VW Kombi brasileira é apreendida na Alemanha com 100 kg de cocaína

Exemplar da VW Kombi foi embarcado em Santos (SP) e flagrado pela polícia de Hamburgo. Carga ilegal vale quase R$ 100 milhões

Volkswagen Kombi
VW Kombi apreendida pela polícia na Alemanha Crédito: Crédito: Polícia de Hamburgo/Divulgação

A exportação de exemplares de VW Kombi para colecionadores europeus vem se intensificando nos últimos anos. A geração mais cobiçada é a primeira, a “corujinha”, que foi vendida até 1975. Um exemplar com restauração de qualidade pode ser vendido por mais de R$ 100 mil no mercado nacional. E o triplo disso no Exterior, o que ajuda a explicar o êxodo das cada vez mais raras vans sobreviventes.

Mas um exemplar específico conseguiu a proeza de alcançar um valor de quase R$ 100 milhões na Alemanha. A cifra estratosférica da avaliação se deve a um, digamos, acessório com o qual o veículo foi exportado. Uma carga de 100 quilos de cocaína, escondidos em um fundo falso no assoalho.

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O carro, um modelo de 1974 com placas de Hortolândia, saiu do Brasil em um container embarcado no porto de Santos (SP). Na última sexta-feira, foi interceptado pela alfândega de Hamburgo. A carga ilícita foi descoberta por aparelhos de raio X.

O valor elevado da carga – 21 milhões de euros, de acordo com autoridades alemãs – se deve ao alto nível de pureza do entorpecente. O pó poderia ser diluído facilmente, multiplicando os lucros de quem o negociasse.

Os pacotes estavam alojados entre a terceira fila de bancos e o eixo traseiro. Para retirar a droga, a polícia teve de serrar o assoalho do carro.

VW Kombi, o mais longevo dos carros brasileiros

De acordo com o Detran-SP, 387.432 unidades estão registradas no Estado de São Paulo.

A Kombi foi lançada mundialmente em 1940. No Brasil, a produção começou em 2 de setembro de 1957. Em dezembro de 2013, para tristeza dos fãs do mais longevo dos veículos brasileiros, a van saiu de linha.

O encerramento da produção ocorreu porque a Kombi não podia receber freios ABS e air bags, itens que passaram a ser obrigatórios em todos os veículos do Brasil em 2014.

O projeto antigo determinou o fim da “Velha Senhora” – apelido carinhoso que foi dado ao modelo pelos funcionários da fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP), onde ele era produzido.

A última unidade da Kombi feita em São Bernardo está no museu de veículos comerciais do Grupo Volkswagen, na cidade alemã de Hannover.


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