidades. O modelo chegou acompanhado do estilo polêmico, mas não subestimem a capacidade da Hyundai.

 

*Atualizada 16/10 às 14:40

 

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